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Em 9 países, floresta amazônica perdeu 240 mil km² de 2000 a 2010

.. quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Número é de rede de ONGs que levantou dados do Brasil e vizinhos. Ambientalista diz que Amazônia pode sofrer mais com 'novas ameaças'.


Entre 2000 e 2010, a floresta amazônica, distribuída por nove países da América do Sul, perdeu o total de 240 mil km² devido ao desmatamento, o equivalente a uma Grã-Bretanha, de acordo com dados reunidos pela Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciadas (RAISG), divulgados nesta terça-feira (4) por 11 organizações não governamentais.

É como se, em 11 anos, “sumisse do mapa” área equivalente a quase seis vezes o tamanho do estado do Rio de Janeiro. Os números fazem parte do documento “Amazônia sob pressão”, que reúne informações sobre a degradação registrada ao longo da última década na região englobada pelo bioma.
O documento reuniu dados oficiais de governos que detêm partes da Amazônia. No caso do Brasil, foram usados dados do sistema conhecido como Prodes (Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável por divulgar anualmente a taxa de devastação do bioma no Brasil.
O relatório mensura ainda possíveis ameaças à floresta, que passa por uma acelerada transformação devido a obras de infraestrutura como hidrelétricas, estradas, além de atividades ilegais como a mineração.
Com isso, segundo a publicação, o ritmo atual de implantação desses tipos de empreendimentos poderia causar, nos próximos anos, o desaparecimento de até metade da selva amazônica atual, que cobre uma extensão de 7,8 milhões de km², cerca de 12 macrobacias, compartilhadas por 1.497 municípios.
“A Amazônia está fortemente inserida num processo de degradação, fragmentação e supressão. Nos últimos 50 anos, uma combinação de novas formas de ocupação tem suprimido essa paisagem por outra, mais seca que homogênea”, explica Beto Ricardo, da ONG Instituto Socioambiental (ISA), coordenador da rede amazônica que elaborou a pesquisa.
Garimpo ilegal localizado no meio da floresta amazônica, na Venezuela. A imagem foi feita em 17 de novembro deste ano durante sobrevoo sobre a região (Foto: Jorge Silva/Reuters)Garimpo ilegal localizado no meio da floresta amazônica, na Venezuela. A imagem foi feita em 17 de novembro deste ano durante sobrevoo sobre a região 
Ameaças e pressões
De acordo com o levantamento, todas as sub-bacias amazônicas foram afetadas por algum tipo de ameaça ou pressão -- construção de estradas, exploração de petróleo e gás, construção de hidrelétricas, implantação de garimpos para mineração, desmatamento e queimadas.
Sobre a construção de estradas, o documento afirma que planos para conectar os oceanos Atlântico ao Pacífico aceleram a pressão sobre a Amazônia, e que o Peru e a Bolívia são os países que detêm o maior número de rodovias construídas no meio da floresta.

O relatório aponta também que em toda a Amazônia existem 171 hidrelétricas em operação ou em desenvolvimento, além de 246 projetos em estudo.  No caso da mineração, as zonas de interesse somam 1,6 milhão de km² (21% do território do bioma), em especial na Guiana. Sobre a exploração de petróleo e gás, atualmente existem 81 lotes sendo explorados, mas há outros 246 que despertam interesse da indústria petrolífera.
Referente às queimadas, o relatório das ONGs diz que o sudeste da Amazônia, entre o Brasil e a Bolívia, concentra a maior quantidade de focos de calor -- a região recebe o nome de "arco do desmatamento". Esta faixa territorial vai de Rondônia, passando por Mato Grosso, até o Pará.
Imagem de 2010 mostra lote de madeira ilegal confiscado em Belém, no Pará (Foto: Divulgação/Paulo Santos)Imagem de 2010 mostra lote de madeira ilegal confiscado em Belém, no Pará (Foto: Divulgação/Paulo Santos)
Brasil é líder na degradação do bioma
O relatório computou dados da Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. Entre 2000 e 2010, o Brasil foi o principal responsável pela degradação da floresta (80,4%), seguido do Peru (6,2%) e Colômbia (5%). A quantidade é proporcional à área de floresta englobada pelo país (uma participação de 64,3% no território amazônico).
“Apesar dos dados de queda no desmatamento divulgados recentemente pelo governo, o Brasil é o país com maior passivo amazônico, especialmente por conta das estradas e da pecuária extensiva de baixa produtividade, apoiada em milhões de hectares de pastos degradados”, explica Ricardo.
Entre 2000 e 2010, o Brasil foi o principal responsável pela degradação da floresta
Na última semana, o Ministério de Meio Ambiente divulgou que o desmatamento da Amazônia Legal registrou o menor índice desde que foram iniciadas as medições, em 1988.
De acordo com dados do Prodes, entre agosto de 2011 e julho de 2012 houve a perda de 4.656 km² de floresta, área equivalente a mais de três vezes o tamanho da cidade São Paulo. O índice é 27% menor que o total registrado no período entre agosto de 2010 e julho de 2011 (6.418 km²).

Segundo o coordenador da rede amazônica, a degradação no bioma só não é maior graças às unidades de conservação e terras indígenas, que conseguem "frear" a tendência de desmate. "No entanto, elas não resistirão por muito tempo", acredita.
Ele afirma que, com o sistema, deverão ser implantadas rotinas de monitoramento das possíveis pressões e ameaças ao bioma, com o objetivo de aprimorar os dados de degradação de países que não têm um sistema rotineiro de observação, diferentemente do Brasil. "Queremos interagir com outras redes panamazônicas, disponibilizar informações e mobilizar as sociedades civis, além de interagir com os governos", disse Beto Ricardo.
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Pinguins gays 'adotam' filhote em zoológico na Dinamarca

.. sábado, 17 de novembro de 2012

Pinguins-imperadores machos começaram a agir como casal há dois anos. Zoo cogitou 'adoção' após os dois tentarem roubar ovos de outros pinguins.


Um casal de pinguins gays "adotou" um filhote recentemente no Zoológico Odense, na Dinamarca, segundo uma nota divulgada pela instituição. Os animais, dois pinguins-imperadores machos, começaram a demonstrar comportamento de casal há dois anos, o que não é novidade na espécie, de acordo com o zoo.
Os tratadores dos pinguins perceberam que os dois machos tentaram roubar ovos de outros animais durante a época de reprodução. Isso levou os funcionários a cogitar a "adoção" para o casal.
Casal de pinguins-imperadores gays com filhote 'adotado' em zoo na Dinamárca (Foto: Divulgação/Ard Joungsma/Zoológico Odense)Casal de pinguins-imperadores gays com filhote 'adotado' em zoológico na Dinamarca (Foto: Divulgação/Ard Joungsma/Zoológico Odense)

O problema de "paternidade" do casal de machos do Zoológico Odense foi resolvido após uma fêmea da espécie agir de forma incomum, tendo botado dois ovos produzidos com dois machos diferentes, para depois abandoná-los, segundo a nota.
É comum que algumas espécies de pinguins tenham comportamento monogâmico, isto é, um parceiro durante toda a vida, diz o zoo. No caso da espécie dos pinguins-imperadores, o casal divide a tarefa de chocar os ovos.
Os tratadores decidiram deixar um dos ovos abandonados com o casal de pinguins machos. Para garantir que eles aprenderiam a chocar, foram usados ovos artificiais, em testes realizados pelo zoo.
Os dois pinguins-imperadores machos cuidaram do ovo e se dividiram para recolher comida, como faria qualquer casal da mesma espécie.
O filhote "adotado" nasceu há um mês. A "família" está separada do resto da colônia para adaptação do filhote, por enquanto, informa o zoo. Em breve eles devem ser reintroduzidos ao grupo de pinguins-imperadores, quando o bebê tiver adquirido mais algum tempo de vida.
Casal de pinguins machos cuidam de filhote, nascido há um mês (Foto: Divulgação/Ard Joungsma/Zoológico Odense)Casal de pinguins-imperadores machos em zoológico dinamarquês cuidam de filhote nascido há um mês (Foto: Divulgação/Ard Joungsma/Zoológico Odense)
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Austrália cria rede de proteção para preservar biodiversidade marinha

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País anunciou proteção para área de 2,3 milhões de km². 
Indústria da pesca é contra e teme perda na produtividade e de empregos.


A Austrália criou oficialmelmente nesta sexta-feira (16) uma rede de reservas marinhas que protege mais de 2,3 milhões de km² de oceano ao redor do país, apesar da ira do setor pesqueiro, que teme redução de postos de trabalho e prejuízos às comunidades costeiras.


O sistema de proteção, já considerado o maior do mundo, conta com seis regiões marinhas e terá o objetivo de preservar animais ameaçados de extinção como a baleia-azul, tartarugas-verdes, tubarões-touro e o dugongo, uma espécie de mamífero herbívoro que vive no mar.
Segundo o ministro do Meio Ambiente do país, Tony Burke, os oceanos estão seriamente ameaçados e, por isso, ações para restaurar a saúde dos mares têm de ser feitas, entre elas, a criação de parques nacionais.
Em outubro, a Austrália admitiu sua negligência na preservação da Grande Barreira de Corais após a publicação de estudo revelando que o ecossistema perdeu mais da metade de seus corais em apenas três décadas, resultado de tempestades, depredação e aquecimento das águas (consequência da mudança climática).
Coral encontrado na Grande Barreira, localizado no litoral da Austrália (Foto: Cortesia/Carlos Sanchez)Coral encontrado na Grande Barreira, localizado no litoral da Austrália (Foto: Cortesia/Carlos Sanchez)
Setor pesqueiro não concorda com plano
O anúncio do governo provocou reclamações do setor pesqueiro. Segundo representantes, ao menos 60 comunidades costeiras vão ser afetadas pela nova reserva e a indústria teme perder 36 mil postos de trabalho distribuídos em até 80 empresas.
Em maio, a revista especializada “Biology” publicou investigação científica afirmando que áreas de preservação e perímetros ao redor delas permitem a reconstituição progressiva da biodiversidade – uma teoria que sempre foi criticada pela indústria da pesca.
Para acalmar os ânimos, o governo australiano divulgou que a nova reserva afetará apenas 1% da pesca comercial e anunciou ainda um fundo de ajuda de US$ 100 milhões.
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Amazônia Legal tem aumento no desmate em outubro, aponta Imazon

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Uso do solo aumentou em mais de 4 mil hectares e focos de incêndio diminuíram em dez anos (Foto: Divulgação/IBAMA)
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Desmatamento na Amazônia cai 17% entre 2011 e 2012, segundo Inpe

.. terça-feira, 4 de setembro de 2012

Devastação da floresta foi de 1.232,75 km² de janeiro a agosto deste ano. Mato Grosso, Pará e Rondônia continuam liderando desmatamento.


Vista aérea da floresta Amazônia na região dos arredores do rio Guaporé (Foto: André Edouard/Arquivo/AFP)Vista aérea da floresta amazônica na região dos arredores do rio Guaporé 
O desmatamento registrado na Amazônia Legal caiu 17% entre 1º de janeiro e 15 de agosto de 2012, na comparação com o mesmo período de 2011, apontam dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
As informações foram obtidas pelo sistema de detecção do desmatamento em tempo real, o Deter, que usa imagens de satélite para visualizar a perda de vegetação na região. Comparando os dados no intervalo de tempo avaliado, a devastação passou de 1.485,66 km² de floresta no ano passado para 1.232,75 km² neste ano, recuo de 252,91 km².
Na comparação entre os três últimos meses deste ano (de 15 de maio a 15 de agosto de 2012) com o mesmo período de 2011, o recuo no desmate foi maior, de 27,8%. A devastação passou de 773,85 km², no intervalo registrado em 2011, para 558,21 km² neste ano.
Em agosto, o Inpe anunciou que publicaria informações do Deter a cada 15 dias. Os dados são considerados um levantamento rápido e não têm o nível de detalhe da pesquisa oficial prevista para o final do ano pela instituição, o Prodes (Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal).
Estados
O estado campeão no ranking da devastação continua sendo o Mato Grosso (694,69 km² de área destruída), seguido do Pará (321,58 km²) e de Rondônia (121,68 km²), segundo os dados do Deter de janeiro a agosto de 2012. No ano passado, estes mesmos estados lideraram o desmate da Amazônia Legal - o Mato Grosso perdeu 744,68 km² de floresta, o Pará perdeu 365,92 km² e Rondônia teve 230,36 km² de desmatamento.
Para o professor de política ambiental e mudança climática da Unesp (Universidade Estadual Paulista), David Montenegro Lapola, apesar de parciais, os números mostram continuação na tendência de queda no desmatamento da Amazônia, "algo que ocorre desde 2004".
Area de floresta devastada por fogo no Parque Nacional de Jamanxim, no Pará (Foto: Antônio Scorza/Arquivo/AFP)Area devastada no Parque Nacional do Jamanxim,
no Pará.
Ele aponta dois fatores para o recuo na destruição: a maior presença do poder público na Amazônia, principalmente na forma de fiscalização, e o desaquecimento da economia global, que pode ter levado a uma demanda menor por produtos da fronteira agrícola na região, que há anos têm se expandido rumo à floresta.
Para o professor, a criação de áreas de proteção ambiental e a presença maior de agentes da Polícia Federal e do Ibama na região nos últimos anos contribuíram para a diminuição do desmatamento. "Mas não podemos ignorar a questão do desaquecimento econômico internacional", ressalta.
O pesquisador aponta que a queda na destruição da Amazônia contribui também para a redução nas emissões de gases-estufa que causam mudanças climáticas pelo planeta. Aproximadamente 75% das emissões de gases-estufa no Brasil vêm de queimadas e devastação de florestas e outros biomas, incluindo a Amazônia, afirma Lapola.
"Acho que ainda há mais o que fazer com relação à fiscalização. Se a gente pode reduzir em 80% [o desmatamento], por que não podemos reduzir em 100%?", diz o professor, fazendo referência à meta definida por lei no Brasil pela Política Nacional de Mudanças Climáticas. Pela legislação, o país tem como meta reduzir a destruição da Amazônia em 80% até 2020.
Menor índice histórico
Em junho, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou que a Amazônia Legal teve o menor índice de desmatamento dos últimos 23 anos. Segundo Inpe, a região teve 6.418 km² de floresta desmatada entre agosto de 2010 e julho de 2011 -- o equivalente a quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo.
Foi a menor taxa desde que o instituto começou a fazer a medição, em 1988, e houve uma redução de 8% em relação ao mesmo período em 2009 e 2010. No entanto, em dezembro do ano passado, o Inpe havia divulgado uma expectativa de desmate de 6.238 km² -- alta de 3%. O número foi obtido a partir dos dados consolidados do sistema Prodes.
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Espécie de pássaro consegue mais fêmeas se dorme menos, diz estudo

.. sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Pilrito-peitoral acasala no Ártico, quando há luz 24h e intensa competição. Pesquisa contraria visão de que falta de sono reduz o desempenho geral.


O pássaro macho da espécie pilrito-peitoral ou maçarico-de-colete (Calidris melanotos peitorais) acasala com mais fêmeas e tem mais filhotes quando dorme menos, aponta um novo estudo feito em conjunto pelas universidades de Zurique, na Suíça, e do Oeste da Austrália, e pelo Instituto de Ornitologia Max Planck, na Alemanha.

Esses resultados, publicados na revista "Science" desta semana, contrariam uma visão comum de que a privação do sono leva a uma redução no desempenho geral, inclusive sexual.
Amplas evidências têm sugerido que dormir economiza energia, favorece a fixação da memória e "restaura" o cérebro e os tecidos para o período em que ficamos acordados. Além disso, nos homens, o sono aumenta a massa muscular e libera o hormônio do crescimento (GH).
Pilrito-peitoral acasalamento (Foto: Bart Kempenaers/ Wolfgang Forstmeier/MPIO/Science)Pilrito-peitoral dorme menos e acasala mais (Foto: Bart Kempenaers/ Wolfgang Forstmeier/MPIO/Science)
A pesquisa sugere, porém, que o aumento do tempo de vigília, sem danos à saúde, pode ser uma questão adaptativa do processo de evolução, após demandas ecológicas.
Os pilritos-peitorais cruzam em meados do verão no Ártico, onde há luz solar por 24 horas e uma intensa competição entre os machos. A equipe mostrou que os indivíduos que dormiam menos tinham um maior sucesso reprodutivo em comparação com os concorrentes que apresentavam um sono regular.
O pesquisador John Lesku, da Alemanha, e seus colegas estudaram a atividade cerebral dessas aves durante o acasalamento de machos e fêmeas. Foi usada uma tecnologia de monitoramento remoto por GPS.

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Borboleta rara se beneficia do aquecimento global e se multiplica

.. sexta-feira, 25 de maio de 2012

Espécie era considerada rara até a década de 1980. Fugindo do calor, ela encontrou mais alimento.


As mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global já causam impacto em uma espécie de borboleta, que era considerada rara até os anos 1980. E esse impacto, para ela, é positivo. A conclusão é de um estudo publicado na edição desta sexta-feira (25) da revisa “Science”.
Marrom e com pintas laranjas, a borboleta da espécie "argo marrom" (Aricia agestis) está procurando novos locais para viver, por causa dos verões mais quentes no Reino Unido. Segundo os pesquisadores, ela está indo cada vez mais para o Norte em busca de climas mais frescos (no Hemisfério Norte, quanto mais pra cima, mais frio).
Nessa região, a flor gerânio é bem comum e é exatamente essa planta que as lagartas da espécie usam para se alimentar. Com mais alimento disponível, a argo marrom passa agora por um verdadeiro “baby boom”. 
Borboleta argos marrom antes rara, agora se beneficia do aquecimento global (Foto: Science/AAAS)Borboleta argos marrom antes rara, agora se beneficia do aquecimento global 
De acordo com os pesquisadores da Universidade de York, a espécie já avançou 79 quilômetros nos últimos 20 anos e atualmente é encontrada com facilidade no interior do país.
“Haverá vencedores e perdedores da mudança climática. É importante que comecemos a entender como essas complexas interações entre espécies afetam suas habilidades de se adaptar às mudanças para que possamos identificar as que podem estar sob risco e onde devemos focar os esforços de conservação”, disse uma das co-autoras do trabalho, Jane York.
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Espécie de tartaruga marinha nada diferente no Pacífico e no Atlântico

.. segunda-feira, 21 de maio de 2012

Estilos de nado da tartaruga-de-couro influem na sua alimentação. Espécie está ameaçada de extinção.


Cientistas descobriram que a tartaruga-de-couro, uma espécie marinha ameaçada de extinção, tem estilos diferentes de natação de acordo com a região do mundo em que vive.

O estudo feito por uma equipe internacional e publicado pela revista científica “PLoS One” comparou a locomoção dessas tartarugas no norte do Oceano Atlântico e no leste do Oceano Pacífico.
As tartarugas do Atlântico conseguem uma variação maior nas formas de nadar. Elas conseguem alternar entre nados lentos e velozes, enquanto as do Pacífico não reduzem a velocidade. Além disso, as tartarugas do Atlântico também conseguem mergulhar mais fundo que suas irmãs.
Segundo o estudo, essas diferenças fazem com que as tartarugas do Pacífico estejam mais ameaçadas. Em altas velocidades, elas não conseguem selecionar o alimento com a mesma qualidade que as do Atlântico, nem buscam comida nas águas mais profundas. Essa tartaruga se alimenta de zooplâncton – organismos que vivem na água, desde protozoários até animais muito pequenos.
Filhotes da tartaruga-de-couro na Malásia, em 2004 (Foto: AFP/Arquivo)Filhotes da tartaruga-de-couro na Malásia, em 2004 
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Tartaruga 'bate uma bolinha' em aquário de Munique, na Alemanha

.. quinta-feira, 17 de maio de 2012

Gonzales, uma tartaruga-verde, deu algumas 'cabeçadas' em bola de futebol. Aquário promove final da Liga dos Campeões da Europa, que ocorre sábado.


Nesta quinta-feira (17), um exemplar de tartaruga-verde (Chelonia mydas) batizado de Gonzales brinca com uma bola de futebol debaixo d’água no aquário SeaLife, em Munique.
A cidade vai sediar no próximo sábado a final da Liga dos Campeões da Europa, com a partida entre o time alemão Bayern de Munique e o Chelsea, da Inglaterra.
A "bate-bola subaquático" ocorreu como prévia da final da Liga dos Campeões da Europa, que vai acontecer na cidade alemã neste sábado. A partida será entre o Bayen de Munique e o Chelsea. (Foto: Michaela Rehle/Reuters)O "bate-bola subaquático" ocorreu como prévia da final da Liga dos Campeões da Europa, que vai acontecer na cidade alemã neste sábado. A partida será entre o Bayen de Munique e o Chelsea. 
Gonzales, exemplar de tartaruga-verde, mostra habilidade com a bola de futebol em aquário de Munique, na Alemanha. (Foto: Michaela Rehle/Reuters)Gonzales, exemplar de tartaruga-verde, mostra habilidade com a bola de futebol em aquário de Munique, na Alemanha. 
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Santuário marinho celebra 10 anos de porta-aviões transformado em recife

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Navio de 155 metros foi afundado e agora é atração para mergulhadores. Fotos mostram que corais tomaram conta da estrutura do Spiegel Grove.


O Santuário Marinho Nacional de Flórida Keys, nos Estados Unidos, celebra nesta quinta-feira (17) o aniversário de 10 anos desde que colocou em prática uma operação impressionante.
Em maio de 2002, o porta-aviões Spiegel Grove, da Marinha americana, foi afundado com o intuito de transformá-lo em um recife artificial de corais para mergulho.
As imagens feitas nesta quarta-feira (16) mostram que o tempo fez com que os corais de fato tomassem conta da estrutura do navio, de 155 metros de comprimento.
Mergulhadora explora a estrutura do Spiegel Grove nesta quarta (16) (Foto: Reuters/Stephen Frink/Florida Keys News Bureau)Mergulhadora explora a estrutura do Spiegel Grove nesta quarta (16) 
Corais tomaram conta da parte externa do navio (Foto: Reuters/Stephen Frink/Florida Keys News Bureau)Corais tomaram conta da parte externa do navio 
Imagem de arquivo mostra o navio de 155 metros de extensão sendo afundado, em 17 de maio de 2002 (Foto: Reuters/Andy Newman/Florida Keys News Bureau)Imagem de arquivo mostra o navio de 155 metros de extensão sendo afundado, em 17 de maio de 2002 
Imagem de arquivo mostra o navio de 155 metros de extensão sendo afundado, em 17 de maio de 2002 (Foto: Reuters/Sergio Garcia/Florida Keys News Bureau)Imagem de arquivo mostra o navio de 155 metros de extensão sendo afundado, em 17 de maio de 2002 
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Animal marinho anda como os humanos, diz pesquisa

.. quinta-feira, 10 de maio de 2012

Apesar de não ter cérebro, estrela-quebradiça se move de forma simétrica. Mecanismo depende de um ponto central para criar o movimento.


Um biólogo da Universidade Brown, em Providence, nos Estados Unidos, descobriu que um tipo de animal marinho, conhecido como ofiuroide e popularmente chamado de estrela-quebradiça, se locomove de forma semelhante aos humanos. Os resultados foram publicados na revista científica “Journal of Experimental Biology”, nesta quinta-feira (10).
Ao estudar esses animais marinhos, que possuem cinco braços bem finos, longos e frágeis, o biólogo evolucionista Henry Astley, observou que, apesar da espécie não ter cérebro, ela consegue se mover de forma simétrica, assim como fazem os humanos.
A estrela-quebradiça não se move como a maioria dos animais. Ele simplesmente designa outro de seus cinco membros como sua nova frente e continua avançando. (Foto: Henry Astley/Universidade Brown)A estrela-quebradiça não se move como a maioria dos animais. Ela simplesmente designa outro de seus cinco membros como sua nova frente e continua avançando.
O endoesqueleto dos ofiuroides é composto por minúsculos ossos de carbonato de cálcio, fundidos no disco central e articulados entre si nos braços. Essa composição faz com que as braços se desintegrem com facilidade, por isso o nome de “estrelas quebradiças”.
Muitos animais e os humanos são bilateralmente simétricos, isto é, o corpo é dividido em metades correspondentes, a partir de uma linha no centro, que é o que dá a sensação de equilíbrio. Em contraste, os ofiuroides têm cinco lados simétricos, mas mostraram poder se locomover como os que possuem apenas duas metades.
Enquanto os humanos precisam mover seus corpos para mudar de direção, os ofiuroides escolhem outro braço como “comandante” e criam o movimento. “Com eles é assim: agora essa é a frente. Eu não preciso rodar meu corpo para fazer um outro movimento”, diz Astley.
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Desmate na Amazônia quase triplica de janeiro a março de 2012, diz Inpe

.. segunda-feira, 9 de abril de 2012

Menor quantidade de nuvens no bioma revelou mais áreas degradadas. Governo diz que houve aumento da detecção, mas não do desmatamento.


Entre janeiro e março de 2012, o desmatamento na Amazônia Legal quase que triplicou, se comparado com o mesmo período do ano passado.
O volume de nuvens foi menor no primeiro trimestre deste ano, o que elevou a qualidade de visualização dos chamados "polígonos de desmatamento".
Os dados foram divulgados pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, nesta quinta-feira (5), em coletiva realizada em Brasília.
Segundo o sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no primeiro trimestre os satélites detectaram a perda de 389 km² da cobertura florestal, número que é 188% maior se comparado ao mesmo período de 2011 (135 km²).
A ministra não considera que os dados não representam um crescimento no desmate, já que, para ela, a redução da quantidade de nuvens sobre o bioma facilitou a fiscalização feita por sensoriamento remoto. "Não temos crise de desmatamento, como foi ano passado, não tem aumento de desmatamento", disse.
Estado do Amapá tem 76,6% de seu território coberto pela floresta amazônica. Na imagem, o Parque Nacional Montanhas de Tumucumaque. (Foto: Divulgação/Grayton Toledo/Governo do Amapá)Redução do volume de nuvens sobre a Amazônia melhorou a visualização por satélite. Desmate triplicou no primeiro trimestre de 2012, se comparado ao mesmo período do ano passado. 
Em fevereiro de 2011, apenas de 1 km² de vegetação derrubada foi detectado, já que a cobertura de nuvens era de 93%. Neste ano, o mês registrou desmate de 307 km², a maior parte no Mato Grosso (285 km²). "Ano passado não havia desmatamento detectado porque nós não víamos nada", disse Gilberto Câmara, diretor do Inpe.
Para Câmara, a pesquisa em campo feita pelos órgãos de fiscalização verificou que 68% das áreas encontradas devastadas (por desmate e queimadas) resultam de atividades ilegais ocorridas em 2011.
Estabilidade
A ministra também ressaltou que não houve aumento absoluto no desmate ao comparar o período de agosto de 2011 a março de 2012 com os mesmo meses entre 2010 e 2011.
Entretanto, chamou a atenção para a elevação de atividades ilegais (no período, desmate subiu de 12 km² para 56 km²). O aumento pode estar associado a uma migração de desmatadores do Pará para o estado. Segundo Izabella, órgãos ambientais vão melhorar a fiscalização na região.
Código florestal
Sobre as mudanças na legislação ambiental, que tramita na Câmara dos Deputados, pode também influenciar o desmatamento, de acordo com o governo. "Ainda tem gente em campo dizendo, segundo os relatos da inteligência, que você pode desmatar que vai ser anistiado". 
"As equipes têm se deparado com colocações de que o Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais] não teria competência mais de fiscalizar. Não é verdade", disse ela. Só este ano, o Ibama aplicou quase R$ 50 milhões em multas por desmatamento na Amazônia e embargou áreas, principalmente no Mato Grosso e Pará.
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Carcaça de mamute com 10 mil anos tem marcas de 'ataque' humano

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Filhote foi encontrado na Sibéria por caçadores e entregue a cientistas. Após ser morto por um leão, ele pode ter sido aberto por humanos antigos.


Uma carcaça de um filhote de mamute, conservada no gelo da Sibéria por 10 mil anos, tem marcas que podem indicar que o animal foi atacado por um leão e, em seguida, aberto por humanos antigos, segundo reportagem do jornal "Daily Mail". A descoberta pode ser uma evidência de que seres humanos caçavam e se alimentavam da espécie.

Apelidada de Yuka, a carcaça do animal foi encontrada por caçadores da Sibéria e entregue a uma organização dedicada aos mamutes. Ela está muito bem preservada, com ossos, peles e pelos do corpo inteiro, algo muito raro.
Além disso, Yuka chamou a atenção dos cientistas porque tem pelos loiros. Antes dele, os cientistas já especulavam que alguns mamutes poderiam ter apresentado pelos nesta coloração, mas ainda não havia nenhuma evidência direta.
Carcaça de filhote de mamute está muito bem conservada, com ossos, pele e pelos. (Foto: Reprodução / Daily Mail)Carcaça de filhote de mamute está muito bem conservada, com ossos, pele e pelos. 
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PRF resgata filhote de gato selvagem em extinção em rodovia do RS

.. sexta-feira, 23 de março de 2012

Segundo a PRF, animal estava na faixa correndo risco de atropelamento. Espécime foi encaminhado ao zoológico da UCS, onde seria examinado.


Gato maracajá, recolhido pela PRF, está no zoológico da UCS (Foto: Divulgação/PRF)Gato-maracajá foi levado ao zoológico da Universidade de Caxias do Sul
Um filhote de gato-maracajá (Leopardus wiedii) foi resgatado da faixa da BR-116 na altura deNova Petrópolis, na Serra do Rio Grande do Sul, por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) por volta das 17h desta quinta-feira (22). Segundo a PRF, o animal, cuja espécie corre risco de extinção, aparentava estar assustado e corria risco de ser atropelado, mas não estava machucado.
O felino foi encaminhado ao zoológico da Universidade de Caxias do Sul (UCS). Lá, será feito um exame no animal para determinar se ele será devolvido ao ambiente natural ou ficará em cativeiro. Caso não volte à mata, o gato-maracajá será levado a local a ser definido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
“Ainda não sabemos se é macho ou fêmea, pois chegou há muito pouco tempo e não fizemos a avaliação para maiores informações. Não deu nem tempo de examiná-lo. Vamos fazer um exame, ver se está em condições físicas e se consegue se alimentar sozinho”, disse  a bióloga Cláudia Machado, do zoológico da UCS.
Gato maracajá, recolhido pela PRF, está no zoológico da UCS (Foto: PRF/Divulgação)Felino é considerado comum na região da Serra
Cláudia estima que o animal tenha idade entre um mês e meio e dois meses. “Ele está no tamanho em que eles começam a seguir a mães quando elas se movimentam para caçar”, afirmou.
A bióloga explicou que, apesar do risco de extinção, o gato-maracajá é uma espécie comum na Serra do RS. O zoológico da UCS já tem duas fêmeas, e não poderá abrigar o exemplar encontrado pela polícia. “Não temos mais espaço físico. O recinto não comporta mais um animal”, destacou a especialista.
Segundo a UCS, o gato-maracajá é semelhante à jaguatirica, porém menor e com cauda mais longa. O animal tem hábitos solitários e facilidade em transitar por árvores. Se alimenta de roedores e aves, mas também come frutas e sementes.
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Dilma afirma que Bolsa Verde deve beneficiar 73 mil famílias até 2014

.. segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Famílias receberão R$ 300 por trimestre para conservar floresta.
Até o fim do ano, 18 mil lares devem receber o benefício.


A presidenta Dilma Rousseff destacou a implantação da Bolsa Verde e comentou a visita que faz a três países da Europa no programa de rádio “Café com a presidenta”, que foi ao ar na manhã desta segunda-feira (3).
Dilma comentou que, junto com a Bolsa Família, “agora as famílias das áreas de assentamentos florestais e reservas extrativistas vão receber o Bolsa Verde. Na região Norte, muitas famílias tiram o seu sustento da coleta de frutos, com o açaí, o bacuri e, também, da pesca artesanal. Essas famílias extrativistas vivem numa integração muito grande com a floresta e são as maiores defensoras da nossa Amazônia. O extrativista vai assinar um compromisso de preservação da floresta onde ele vive e trabalha, e receberá R$ 300,00 a cada três meses, o que dá R$ 100,00 por mês. O programa faz o casamento da geração da renda com a preservação ambiental, porque ele vai combinar essas duas coisas para que o país continue crescendo, sempre de forma sustentável”.
A meta do Governo Federal é chegar a 73 mil famílias beneficiadas até 2014, e Dilma informou que 3.500 lares já receberão o benefício este mês. “Até o final do ano, vamos atender mais de 18 mil famílias. A meta é chegar, em 2014, com 73 mil famílias participando do Bolsa Verde e trabalhando para preservar as nossas florestas”, afirmou.
A presidenta disse que a Bolsa Verde é só um dos programas para aumentar a renda dos agricultores da região Norte do Brasil. “Na região, a maioria das famílias pobres vive no campo, isso inclui os extrativistas e os agricultores familiares. Uma das coisas que estamos oferecendo a todos eles é assistência técnica para que eles possam produzir mais. Outra coisa é que estamos criando as condições para que esses agricultores possam vender a sua produção".
Dilma aproveitou a oportunidade para reiterar o avanço social de seu governo e da gestão de Lula. "Estamos trabalhando para garantir qualidade de vida, acesso a serviços públicos e oportunidade de renda a todos os brasileiros. Foi com políticas sociais como estas que 40 milhões de brasileiros foram elevados à classe média nos últimos anos. Estamos no caminho certo, mostrando que a distribuição de renda é um dos motores do crescimento da economia. E distribuir renda é também uma das melhores políticas para combater a crise econômica mundial”, disse.
A presidenta também comentou a visita que está fazendo à Bélgica, Bulgária e Turquia. ”O objetivo dessa viagem é fortalecer a cooperação e o comércio entre o Brasil e a Bélgica, a Bulgária e a Turquia. Por isso eu vou à sede da União Europeia, que fica em Bruxelas, para estreitar as relações comerciais entre o Brasil e os 27 países que integram a União Europeia”.
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Área do tamanho do México vira maior santuário mundial de tubarões

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Ilhas Marshall criam área de preservação no Pacífico de quase 2 milhões de quilômetros quadrados.


O governo das Ilhas Marshall criou o maior santuário de tubarões no mundo, uma área oceânica de quase 2 milhões de quilômetros quadrados.
A república situada no Oceano Pacífico irá proibir a comercialização de produtos derivados de tubarões e a pesca de tubarões em suas águas.
As ilhas, onde moram 68 mil pessoas, têm no turismo um dos principais motores da sua economia.
Medidas restringem ação de pescadores na região. (Foto: Stuart Cove's Dive Bahamas / via BBC)Medidas restringem ação de pescadores na região. 
Tubarões e animais que têm parentesco com a espécie, como arraias, estão sendo seriamente ameaçados por problemas como pesca predatória e destruição de seu habitat.
Cerca de um terço dos tubarões oceânicos integram a internacionalmente reconhecida lista vermelha de espécies ameaçadas.
Santuário
"Ao aprovar este projeto (a proteção aos tubarões), não poderíamos oferecer uma afirmação mais forte sobre a importância dos tubarões para nossa cultura, meio ambiente e economia", afirmou o senador Tony deBrum, que apresentou o projeto de lei ao parlamento do país.
"Podemos ser uma pequena nação, mas nossas águas agora são o maior local de proteção para tubarões", acrescentou.
Para que se tenha uma ideia, a área de proteção é equivalente à área de países como a Indonésia, o México ou a Arábia Saudita e é oito vezes maior do que a Grã-Bretanha.
A medida vai ampliar a área de proteção dos tubarões em todo mundo dos atuais 2,7 milhões de quilômetros quadrados para 4,6 milhões de quilômetros quadrados.
Pelos termos do projeto de lei, a pesca de tubarões e a comercialização de produtos derivados de tubarões serão proibidos e quaisquer animais que forem capturados acidentalmente, deverão ser soltos com vida.
Proibições
No santuário, que abrangerá boa parte do Oceano Pacífico, certos tipos de equipamento de pesca serão proibidos e quem transgredir estas medidas poderá pagar multas de até 200 mil libras (cerca de R$ 575,5 mil).
O governo marshallino elaborou a proposta juntamente com integrantes do Pew Environment Group, a organização ambiental americana que identificou as nações-arquipélago como mais capazes de oferecer grandes ''ganhos'' em termos de conservação marinha, devido à vasta proporção de suas águas territoriais.
"Nós saudamos a República das Ilhas Marshall por colocar em prática a mais forte legislação para proteger tubarões que nós já vimos", afirmou Matt Rand, diretor de conservação de tubarões da instituição.
Com a legislação pró-tubarões, as Ilhas Marshall seguem o caminho tomado por Palau, há dois anos, que, até agora, contava com o maior santuário mundial em defesa dos animais.
Desde então, outros países, como as Bahamas, adotaram medidas semelhantes.
Dúvidas
No mês passado, um grupo de oito países - entre eles México, Honduras e Maldivas - assinou uma declaração conjunta na qual se comprometeram a pressionar pela adoção de mais medidas de proteção aos tubarões em todo o mundo.
Como eles crescem e se reproduzem de forma relativamente lenta, os tubarões são particularmente vulneráveis a fatores como a pesca, seja ela acidental ou intencional.
As medidas de proteção aos tubarões também deverão ajudar a diversidade marinha como um todo, já que restringem os direitos de barcos pesqueiros e exigem maior controle dos navios que desembarcam na região.
Mas tanto nas Ilhas Marshall como em Palau e outros países, há dúvidas sobre a capacidade das autoridades para monitorar plenamente uma extensa camada do oceano.
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