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BP pagará multa de US$ 4,5 bilhões por vazamento de óleo em 2010

.. sábado, 17 de novembro de 2012

É a maior multa criminal já paga na história dos EUA, segundo agências.  Empresa se declarou culpada pelo acidente e pelo derramamento de óleo.


A petrolífera britânica BP declarou-se culpada nesta quinta-feira (15) das acusações criminais relacionadas com o vazamento de petróleo no Golfo do México em abril de 2010 e concordou em pagar US$ 4,5 bilhões ao longo de seis anos ao governo dos EUA, segundo comunicado divulgado pela empresa.
Bombeiros combatem as chamas remanescentes do acidente no Golfo do México em foto de arquivo de abril de 2010 (Foto: U.S. Coast Guard/Handout/Files/Reuters)Bombeiros combatem as chamas remanescentes do acidente no Golfo do México em foto de arquivo de abril de 2010 

Segundo a nota, a empresa vai pagar US$ 4 bilhões, em cinco anos, ao Departamento de Justiça dos EUA para finalizar todas as reclamações pelo pior derramamento de petróleo na história do país e outros US$ 525 milhões, em três anos, à SEC (Securities and Exchange Commission) por reclamações aos órgãos reguladores. O acordo ainda tem de ser aprovado em tribunal federal no país.
"Desde o início, temos respondido ao vazamento, pagamos reivindicações legítimas e financiamos esforços de restauração no Golfo. Pedimos desculpas por nosso papel no acidente e, como a resolução de hoje com o governo dos EUA ainda reflete, aceitamos a responsabilidade por nossas ações", escreveu o presidente-executivo da BP, Bob Dudley.
Segundo as agências de notícias, o valor pago é recorde por uma multa criminal norte-americana. O recorde anterior era detido pela Pfizer Inc, que pagou uma multa de US$ 1,3 bilhões em 2009 por uma fraude de marketing.
O desastre ambiental de Deepwater Horizon, no Golfo do México, ocorreu em abril de 2010 e 11 trabalhadores morreram.
A empresa disse ainda estar preparada para se defender de outras reclamações civis.


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Após degelo no Ártico, Antártica tem congelamento recorde, diz instituto

.. quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Centro informa que gelo na área atingiu 19,44 milhões de km² em 2012. Fenômenos no Ártico e na Antártica têm razões diferentes, dizem cientistas.


Cerca de um mês após o anúncio do maior derretimento de gelo já registrado no Ártico, o Centro Nacional de Informações de Neve e Gelo dos Estados Unidos (NSIDC, na sigla em inglês) liberou dados que mostram que a cobertura congelada na região da Antártica bateu recorde neste ano com relação aos anos anteriores.
Segundo o NSIDC, o congelamento nos mares e arredores da Antártica atingiu 19,44 milhões de km² em 2012, mais do que o último recorde, de 19,39 milhões de km² em 2006. Cientistas afirmam que a extensão máxima de gelo na Antártica varia muito de ano a ano, mas dizem ter identificado uma tendência de crescimento de 0,9% no congelamento a cada década.
Mapa mostra gelo ao redor da Antártica em 26 de setembro, dia de maior congelamento; traço amarelo mostra extensão média registrada de gelo (Foto: Divulgação/Nasa/NSIDC)Mapa mostra congelamento ao redor da Antártica em 26 de setembro, dia de maior gelo; o traço amarelo mostra a extensão média de gelo registrado entre 1979 e 2000 na região (Foto: Divulgação/Nasa/NSIDC)
As informações foram divulgadas pela agência espacial americana (Nasa) na última semana, e o recorde de congelamento foi registrado no dia 26 de setembro. Cientistas da agência que estudaram os dados dizem ter calculado um aumento anual de gelo na Antártica de 17,1 mil km² aproximadamente, entre 1979 e 2010.
Algumas regiões da Antártica tiveram congelamento maior, enquanto outras perderam gelo, dizem os cientistas. Eles apontam não haver relação direta entre o ocorrido na Antártica e o derretimento no Ártico.
Para os pesquisadores, os fenômenos na Antártica e no Ártico tem razões diferentes. Enquanto o crescimento de gelo antártico pode estar vinculado "aos ventos, à queda de neve e ao frio", o derretimento no Ártico "está mais claramente ligado ao aquecimento climático registrado ao longo das décadas".
Processos diferentes
Segundo os cientistas, "tratam-se de dois processos diferentes", um ocorrendo no verão (no caso do Ártico) e outro no inverno (no caso da Antártica). Não há, também, evidências de que o fenômeno significaria que não esteja havendo aquecimento global.
Em entrevista ao blog "Earth Observatory", da Nasa, a cientista Claire Parkinson, especialista em congelamento oceânico, disse que "a magnitude de perda de gelo no Ártico excede consideravelmente a magnitude do gelo ganho na Antártica".
"Os dois hemisférios tem muita variabilidade [de gelo] durante o ano, então em qualquer um dos polos é possível que no próximo ano haja mais ou menos gelo do que o registrado neste ano", disse Parkinson.
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Focos de incêndio crescem 62% em áreas de proteção ambiental, diz Inpe

.. quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Número de pontos de fogo subiu de 6,7 mil em 2011 para 10,8 mil em 2012. Aumento está ligado ao clima seco e a práticas criminosas, diz pesquisador.


O número de focos de incêndio em áreas de proteção ambiental subiu 62% com relação ao ano passado, aponta o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Levantamento feito, a partir de dados do Inpe, mostra que a quantidade de focos de queimadas em unidades de conservação (UCs) federais e estaduais chegou a 10.864 entre 1º de janeiro e 20 de setembro de 2012, bem mais do que o registrado no mesmo período de 2011, quando 6.708 focos foram identificados pelo monitoramento via satélite do instituto.

Até 24 de setembro, apenas as unidades de conservação federais perderam 8.500 km² de vegetação devido às queimadas -- uma área sete vezes maior que o tamanho da cidade do Rio de Janeiro.

O número seria ainda maior se fossem somadas as perdas em unidades estaduais, mas não há informações sobre essas áreas. Atualmente, o país tem 1.278.190 km² do território englobado por UCs -- cerca de 15% do território nacional.
O crescimento do número de focos de calor (pontos captados pelos satélites com temperatura acima de 47º C e área mínima de 900 m²) está ligado principalmente ao clima seco e a práticas de incêndio muitas vezes ilegais em áreas próximas ou dentro das áreas de proteção, pondera o pesquisador do Inpe Alberto Setzer, responsável pelo monitoramento.
Foto de arquivo mostra incêndio em área de proteção na Floresta Nacional do Tapajós, no Pará, em 2009 (Foto: Antônio Scorza/AFP/Arquivo)Foto de arquivo mostra incêndio em área de proteção na Floresta Nacional do Tapajós, no Pará, em 2009 
"Este número é alto com relação ao ano passado e um pouco menor que em 2010. Unidade de preservação existe com essa função, de preservar, então não deveria haver fogo", diz Setzer, ressaltando que há exceções, como alguns locais em que se estuda e se realiza o manejo do fogo no solo.
As cinco áreas de proteção "campeãs" em focos de incêndio estão nos estados do Maranhão, Tocantins e Pará. Juntas, elas respondem por 3.778 pontos de queimadas, quase 35% do total neste ano.
As unidades mais sensíveis a incêndios ficam em áreas de cerrado, na região central do país e ao sul da Amazônia, aponta o coordenador de emergências ambientais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Christian Berlinck. O ICMBio é responsável pela gestão das unidades de conservação federais.
Berlinck concorda que o clima seco é um dos grandes fatores para o aumento dos focos de queimadas. "Este é um ano mais seco do que os anteriores. Houve um tempo de seca maior, uma desidratação maior do que em outros anos. Isso acaba aumentando a área atingida", pondera.
O coordenador do ICMBio ressalta, no entanto, que o causador do fogo não é o clima, mas o homem. Ele aponta tanto causas criminosas quanto acidentes e descuido das pessoas como a origem dos incêndios. "Eu fui chefe do Parque Nacional da Chapada Diamantina [na Bahia] e vou te dar um exemplo. Neste ano teve incêndio no parque porque um turista se perdeu, e, para chamar atenção e ser resgatado, ele colocou fogo no mato", diz ele, citando um caso em que o incêndio não foi criminoso.
O horário crítico de incêndios em áreas de vegetação é às 11h, segundo o coordenador do ICMBio. Quando a queimada começa neste horário, os ventos estão fortes e a temperatura do dia, elevada, o que dificulta o combate ao fogo. "O fogo se alastra mais nesse horário. Quando começa às 15h ou 16h, começa a esfriar", o que facilita o trabalho, diz Berlinck.
Pior mês
O mês em que costumam ocorrer mais focos de queimadas é setembro, afirma Fabiano Morelli, também pesquisador do Inpe. "Existe um certo ciclo, conforme a região e o estado. Julho, agosto começa a seca. Setembro é o pior mês de todos. De outubro para a frente [a seca] começa a diminuir", pondera ele.
"A gente teve quase três meses sem chuvas em alguns lugares, como Minas e Tocantins, o que agravou bastante a situação", diz o coordenador do ICMBio. O instituto é um dos órgãos que integram uma força-tarefa de combate ao fogo, o Ciman (Centro Integrado MultiAgências de Coordenação Operacional). Também participam as Forças Armadas, a Polícia Federal, a Defesa Civil, a Fundação Nacional do Índio (Funai), os Corpos de Bombeiros estaduais e outras instituições.
O pesquisador Setzer aponta que 2010 foi ainda pior em focos de queimadas, já que foi um ano mais seco do que até agora em 2012. Pelos dados do Inpe, foram registrados 13.511 focos de incêndio entre 1º de janeiro e 20 de setembro do ano retrasado, número 24,3% maior do que os identificados neste ano.
Imagem de arquivo mostra bombeiro em área devastada por incêndio no Santuário do Caraça, em Minas Gerais, considerada uma unidade de conservação (Foto: Werner Rudarth/AFP/Arquivo)Foto de arquivo mostra área destruída por incêndio no Santuário do Caraça, em Minas Gerais, considerada uma unidade de conservação (Foto: Werner Rudarth/AFP/Arquivo)
Área destruída
Berlinck cita dados do ICMBio para apontar que o tamanho da área destruída por incêndios em unidades de conservação federais também foi maior em 2012 do que em 2011, mas menor do que há dois anos.
Até 24 de setembro deste ano haviam sido perdidos cerca de 8.500 km² de vegetação, mais do que os 6.000 km² devastados no ano passado. Em 2010, quando a destruição foi maior, 10.650 mil km² de hectares foram atingidos por incêndios. A devastação é ainda maior se forem consideradas as unidades de conservação estaduais, mas não há levantamento preciso para a maioria dos estados, aponta o coordenador do ICMBio.
Mapa divulgado pelo Inpe mostra pontos de incêndio registrados por satélites em diversas partes do Brasil e da América do Sul. (Foto: Divulgação/Inpe)Mapa divulgado pelo Inpe mostra pontos de incêndio
registrados por satélites em diversas partes do Brasil e
da América do Sul (Foto: Divulgação/Inpe)
"É uma questão preocupante, mas não é tão preocupante quando comparada a 2010. Se você pegar dois anos, em 2010 e 2011, houve uma redução grande da área federal atingida por incêndios. Isso demonstra uma maior eficiência dos órgãos federais", diz Berlinck.
Não há como prever se haverá piora nas queimadas nos próximos meses, mas há potencial para isso, aponta o coordenador. Por um lado, unidades de conservação grandes, situadas no Cerrado, estão com risco menor de fogo nos últimos dias. Por outro, áreas de proteção no Amapá e Roraima vão entrar no período de estiagem, o que deve agravar os incêndios. "Elas vão entrar [em estiagem] a partir de outubro, novembro e prosseguir até fevereiro", diz ele.
Berlinck considera que a responsabilidade pelas queimadas deve ser dividida entre todas as instâncias de governo e a sociedade civil. Com o Código Florestal, diz ele, está prevista a criação de uma Política Nacional de Manejo e Controle de Queimadas, Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, o que deve aumentar os recursos e permitir uma maior articulação governamental para o controle de incêndios.
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Desmatamento na Amazônia cai 17% entre 2011 e 2012, segundo Inpe

.. terça-feira, 4 de setembro de 2012

Devastação da floresta foi de 1.232,75 km² de janeiro a agosto deste ano. Mato Grosso, Pará e Rondônia continuam liderando desmatamento.


Vista aérea da floresta Amazônia na região dos arredores do rio Guaporé (Foto: André Edouard/Arquivo/AFP)Vista aérea da floresta amazônica na região dos arredores do rio Guaporé 
O desmatamento registrado na Amazônia Legal caiu 17% entre 1º de janeiro e 15 de agosto de 2012, na comparação com o mesmo período de 2011, apontam dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
As informações foram obtidas pelo sistema de detecção do desmatamento em tempo real, o Deter, que usa imagens de satélite para visualizar a perda de vegetação na região. Comparando os dados no intervalo de tempo avaliado, a devastação passou de 1.485,66 km² de floresta no ano passado para 1.232,75 km² neste ano, recuo de 252,91 km².
Na comparação entre os três últimos meses deste ano (de 15 de maio a 15 de agosto de 2012) com o mesmo período de 2011, o recuo no desmate foi maior, de 27,8%. A devastação passou de 773,85 km², no intervalo registrado em 2011, para 558,21 km² neste ano.
Em agosto, o Inpe anunciou que publicaria informações do Deter a cada 15 dias. Os dados são considerados um levantamento rápido e não têm o nível de detalhe da pesquisa oficial prevista para o final do ano pela instituição, o Prodes (Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal).
Estados
O estado campeão no ranking da devastação continua sendo o Mato Grosso (694,69 km² de área destruída), seguido do Pará (321,58 km²) e de Rondônia (121,68 km²), segundo os dados do Deter de janeiro a agosto de 2012. No ano passado, estes mesmos estados lideraram o desmate da Amazônia Legal - o Mato Grosso perdeu 744,68 km² de floresta, o Pará perdeu 365,92 km² e Rondônia teve 230,36 km² de desmatamento.
Para o professor de política ambiental e mudança climática da Unesp (Universidade Estadual Paulista), David Montenegro Lapola, apesar de parciais, os números mostram continuação na tendência de queda no desmatamento da Amazônia, "algo que ocorre desde 2004".
Area de floresta devastada por fogo no Parque Nacional de Jamanxim, no Pará (Foto: Antônio Scorza/Arquivo/AFP)Area devastada no Parque Nacional do Jamanxim,
no Pará.
Ele aponta dois fatores para o recuo na destruição: a maior presença do poder público na Amazônia, principalmente na forma de fiscalização, e o desaquecimento da economia global, que pode ter levado a uma demanda menor por produtos da fronteira agrícola na região, que há anos têm se expandido rumo à floresta.
Para o professor, a criação de áreas de proteção ambiental e a presença maior de agentes da Polícia Federal e do Ibama na região nos últimos anos contribuíram para a diminuição do desmatamento. "Mas não podemos ignorar a questão do desaquecimento econômico internacional", ressalta.
O pesquisador aponta que a queda na destruição da Amazônia contribui também para a redução nas emissões de gases-estufa que causam mudanças climáticas pelo planeta. Aproximadamente 75% das emissões de gases-estufa no Brasil vêm de queimadas e devastação de florestas e outros biomas, incluindo a Amazônia, afirma Lapola.
"Acho que ainda há mais o que fazer com relação à fiscalização. Se a gente pode reduzir em 80% [o desmatamento], por que não podemos reduzir em 100%?", diz o professor, fazendo referência à meta definida por lei no Brasil pela Política Nacional de Mudanças Climáticas. Pela legislação, o país tem como meta reduzir a destruição da Amazônia em 80% até 2020.
Menor índice histórico
Em junho, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou que a Amazônia Legal teve o menor índice de desmatamento dos últimos 23 anos. Segundo Inpe, a região teve 6.418 km² de floresta desmatada entre agosto de 2010 e julho de 2011 -- o equivalente a quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo.
Foi a menor taxa desde que o instituto começou a fazer a medição, em 1988, e houve uma redução de 8% em relação ao mesmo período em 2009 e 2010. No entanto, em dezembro do ano passado, o Inpe havia divulgado uma expectativa de desmate de 6.238 km² -- alta de 3%. O número foi obtido a partir dos dados consolidados do sistema Prodes.
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Espécie de pássaro consegue mais fêmeas se dorme menos, diz estudo

.. sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Pilrito-peitoral acasala no Ártico, quando há luz 24h e intensa competição. Pesquisa contraria visão de que falta de sono reduz o desempenho geral.


O pássaro macho da espécie pilrito-peitoral ou maçarico-de-colete (Calidris melanotos peitorais) acasala com mais fêmeas e tem mais filhotes quando dorme menos, aponta um novo estudo feito em conjunto pelas universidades de Zurique, na Suíça, e do Oeste da Austrália, e pelo Instituto de Ornitologia Max Planck, na Alemanha.

Esses resultados, publicados na revista "Science" desta semana, contrariam uma visão comum de que a privação do sono leva a uma redução no desempenho geral, inclusive sexual.
Amplas evidências têm sugerido que dormir economiza energia, favorece a fixação da memória e "restaura" o cérebro e os tecidos para o período em que ficamos acordados. Além disso, nos homens, o sono aumenta a massa muscular e libera o hormônio do crescimento (GH).
Pilrito-peitoral acasalamento (Foto: Bart Kempenaers/ Wolfgang Forstmeier/MPIO/Science)Pilrito-peitoral dorme menos e acasala mais (Foto: Bart Kempenaers/ Wolfgang Forstmeier/MPIO/Science)
A pesquisa sugere, porém, que o aumento do tempo de vigília, sem danos à saúde, pode ser uma questão adaptativa do processo de evolução, após demandas ecológicas.
Os pilritos-peitorais cruzam em meados do verão no Ártico, onde há luz solar por 24 horas e uma intensa competição entre os machos. A equipe mostrou que os indivíduos que dormiam menos tinham um maior sucesso reprodutivo em comparação com os concorrentes que apresentavam um sono regular.
O pesquisador John Lesku, da Alemanha, e seus colegas estudaram a atividade cerebral dessas aves durante o acasalamento de machos e fêmeas. Foi usada uma tecnologia de monitoramento remoto por GPS.

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Borboleta rara se beneficia do aquecimento global e se multiplica

.. sexta-feira, 25 de maio de 2012

Espécie era considerada rara até a década de 1980. Fugindo do calor, ela encontrou mais alimento.


As mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global já causam impacto em uma espécie de borboleta, que era considerada rara até os anos 1980. E esse impacto, para ela, é positivo. A conclusão é de um estudo publicado na edição desta sexta-feira (25) da revisa “Science”.
Marrom e com pintas laranjas, a borboleta da espécie "argo marrom" (Aricia agestis) está procurando novos locais para viver, por causa dos verões mais quentes no Reino Unido. Segundo os pesquisadores, ela está indo cada vez mais para o Norte em busca de climas mais frescos (no Hemisfério Norte, quanto mais pra cima, mais frio).
Nessa região, a flor gerânio é bem comum e é exatamente essa planta que as lagartas da espécie usam para se alimentar. Com mais alimento disponível, a argo marrom passa agora por um verdadeiro “baby boom”. 
Borboleta argos marrom antes rara, agora se beneficia do aquecimento global (Foto: Science/AAAS)Borboleta argos marrom antes rara, agora se beneficia do aquecimento global 
De acordo com os pesquisadores da Universidade de York, a espécie já avançou 79 quilômetros nos últimos 20 anos e atualmente é encontrada com facilidade no interior do país.
“Haverá vencedores e perdedores da mudança climática. É importante que comecemos a entender como essas complexas interações entre espécies afetam suas habilidades de se adaptar às mudanças para que possamos identificar as que podem estar sob risco e onde devemos focar os esforços de conservação”, disse uma das co-autoras do trabalho, Jane York.
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Espécie de tartaruga marinha nada diferente no Pacífico e no Atlântico

.. segunda-feira, 21 de maio de 2012

Estilos de nado da tartaruga-de-couro influem na sua alimentação. Espécie está ameaçada de extinção.


Cientistas descobriram que a tartaruga-de-couro, uma espécie marinha ameaçada de extinção, tem estilos diferentes de natação de acordo com a região do mundo em que vive.

O estudo feito por uma equipe internacional e publicado pela revista científica “PLoS One” comparou a locomoção dessas tartarugas no norte do Oceano Atlântico e no leste do Oceano Pacífico.
As tartarugas do Atlântico conseguem uma variação maior nas formas de nadar. Elas conseguem alternar entre nados lentos e velozes, enquanto as do Pacífico não reduzem a velocidade. Além disso, as tartarugas do Atlântico também conseguem mergulhar mais fundo que suas irmãs.
Segundo o estudo, essas diferenças fazem com que as tartarugas do Pacífico estejam mais ameaçadas. Em altas velocidades, elas não conseguem selecionar o alimento com a mesma qualidade que as do Atlântico, nem buscam comida nas águas mais profundas. Essa tartaruga se alimenta de zooplâncton – organismos que vivem na água, desde protozoários até animais muito pequenos.
Filhotes da tartaruga-de-couro na Malásia, em 2004 (Foto: AFP/Arquivo)Filhotes da tartaruga-de-couro na Malásia, em 2004 
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Tartaruga 'bate uma bolinha' em aquário de Munique, na Alemanha

.. quinta-feira, 17 de maio de 2012

Gonzales, uma tartaruga-verde, deu algumas 'cabeçadas' em bola de futebol. Aquário promove final da Liga dos Campeões da Europa, que ocorre sábado.


Nesta quinta-feira (17), um exemplar de tartaruga-verde (Chelonia mydas) batizado de Gonzales brinca com uma bola de futebol debaixo d’água no aquário SeaLife, em Munique.
A cidade vai sediar no próximo sábado a final da Liga dos Campeões da Europa, com a partida entre o time alemão Bayern de Munique e o Chelsea, da Inglaterra.
A "bate-bola subaquático" ocorreu como prévia da final da Liga dos Campeões da Europa, que vai acontecer na cidade alemã neste sábado. A partida será entre o Bayen de Munique e o Chelsea. (Foto: Michaela Rehle/Reuters)O "bate-bola subaquático" ocorreu como prévia da final da Liga dos Campeões da Europa, que vai acontecer na cidade alemã neste sábado. A partida será entre o Bayen de Munique e o Chelsea. 
Gonzales, exemplar de tartaruga-verde, mostra habilidade com a bola de futebol em aquário de Munique, na Alemanha. (Foto: Michaela Rehle/Reuters)Gonzales, exemplar de tartaruga-verde, mostra habilidade com a bola de futebol em aquário de Munique, na Alemanha. 
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Santuário marinho celebra 10 anos de porta-aviões transformado em recife

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Navio de 155 metros foi afundado e agora é atração para mergulhadores. Fotos mostram que corais tomaram conta da estrutura do Spiegel Grove.


O Santuário Marinho Nacional de Flórida Keys, nos Estados Unidos, celebra nesta quinta-feira (17) o aniversário de 10 anos desde que colocou em prática uma operação impressionante.
Em maio de 2002, o porta-aviões Spiegel Grove, da Marinha americana, foi afundado com o intuito de transformá-lo em um recife artificial de corais para mergulho.
As imagens feitas nesta quarta-feira (16) mostram que o tempo fez com que os corais de fato tomassem conta da estrutura do navio, de 155 metros de comprimento.
Mergulhadora explora a estrutura do Spiegel Grove nesta quarta (16) (Foto: Reuters/Stephen Frink/Florida Keys News Bureau)Mergulhadora explora a estrutura do Spiegel Grove nesta quarta (16) 
Corais tomaram conta da parte externa do navio (Foto: Reuters/Stephen Frink/Florida Keys News Bureau)Corais tomaram conta da parte externa do navio 
Imagem de arquivo mostra o navio de 155 metros de extensão sendo afundado, em 17 de maio de 2002 (Foto: Reuters/Andy Newman/Florida Keys News Bureau)Imagem de arquivo mostra o navio de 155 metros de extensão sendo afundado, em 17 de maio de 2002 
Imagem de arquivo mostra o navio de 155 metros de extensão sendo afundado, em 17 de maio de 2002 (Foto: Reuters/Sergio Garcia/Florida Keys News Bureau)Imagem de arquivo mostra o navio de 155 metros de extensão sendo afundado, em 17 de maio de 2002 
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Animal marinho anda como os humanos, diz pesquisa

.. quinta-feira, 10 de maio de 2012

Apesar de não ter cérebro, estrela-quebradiça se move de forma simétrica. Mecanismo depende de um ponto central para criar o movimento.


Um biólogo da Universidade Brown, em Providence, nos Estados Unidos, descobriu que um tipo de animal marinho, conhecido como ofiuroide e popularmente chamado de estrela-quebradiça, se locomove de forma semelhante aos humanos. Os resultados foram publicados na revista científica “Journal of Experimental Biology”, nesta quinta-feira (10).
Ao estudar esses animais marinhos, que possuem cinco braços bem finos, longos e frágeis, o biólogo evolucionista Henry Astley, observou que, apesar da espécie não ter cérebro, ela consegue se mover de forma simétrica, assim como fazem os humanos.
A estrela-quebradiça não se move como a maioria dos animais. Ele simplesmente designa outro de seus cinco membros como sua nova frente e continua avançando. (Foto: Henry Astley/Universidade Brown)A estrela-quebradiça não se move como a maioria dos animais. Ela simplesmente designa outro de seus cinco membros como sua nova frente e continua avançando.
O endoesqueleto dos ofiuroides é composto por minúsculos ossos de carbonato de cálcio, fundidos no disco central e articulados entre si nos braços. Essa composição faz com que as braços se desintegrem com facilidade, por isso o nome de “estrelas quebradiças”.
Muitos animais e os humanos são bilateralmente simétricos, isto é, o corpo é dividido em metades correspondentes, a partir de uma linha no centro, que é o que dá a sensação de equilíbrio. Em contraste, os ofiuroides têm cinco lados simétricos, mas mostraram poder se locomover como os que possuem apenas duas metades.
Enquanto os humanos precisam mover seus corpos para mudar de direção, os ofiuroides escolhem outro braço como “comandante” e criam o movimento. “Com eles é assim: agora essa é a frente. Eu não preciso rodar meu corpo para fazer um outro movimento”, diz Astley.
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Carcaça de mamute com 10 mil anos tem marcas de 'ataque' humano

.. segunda-feira, 9 de abril de 2012

Filhote foi encontrado na Sibéria por caçadores e entregue a cientistas. Após ser morto por um leão, ele pode ter sido aberto por humanos antigos.


Uma carcaça de um filhote de mamute, conservada no gelo da Sibéria por 10 mil anos, tem marcas que podem indicar que o animal foi atacado por um leão e, em seguida, aberto por humanos antigos, segundo reportagem do jornal "Daily Mail". A descoberta pode ser uma evidência de que seres humanos caçavam e se alimentavam da espécie.

Apelidada de Yuka, a carcaça do animal foi encontrada por caçadores da Sibéria e entregue a uma organização dedicada aos mamutes. Ela está muito bem preservada, com ossos, peles e pelos do corpo inteiro, algo muito raro.
Além disso, Yuka chamou a atenção dos cientistas porque tem pelos loiros. Antes dele, os cientistas já especulavam que alguns mamutes poderiam ter apresentado pelos nesta coloração, mas ainda não havia nenhuma evidência direta.
Carcaça de filhote de mamute está muito bem conservada, com ossos, pele e pelos. (Foto: Reprodução / Daily Mail)Carcaça de filhote de mamute está muito bem conservada, com ossos, pele e pelos. 
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PRF resgata filhote de gato selvagem em extinção em rodovia do RS

.. sexta-feira, 23 de março de 2012

Segundo a PRF, animal estava na faixa correndo risco de atropelamento. Espécime foi encaminhado ao zoológico da UCS, onde seria examinado.


Gato maracajá, recolhido pela PRF, está no zoológico da UCS (Foto: Divulgação/PRF)Gato-maracajá foi levado ao zoológico da Universidade de Caxias do Sul
Um filhote de gato-maracajá (Leopardus wiedii) foi resgatado da faixa da BR-116 na altura deNova Petrópolis, na Serra do Rio Grande do Sul, por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) por volta das 17h desta quinta-feira (22). Segundo a PRF, o animal, cuja espécie corre risco de extinção, aparentava estar assustado e corria risco de ser atropelado, mas não estava machucado.
O felino foi encaminhado ao zoológico da Universidade de Caxias do Sul (UCS). Lá, será feito um exame no animal para determinar se ele será devolvido ao ambiente natural ou ficará em cativeiro. Caso não volte à mata, o gato-maracajá será levado a local a ser definido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
“Ainda não sabemos se é macho ou fêmea, pois chegou há muito pouco tempo e não fizemos a avaliação para maiores informações. Não deu nem tempo de examiná-lo. Vamos fazer um exame, ver se está em condições físicas e se consegue se alimentar sozinho”, disse  a bióloga Cláudia Machado, do zoológico da UCS.
Gato maracajá, recolhido pela PRF, está no zoológico da UCS (Foto: PRF/Divulgação)Felino é considerado comum na região da Serra
Cláudia estima que o animal tenha idade entre um mês e meio e dois meses. “Ele está no tamanho em que eles começam a seguir a mães quando elas se movimentam para caçar”, afirmou.
A bióloga explicou que, apesar do risco de extinção, o gato-maracajá é uma espécie comum na Serra do RS. O zoológico da UCS já tem duas fêmeas, e não poderá abrigar o exemplar encontrado pela polícia. “Não temos mais espaço físico. O recinto não comporta mais um animal”, destacou a especialista.
Segundo a UCS, o gato-maracajá é semelhante à jaguatirica, porém menor e com cauda mais longa. O animal tem hábitos solitários e facilidade em transitar por árvores. Se alimenta de roedores e aves, mas também come frutas e sementes.
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Bombeiros e brigadistas combatem incêndio na Serra do Curral, em BH

.. terça-feira, 27 de setembro de 2011
Bombeiros combate incêndio na Serra do Curral, em Belo Horizonte (Foto: Samuel Aguiar/O Tempo/AE)Bombeiros combate incêndio na Serra do Curral, em Belo Horizonte.
Uma equipe do Corpo de Bombeiros e brigadistas da Fundação Municipal de Parques de Belo Horizonte tentam controlar um incêndio na Serra do Curral, na Região Centro-Sul da capital. O fogo atinge uma área de preservação do Parque das Mangabeiras.
Este foco de incêndio teve início neste domingo (25), segundo os bombeiros. Ainda de acordo com a corporação, mais de 2,5 mil metros quadrados de vegetação foram destruídos pelas chamas e o fogo foi controlado na tarde desta segunda-feira (26).
Por volta das 16h, novas labaredas se aproximaram do Instituto Hilton Rocha e uma viatura dos bombeiros foi deslocada para o local carregada com cerca de três mil litros de água. Os militares também atuam com abafadores.
Não há registro de vítimas, segundo os bombeiros. A corporação não sabe a origem do fogo.
Vinte e cinco brigadistas da Fundação Municipal de Parques atuam no combate aos focos com apoio de dois caminhões-pipa, de acordo com informações do diretor de parques da área sul da fundação, Homero Brasil. "Este incêndio foi intencional, criminoso. Funcionários do parque viram um rapaz fazendo isto, mas ele correu”, disse.
Ainda segundo o diretor, um sistema de prevenção contra incêndios instalados em parceria com a Vale é usado no combate a este foco. Segundo ele, o sistema é acionado por bombas, que injetam água em canhões móveis que a difundem por canos. De acordo com Brasil, o acionamento dos canhões era feito com apoio da energia elétrica e, atualmente, é realizado de maneira manual, o que dificulta o combate às chamas. "Lamentavelmente, houve vandalismo, depredação e roubaram a fiação elétrica", relatou.
O sistema foi implantado no alto da Serra do Curral pela Vale e é abastecido pela água de um lago formado em uma antiga mina da empresa. Segundo a assessoria da companhia, o objetivo do sistema é prevenir incêndios em cerca de 1,5 quilômetros da serra, em um ponto tombado pelo patrimônio.
Ainda de acordo com a empresa, houve problemas com vandalismo, mas isto não atrapalhou as operações do sistema.
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Área atingida por queimadas no DF cresce 255% em relação a 2010

.. domingo, 18 de setembro de 2011

Em 2010, foram 9 mil hectares; este ano, aproximadamente 32 mil.
Em apenas uma semana, fogo devastou 21 mil hectares, diz bombeiro.


As queimadas registradas no Distrito Federal entre o dia 16 de maio deste ano, data do primeiro incêndio na estação de seca, até esta quinta-feira (15) destruíram uma área de 32 mil hectares de cerrado, segundo o Corpo de Bombeiros. A área destruída é 255,5% maior que a afetada por incêndios no ano passado, quando 9 mil hectares d ecerrado foram queimados.
Imagens de satélite mostram áreas queimadas na Floresta Nacional, área da Aeronáutica, Fazenda Água Limpa e Estação Águas Emendadas (no sentido horário, a partir da foto superior esquerda) (Foto: Divulgação)Imagens de satélite mostram áreas queimadas na Floresta Nacional, área da Aeronáutica, Fazenda Água Limpa e Estação Águas Emendadas (no sentido horário, a partir da foto superior esquerda) (Foto: Divulgação)
De acordo com os bombeiros, a devastação deste ano se intensificou após o dia 7 de setembro, quando as grandes queimadas começaram a acontecer. Em uma semana, aproximadamente 21 mil hectares foram perdidos.
Os bombeiros dividiram os incêndios de grande porte em duas áreas. Um delas, onde o fogo alcançou 15 mil hectares, é formada pela região da Base Aérea, Jardim Botânico, Fazenda Água Limpa e Reserva do IBGE.
A Floresta Nacional de Brasília (Flona) foi outra área bastante afetada. Entre os dias 8 e 13 de setembro, teve 6 mil hectares devastados.
Para o major Mauro Sérgio, do Corpo de Bombeiros, o aumento no alcance das queimadas não se deve à falta de equipamentos, homens ou planejamento. “Com a temperatura alta, umidade baixa e ventos fortes, a propagação foi muito rápida. Essas são ocorrências muito difíceis de combater, a vegetação queima muito rápido.”
De acordo com o major, o trabalho de prevenção é feito com a realização de aceros (queimada controlada) e divulgação de informação entre a população que mora em áreas próximas às unidades de preservação. Segundo ele, porém, o trabalho precisa ser intensificado.
“Fala-se em combustão espontânea, o fenômeno existe, mas é bastante raro. Verificamos que o fogo geralmente é causado pelo homem, de forma acidental ou não.”
Reforço de equipamentos
O Corpo de Bombeiros já se prepara para a seca de 2012 com a compra de duas aeronaves Air Tracktor 802F. Vindas dos Estados Unidos, elas foram customizadas paras as demandas de combate a incêndios no DF e custaram US$ 1,9 milhão cada. A primeira já está no hangar da corporação; a segunda está prevista para chegar em novembro.
O modelo, que atinge velocidade de até 250 km/h, pode carregar 3,1 mil litros de água e voar ininterruptamente por até sete horas. O major Helon Florindo contou que pistas de terra com cacimbas d’água serão construídas em pontos considerados críticos, como o Parque Nacional e a Reserva do IBGE.
“Com os aviões, o DF vai estar todo coberto com voos de até cinco minutos. Com isso, a possibilidade de grandes incêndios como os que vimos este ano vão diminuir muito”, falou o sargento Florindo.
Atualmente, os bombeiros trabalham com dois aviões de monitoramento que sobrevoam o Distrito Federal e avisam as equipes em terra dos focos de incêndio. O fogo é combatido por terra. Dois helicópteros auxiliam no transporte dos militares. Há ainda uma avião equipado com UTI móvel.
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Países dividem tarefas para reduzir emissão de gases na atmosfera

.. segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Brasil, Índia, China e África do Sul participaram de reunião em Minas Gerais.
Ministros ressaltaram a importância do Protocolo de Kyoto.


Os quatro países que participaram da Reunião Ministerial de Coordenação entre Brasil, África do Sul, Índia e China (Basic) dividiram tarefas para atingir números desejados na redução de emissões de gases na atmosfera. A decisão foi tomada neste sábado (27), durante a reunião, que foi realizada em Inhotim, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
MInistro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, e a ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira, no centro da foto (Foto: Pedro Triginelli)MInistro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, e a ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira, no centro da foto.
O objetivo é chegar com resultados e propostas convincentes para a 17ª Conferência das Partes da UNFCCC (Cop-17), que acontece em Durban, na África do Sul, entre os dias 28 de novembro e 9 de dezembro. Na reunião, ficou definido que o Brasil vai cuidar do esforço internacional para a mudança do clima; a China vai desenvolver subsídios para a contabilização de esforços para a redução dos gases; a Índia vai ficar por conta das estratégias para aumentar a redução dos gases; e a África do Sul vai cuidar dos aportes financeiros dos países desenvolvidos.
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, disse que o grupo de países do Basic adquiriu uma voz respeitosa frente às outras nações. “É importante a confiança mútua, a afinidade e a amizade deste grupo para tomar as decisões”, disse.
Durante o encontro, os ministros ressaltaram a importância do Protocolo de Kyoto e defenderam a continuidade de seus objetivos. Eles afirmaram ainda que esperam que o Cop-17 possa atingir um resultado amplo, equilibrado e ambicioso em Durban.
A ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, afirmou que a reunião no ponto de vista político foi bem sucedida. “Temos a construção de posições políticas em comum. Esses países vão ter grande responsabilidade nos próximos meses até Durban”, afirmou.
O vice-presidente da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, Xie Zhenhua, disse que a crise financeira em alguns países vai interferir na reunião em Durban, mas isso não pode deixar de lado os objetivos da redução da emissão de gases . “Todos os países têm problemas e sempre tiveram. Mas a emissão de gases é um problema do planeta”, falou.
Na reunião também foi discutida a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, o Rio+20. Sobre o encontro, os ministros afirmaram que os países do Basic vão ter um papel importante na busca do compromisso em avançar em soluções multilaterais para os problemas globais. O Rio+20 será em maio e junho de 2012, e tem o objetivo de discutir a inclusão social, a preservação do meio ambiente e o crescimento econômico.
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