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Pinguins gays 'adotam' filhote em zoológico na Dinamarca

.. sábado, 17 de novembro de 2012

Pinguins-imperadores machos começaram a agir como casal há dois anos. Zoo cogitou 'adoção' após os dois tentarem roubar ovos de outros pinguins.


Um casal de pinguins gays "adotou" um filhote recentemente no Zoológico Odense, na Dinamarca, segundo uma nota divulgada pela instituição. Os animais, dois pinguins-imperadores machos, começaram a demonstrar comportamento de casal há dois anos, o que não é novidade na espécie, de acordo com o zoo.
Os tratadores dos pinguins perceberam que os dois machos tentaram roubar ovos de outros animais durante a época de reprodução. Isso levou os funcionários a cogitar a "adoção" para o casal.
Casal de pinguins-imperadores gays com filhote 'adotado' em zoo na Dinamárca (Foto: Divulgação/Ard Joungsma/Zoológico Odense)Casal de pinguins-imperadores gays com filhote 'adotado' em zoológico na Dinamarca (Foto: Divulgação/Ard Joungsma/Zoológico Odense)

O problema de "paternidade" do casal de machos do Zoológico Odense foi resolvido após uma fêmea da espécie agir de forma incomum, tendo botado dois ovos produzidos com dois machos diferentes, para depois abandoná-los, segundo a nota.
É comum que algumas espécies de pinguins tenham comportamento monogâmico, isto é, um parceiro durante toda a vida, diz o zoo. No caso da espécie dos pinguins-imperadores, o casal divide a tarefa de chocar os ovos.
Os tratadores decidiram deixar um dos ovos abandonados com o casal de pinguins machos. Para garantir que eles aprenderiam a chocar, foram usados ovos artificiais, em testes realizados pelo zoo.
Os dois pinguins-imperadores machos cuidaram do ovo e se dividiram para recolher comida, como faria qualquer casal da mesma espécie.
O filhote "adotado" nasceu há um mês. A "família" está separada do resto da colônia para adaptação do filhote, por enquanto, informa o zoo. Em breve eles devem ser reintroduzidos ao grupo de pinguins-imperadores, quando o bebê tiver adquirido mais algum tempo de vida.
Casal de pinguins machos cuidam de filhote, nascido há um mês (Foto: Divulgação/Ard Joungsma/Zoológico Odense)Casal de pinguins-imperadores machos em zoológico dinamarquês cuidam de filhote nascido há um mês (Foto: Divulgação/Ard Joungsma/Zoológico Odense)
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Modelo de computador da Nasa mostra aerossóis cobrindo a Terra

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Suspensões de partículas atingem a camada de ozônio e afetam a saúde. Cores simulam poeira, sal marinho, fumaça e sulfato de combustível fóssil.


Uma imagem de alta resolução criada pelo supercomputador Discover, da agência espacial americana (Nasa), mostra um modelo atmosférico da Terra repleto de aerossóis – suspensões de partículas sólidas ou líquidas, como os inseticidas, que atingem a camada de ozônio e podem prejudicar a saúde.
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Aerossois (Foto: William Putman/Nasa/Goddard)Brasil tem alta concentração de fumaça de incêndios, segundo modelo (Foto: William Putman/Nasa/Goddard)
A simulação foi feita no Centro Espacial Goddard, em Greenbelt, Maryland, e fornece uma ferramenta única para estudar o papel do tempo no sistema climático do planeta. O sistema GEOS-5 é capaz de simular o tempo ao redor do globo em resoluções de 3,5 a 10 quilômetros.
Na imagem acima, a poeira vermelha é a que se levanta da superfície, em azul está o sal marinho que acaba dentro de ciclones, em verde aparece a fumaça emitida por incêndios, e em branco são partículas de sulfato que saem de vulcões e emissões de combustíveis fósseis.
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Museu resgata imagens históricas do indigenismo no Brasil

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Livro traz fotos feitas durante 57 anos de trabalho de extinto órgão federal. Serviço de Proteção ao Índio foi o embrião da Funai.


Imagens e documentos históricos recuperados por antropólogos do Museu do Índio, no Rio de Janeiro, recontam 57 anos do trabalho de relacionamento com indígenas em diversas partes do país feito pelo extinto Serviço de Proteção ao Índio (SPI), embrião da atual Fundação Nacional do Índio (Funai).

O cotidiano dos índios e a convivência com o "povo branco" estão registrados em fotografias feitas entre 1910 e 1967 e que estarão no livro “Memória do SPI”, organizado pelo coordenador de divulgação cientifica do Museu do Índio, Carlos Augusto da Rocha Freire. A publicação será lançada nesta terça-feira (13), no Rio.
O material conta com 25 artigos de especialistas que conviveram ou ainda trabalham com populações indígenas, além de mais de 400 fotos históricas e matérias jornalísticas da primeira metade do século XX.

Freire disse ao G1 que quase todas as fotos da publicação foram “garimpadas” em sedes da antiga SPI, agregadas após seu fim pela Funai. Na maioria dos casos, foram encontrados apenas os negativos, já que as imagens originais foram destruídas em um incêndio na década de 1960.
Distribuição de brindes aos índios Kuikuro pela equipe do Serviço de Proteção ao Índio (Foto: Divulgação/Museu do Índio)Distribuição de brindes aos índios Kuikuro pela equipe do Serviço de Proteção ao Índio (Foto: Divulgação/Museu do Índio)
Índios Kamayurá escutando vitrola (Foto: Divulgação/Museu do Índio)Índios Kamayurá escutando vitrola (Foto: Divulgação/
Museu do Índio)
Pelos direitos dos índios
Criado em 1910, o SPI foi organizado por Cândido Mariano da Silva Rondon, mais conhecido como Marechal Rondon, sertanista brasileiro que desbravou o país a serviço do governo.
“O SPI foi criado para instaurar o direito dos índios, demarcar suas terras e tentar uma aproximação deles com a sociedade”, explica Carlos Augusto.
De acordo com o antropólogo, a documentação mostra que, mesmo com o passar do tempo e a integração dos índios à vida urbana, a identidade étnica não foi perdida.
“Por mais que alguém doasse ao índio uma calça jeans, nada disso alterou a potencialidade dele ser identificado como índio”, disse.
Segundo Carlos, o SPI entrou em crise na década de 1960, período que, de acordo com o antropólogo, o Brasil registrou grande quantidade de conflitos agrários entre indígenas e agricultores.
Em seu vácuo, nasceu a Funai, que utilizou a mesma estrutura e quadro de funcionários do órgão federal. "Essa documentação prova que os índios sofreram ao longo do século passado", disse.
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Amazônia Legal tem aumento no desmate em outubro, aponta Imazon

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Uso do solo aumentou em mais de 4 mil hectares e focos de incêndio diminuíram em dez anos (Foto: Divulgação/IBAMA)
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PF faz operação contra tráfico de animais em quatro estados

.. quarta-feira, 17 de outubro de 2012

20 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em SP, RS, PE e MG. Nove pessoas foram presas e mais de 570 animais, apreendidos.


Mais de 570 animais foram apreendidos durante operação em quatro estados (Foto: Divulgação/Polícia Federal)Mais de 570 animais foram apreendidos durante operação (Foto: Divulgação/Polícia Federal)
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (17) uma operação para coibir o tráfico de animais silvestres em quatro estados brasileiros. A Operação Cipó, que foi articulada com o Ibama e com a Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo, cumpriu 20 mandados de busca e apreensão no estado paulista, no Rio Grande do Sul, em Pernambuco e em Minas Gerais. Nove pessoas foram presas e pelo menos 20 serão indiciadas.
O inquérito policial foi instaurado há cerca de um ano. Foram identificados diversos indivíduos que retiram os animais silvestres da natureza, além de transportar, distribuir e comercializar os bichos de modo irregular. As atividades da quadrilha envolviam inclusive aves e primatas ameaçados de extinção.
Operação contra tráfico de animais ocorreu em quatro estados (Foto: Divulgação/Polícia Federal)Operação contra tráfico de animais ocorreu em
quatro estados (Foto: Divulgação/Polícia Federal)
Dos 20 mandados expedidos pela 8º Vara Criminal Federal de São Paulo, 16 foram cumpridos na capital paulista e em Diadema, Francisco Morato, Guarulhos, Embu das Artes, Embu-Guaçu e Itaquaquecetuba, na região metropolitana. Os outros foram cumpridos em Uruguaiana (RS), Caruaru(PE), Alagoinha (PE) e Belo Horizonte(MG). Além das prisões das nove pessoas, a polícia apreendeu documentos, duas armas de fogo e mais de 570 animais selvagens, entre papagaios, tucanos e tigres d’água.
Segundo a Polícia Federal, os presos e os demais indiciados responderão, conforme suas ações, pelo crime de caça profissional de animais silvestres, por possuir, transportar ou ocultar animais silvestres, previstos na Lei dos Crimes Ambientais, por receptação qualificada para comércio, por posse ilegal de arma de fogo e por formação de quadrilha. As penas variam de 3 meses a 6 anos de prisão, que podem ser somadas, de acordo com as condutas de cada um.
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Governo inclui dois municípios em lista de desmatadores da Amazônia

.. quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Anapu e Senador José Porfírio, no PA, terão fiscalização maior. Portaria do Ministério do Meio Ambiente retirou outros dois municípios.


O Ministério do Meio Ambiente publicou nesta quarta-feira (3) no “Diário Oficial da União” portaria que inclui Anapu e Senador José Porfírio, no Pará, na lista dos municípios que mais desmatam a Amazônia. Na mesma edição, outra portaria do MMA retirou da mesma lista Ulianópolis e Dom Eliseu, também municípios paraenses.
Criada em 2007, a relação tem o objetivo de aumentar a fiscalização do governo federal nessas localidades para combater ilegalidades. As cidades que são incluídas sofrem sanções como a não liberação de crédito agrícola a produtores rurais. Atualmente, 46 cidades têm fiscalização priorizada no ministério, distribuídas pelos estados do Pará, Mato Grosso, Roraima, Amazonas, Rondônia e Maranhão.
Para elaborá-la, são levadas em conta as taxas de devastação da floresta amazônica dos últimos três anos, divulgadas pelo sistema anual Prodes, além do sistema de monitoramento de desmatamento em tempo real da Amazônia (Deter), ambos mantidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
De acordo com os registros do Inpe, até 2011 Anapu desmatou 2.239 km² (equivalente a 18% da área total do município), enquanto em Senador José Porfírio houve a perda de 783,5 km² até o ano passado – equivalente a metade do tamanho do município de São Paulo.
Financiamento agrícola suspenso temporariamente
De acordo com Justiniano de Queiroz Netto, secretário do programa Municípios Verdes, do governo do estado do Pará, a localidade que entra na “lista negra” sofre embargo econômico “não oficial”, ou seja, muitos deixam de comprar produtos daquela localidade. “Isso gera um incômodo, o que fará com que a cidade se movimente para mudar a realidade”.
Para saírem da lista, os municípios têm que cumprir três requisitos dispostos na Portaria nº186 de 04 de junho de 2012, do MMA. O primeiro deles refere-se ao Cadastramento Ambiental Rural (CAR), segundo o qual a cidade tem de ter 80% do seu território com imóveis rurais devidamente cadastrados, excetuando-se as áreas cobertas por unidades de conservação de domínio público e terras indígenas.
O segundo e o terceiro quesitos referem-se ao desmatamento no município, que, em 2011, tem que ser igual ou menor a 40 km². Além disso, a média do desmatamento dos períodos de 2009/10 e 2010/11 (o “calendário do desmatamento” começa no meio do ano) precisa ter sido igual ou inferior a 60% em relação à média do período de 2006/07, 2007/08 e 2008/09.
“É importante sinalizar quais são as áreas onde ocorrem as maiores taxas de desmatamento. A consequência da lista é saber qual é a natureza do desmate”, complementa Netto.
Assentados denunciam extração ilegal de madeira em Anapú, no Pará (Foto: Reprodução / TV Liberal)Madeira desmatada ilegalmente em assentamento agrário de Anapú, no Pará (Foto: Reprodução / TV Liberal)
Inclusão na lista é contestada
As prefeituras de Anapu e Senador José Porfírio contestaram a inclusão dos municípios na relação do ministério do Meio Ambiente, já que, segundo elas, medidas para reduzir as taxas de desmate estão sendo providenciadas.
De acordo com Maria Saloma Mendes de Oliveira, secretária de Meio ambiente de Senador José Porfírio, as atividades agropecuárias foram as principais causadoras do desmatamento detectado pelo Inpe.
Ela afirma que em 26 de junho a cidade firmou um pacto com produtores agrícolas e representantes de outros setores econômicos que estabelece a redução de até 70% do desmatamento e da incidência de queimadas na cidade. “Vamos ter que fazer valer a pena esse pacto e a sociedade tem que ter conhecimento de que é preciso melhorar o índice”.
Entretanto, ela afirma que grande parte da degradação tem ocorrido em áreas que estão fora do controle de fiscalização da prefeitura, em assentamentos agrícolas pertencentes ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Bruno Kempner, secretário de meio ambiente de Anapu, não concorda com a inclusão da cidade na lista e cita também que as maiores perdas de vegetação detectadas ocorreram em assentamentos de reforma agrária. “Nós estamos fazendo a nossa parte. As áreas do projeto de assentamento são de responsabilidade do Incra, onde quem desmata são os próprios agricultores. As cidades têm poder limitado de fiscalização”, disse Kempner.


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Atual emissão de gases deve elevar oceano em mais de 1 m, diz estudo

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Previsão de cientistas é que nível do mar suba 1,1 m até o ano 3.000. Maior parte do gelo derretido deve ser proveniente da Groenlândia.


Estudo publicado nesta terça-feira (2) no jornal científico “Environmental Research Letters” afirma que as atuais emissões de gases causadores do efeito estufa já poderão provocar um aumento irreversível da temperatura, que fará o nível do mar subir por milhares de anos.
De acordo com a investigação científica conduzida por um grupo de pesquisadores europeus, os gases liberados até agora na atmosfera por atividades humanas será responsável pela elevação do mar em 1,1 metro até o ano 3.000.

Entretanto, para os pesquisadores os danos podem ser ainda piores se o cenário atual de emissões (chamado de A2) prosseguir nos próximos anos.
De acordo com especialistas do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês), se nada for feito para mudar o ritmo de poluição e lançamento de gases impactantes, poderá ocorrer um aumento de temperatura entre 2 °C e 5,4° C até 2100 e a elevação do mar em 6,8 metros nos próximos mil anos.
Toda ação tem uma reação
Segundo o professor Philippe Huybrechts, um dos autores do estudo, a atual inércia da sociedade vai impactar a longo prazo as camadas de gelo e o nível do mar.

Em todos os cenários pesquisados – alguns com aumento de temperatura maior, outros com um aquecimento em menor magnitude – o gelo derretido na Groenlândia será responsável por mais da metade da subida do nível do mar.
O artigo diz ainda que é preciso limitar a concentração de gases causadores do efeito estufa rapidamente, já que é a única opção realista para mitigar o impacto da mudança do clima. “Quanto menor o aquecimento, menos grave será a consequência para o planeta”, conclui o professor.
Estudos recentes afirmam que espécies que vivem no Ártico, como o urso polar, focas e crustáceos, precisam se adaptar ao constante degelo ou podem desaparecer para sempre devido ao aumento da temperatura do planeta. (Foto: Danile Beltra/Greenpeace/AFP)Embarcação de ONG navega por icebergs do Ártico.
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Focos de incêndio crescem 62% em áreas de proteção ambiental, diz Inpe

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Número de pontos de fogo subiu de 6,7 mil em 2011 para 10,8 mil em 2012. Aumento está ligado ao clima seco e a práticas criminosas, diz pesquisador.


O número de focos de incêndio em áreas de proteção ambiental subiu 62% com relação ao ano passado, aponta o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Levantamento feito, a partir de dados do Inpe, mostra que a quantidade de focos de queimadas em unidades de conservação (UCs) federais e estaduais chegou a 10.864 entre 1º de janeiro e 20 de setembro de 2012, bem mais do que o registrado no mesmo período de 2011, quando 6.708 focos foram identificados pelo monitoramento via satélite do instituto.

Até 24 de setembro, apenas as unidades de conservação federais perderam 8.500 km² de vegetação devido às queimadas -- uma área sete vezes maior que o tamanho da cidade do Rio de Janeiro.

O número seria ainda maior se fossem somadas as perdas em unidades estaduais, mas não há informações sobre essas áreas. Atualmente, o país tem 1.278.190 km² do território englobado por UCs -- cerca de 15% do território nacional.
O crescimento do número de focos de calor (pontos captados pelos satélites com temperatura acima de 47º C e área mínima de 900 m²) está ligado principalmente ao clima seco e a práticas de incêndio muitas vezes ilegais em áreas próximas ou dentro das áreas de proteção, pondera o pesquisador do Inpe Alberto Setzer, responsável pelo monitoramento.
Foto de arquivo mostra incêndio em área de proteção na Floresta Nacional do Tapajós, no Pará, em 2009 (Foto: Antônio Scorza/AFP/Arquivo)Foto de arquivo mostra incêndio em área de proteção na Floresta Nacional do Tapajós, no Pará, em 2009 
"Este número é alto com relação ao ano passado e um pouco menor que em 2010. Unidade de preservação existe com essa função, de preservar, então não deveria haver fogo", diz Setzer, ressaltando que há exceções, como alguns locais em que se estuda e se realiza o manejo do fogo no solo.
As cinco áreas de proteção "campeãs" em focos de incêndio estão nos estados do Maranhão, Tocantins e Pará. Juntas, elas respondem por 3.778 pontos de queimadas, quase 35% do total neste ano.
As unidades mais sensíveis a incêndios ficam em áreas de cerrado, na região central do país e ao sul da Amazônia, aponta o coordenador de emergências ambientais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Christian Berlinck. O ICMBio é responsável pela gestão das unidades de conservação federais.
Berlinck concorda que o clima seco é um dos grandes fatores para o aumento dos focos de queimadas. "Este é um ano mais seco do que os anteriores. Houve um tempo de seca maior, uma desidratação maior do que em outros anos. Isso acaba aumentando a área atingida", pondera.
O coordenador do ICMBio ressalta, no entanto, que o causador do fogo não é o clima, mas o homem. Ele aponta tanto causas criminosas quanto acidentes e descuido das pessoas como a origem dos incêndios. "Eu fui chefe do Parque Nacional da Chapada Diamantina [na Bahia] e vou te dar um exemplo. Neste ano teve incêndio no parque porque um turista se perdeu, e, para chamar atenção e ser resgatado, ele colocou fogo no mato", diz ele, citando um caso em que o incêndio não foi criminoso.
O horário crítico de incêndios em áreas de vegetação é às 11h, segundo o coordenador do ICMBio. Quando a queimada começa neste horário, os ventos estão fortes e a temperatura do dia, elevada, o que dificulta o combate ao fogo. "O fogo se alastra mais nesse horário. Quando começa às 15h ou 16h, começa a esfriar", o que facilita o trabalho, diz Berlinck.
Pior mês
O mês em que costumam ocorrer mais focos de queimadas é setembro, afirma Fabiano Morelli, também pesquisador do Inpe. "Existe um certo ciclo, conforme a região e o estado. Julho, agosto começa a seca. Setembro é o pior mês de todos. De outubro para a frente [a seca] começa a diminuir", pondera ele.
"A gente teve quase três meses sem chuvas em alguns lugares, como Minas e Tocantins, o que agravou bastante a situação", diz o coordenador do ICMBio. O instituto é um dos órgãos que integram uma força-tarefa de combate ao fogo, o Ciman (Centro Integrado MultiAgências de Coordenação Operacional). Também participam as Forças Armadas, a Polícia Federal, a Defesa Civil, a Fundação Nacional do Índio (Funai), os Corpos de Bombeiros estaduais e outras instituições.
O pesquisador Setzer aponta que 2010 foi ainda pior em focos de queimadas, já que foi um ano mais seco do que até agora em 2012. Pelos dados do Inpe, foram registrados 13.511 focos de incêndio entre 1º de janeiro e 20 de setembro do ano retrasado, número 24,3% maior do que os identificados neste ano.
Imagem de arquivo mostra bombeiro em área devastada por incêndio no Santuário do Caraça, em Minas Gerais, considerada uma unidade de conservação (Foto: Werner Rudarth/AFP/Arquivo)Foto de arquivo mostra área destruída por incêndio no Santuário do Caraça, em Minas Gerais, considerada uma unidade de conservação (Foto: Werner Rudarth/AFP/Arquivo)
Área destruída
Berlinck cita dados do ICMBio para apontar que o tamanho da área destruída por incêndios em unidades de conservação federais também foi maior em 2012 do que em 2011, mas menor do que há dois anos.
Até 24 de setembro deste ano haviam sido perdidos cerca de 8.500 km² de vegetação, mais do que os 6.000 km² devastados no ano passado. Em 2010, quando a destruição foi maior, 10.650 mil km² de hectares foram atingidos por incêndios. A devastação é ainda maior se forem consideradas as unidades de conservação estaduais, mas não há levantamento preciso para a maioria dos estados, aponta o coordenador do ICMBio.
Mapa divulgado pelo Inpe mostra pontos de incêndio registrados por satélites em diversas partes do Brasil e da América do Sul. (Foto: Divulgação/Inpe)Mapa divulgado pelo Inpe mostra pontos de incêndio
registrados por satélites em diversas partes do Brasil e
da América do Sul (Foto: Divulgação/Inpe)
"É uma questão preocupante, mas não é tão preocupante quando comparada a 2010. Se você pegar dois anos, em 2010 e 2011, houve uma redução grande da área federal atingida por incêndios. Isso demonstra uma maior eficiência dos órgãos federais", diz Berlinck.
Não há como prever se haverá piora nas queimadas nos próximos meses, mas há potencial para isso, aponta o coordenador. Por um lado, unidades de conservação grandes, situadas no Cerrado, estão com risco menor de fogo nos últimos dias. Por outro, áreas de proteção no Amapá e Roraima vão entrar no período de estiagem, o que deve agravar os incêndios. "Elas vão entrar [em estiagem] a partir de outubro, novembro e prosseguir até fevereiro", diz ele.
Berlinck considera que a responsabilidade pelas queimadas deve ser dividida entre todas as instâncias de governo e a sociedade civil. Com o Código Florestal, diz ele, está prevista a criação de uma Política Nacional de Manejo e Controle de Queimadas, Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, o que deve aumentar os recursos e permitir uma maior articulação governamental para o controle de incêndios.
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Baleias encalham no litoral da Escócia

.. terça-feira, 4 de setembro de 2012

Dos 26 animais presos, apenas 10 foram reconduzidos ao mar.


Voluntário tenta ajudar baleia encalhada no litoral da Escócia (Foto: BBC)Voluntário tenta ajudar retirada de baleia encalhada no litoral da Escócia (Foto: BBC)
Serviços de emergência, especialistas e voluntários tentaram reconduzir ao mar 26 baleias que encalharam no litoral escocês
Dezesseis animais não resistiram e morreram.
Especialistas não sabem ao certo porque as baleias foram parar ali. Uma tese é de que elas seguiram algum membro doente do grupo.
A esperança, agora, é que os animais consigam voltar para o alto mar.
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Leão solteiro há 15 anos poderá escolher parceira entre seis leoas

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Aos 15 anos, Rubio nunca tinha tido uma companheira, mas agora pode escolher entre seis leoas.


O leão Rubio (Foto: BBC)O leão Rubio (Foto: BBC)
Os dias de solidão do único leão africano do zoológico de Assunção do Paraguai estão contados: Rubio, ou louro em espanhol, agora pode escolher uma companheira entre seis leoas de um circo argentino. 
Por causa de problemas burocráticos, as leoas e outros 16 animais já estavam esperando para cruzar a fronteira com a Argentina há dois meses.
Eles agora ganharam alojamento temporário no zoológico.
Como forma de agradecimento pela hospitalidade, o dono do circo disse que Rubio - que vive sem companheiras desde que nasceu, há 15 anos - poderá escolher uma noiva.
A eleita pelo jovem leão deve continuar no zoológico de Assunção, e a expectativa é de que logo venham filhotes.
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Agressividade do diabo-da-tasmânia o torna propenso a ter tumores letais

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Mordidas entre indivíduos na Austrália fazem com que infecção se espalhe. Câncer facial aumenta até causar deformações que impedem alimentação.


A agressividade dos diabos-da-tasmânia, marsupiais que vivem no sul da Austrália, aumenta o risco de tumores de face mortais na espécie, o que tem deixado esses animais à beira da extinção, segundo um novo estudo publicado na revista da Sociedade Ecológica Britânica.
Os pesquisadores da Universidade da Tasmânia analisaram, entre 2006 e 2010, 300 "demônios" que habitam a região de Cradle Mountain.
Os autores descobriram que os bichos que mais mordiam outros indivíduos já infectados por um vírus tinham mais câncer de boca e acabavam morrendo em 100% dos casos, por conta de deformações que os impediam de se alimentar.
Isso porque o ataque acabava espalhando o vírus entre os agressores – chamados pelos estudiosos de "super-receptores" de tumor. De acordo com os cientistas liderados por Rodrigo Hamede, os diabos-da-tasmânia contaminados tinham entre 0 e 4 mordidas, enquanto os saudáveis apresentavam entre 5 e 15, ou seja, eram mais vítimas.
Diabo da Tasmânia (Foto: Greg Wood/Arquivo AFP )Agressividade do diabo-da-tasmânia faz com que contraia câncer de outros (Foto: Greg Wood/Arquivo AFP)
Os cientistas apontam que, desde que foi descoberta em 1996, essa doença já eliminou mais de 60% da espécie.
A alta taxa de mortalidade por causa desses tumores representa uma "pressão adicional" na redução da população desses mamíferos. Por essa razão, Hamede espera que o processo evolutivo se acelere, para permitir que esses carnívoros diminuam a agressividade e aprendam a coexistir com a doença.
Diabo da Tasmânia (Foto: Greg Wood/Arquivo AFP)Espécie nativa do sul da Austrália está seriamente ameaçada de extinção (Foto: Greg Wood/Arquivo AFP)
O diabo-da-tasmânia está incluído na lista nacional da Austrália de animais em perigo de extinção e também na lista vermelha da Organização das Nações Unidas (ONU) por considerar que, em um prazo de 25 a 35 anos, pode desaparecer se antes não for encontrada uma cura para esse câncer facial.
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Cão rastreia baleias pelo cheiro das fezes e ajuda a preservá-las nos EUA

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'Caçador' de orcas, Tucker é um vira-lata que vivia abandonado nas ruas. Animal é o único no mundo capaz de rastrear baleias, dizem cientistas.


A treinadora Elizabeth Seely segura cão Tucker enquanto ele localiza rastro de baleia orca no litoral (Foto: Matthew Ryan Williams/The New York Times)A treinadora Elizabeth Seely segura Tucker enquanto ele localiza rastro de baleia orca (Foto: Matthew Ryan Williams/The New York Times)
Pesquisadores dos Estados Unidos encontraram um ajudante especial na preservação das baleias orcas encontradas no litoral das ilhas de San Juan, em Washington: o cão Tucker, que até tempos atrás vivia abandonado pelas ruas de Seattle, nos EUA, segundo o jornal "New York Times".
Tucker é o único cachorro no mundo capaz de sentir o cheiro das orcas e seguir seu rastro, principalmente através das fezes da baleia, segundo biólogos marinhos ouvidos pelo jornal.
O cão tem oito anos e é um vira-latas, uma mistura de labrador com outra raça, segundo o "New York Times". O trabalho dele não é fácil: os extrementos da baleia afundam ou se dispersam na água em aproximadamente meia hora, segundo os cientistas, o que exige agilidade do grupo e do cão para localizar os cetáceos.
Baleia orca é encontrada na costa das ilhas San Juan, nos EUA; cachorro segue rastro das fezes do animal (Foto: Matthew Ryan Williams/The New York Times)Baleia orca na costa das ilhas San Juan, nos EUA
(Foto: Matthew Ryan Williams/The New York Times)
Mas o animal é capaz de encontrar uma das cerca de 85 orcas rapidamente, quando as fezes dela estão na água. O odor, de acordo com o "New York Times", lembra muito mais o cheiro de peixe do que de fezes.
Os pesquisadores trabalham, ainda, com um método de treino que usa recompensa para Tucker quando ele localiza uma baleia.
Para a treinadora Elizabeth Seely, que trabalhou com o cão por quatro anos em uma ONG chamada Caninos pela Conservação, "qualquer movimento nas orelhas [do cão] é importante" quando se trata de buscar pelas orcas. A organização de Seely treina cachorros para procurar espécies ameaçadas de extinção.
Quando Tucker está no barco, ele pode virar para a direita, latir para a esquerda ou abanar a cabeça - os movimentos são sinais para que os biólogos mudem a direção do barco, de acordo com o "New York Times".
Cientista de projeto de pesquisa dá comida para vira-lata 'caçador' de baleias (Foto: Matthew Ryan Williams/The New York Times)Cientista de projeto de pesquisa dá comida para Tucker, o vira-latas 'caçador' de baleias (Foto: Matthew Ryan Williams/The New York Times)
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Tigres adotam 'turno da noite' para coexistir com humanos

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Felinos viraram noturnos para evitar pessoas de dia em parque no Nepal.Cientistas espalharam câmeras para captar  movimentação de 121 animais.


Tigre de hábitos noturnos em parque no Nepal; animal se adaptou, diz estudo (Foto: Universidade Estadual de Michigan/Divulgação)Tigre de hábitos noturnos em parque no Nepal; animal se adaptou, diz estudo (Foto: Universidade Estadual de Michigan/Divulgação)
Pesquisadores descobriram que os tigres de um parque do Nepal, na Ásia, estão adotando o "turno da noite" para coexistir pacificamente com seres humanos e evitar contatos agressivos.
Os animais, estimados em 121 espécimes no Parque Nacional de Chitwan, usam as mesmas rotas e trilhas das pessoas, segundo o cientista Jianguo Liu, um dos co-autores da pesquisa publicada no periódico "Proceedings of the National Academy of Sciences", nesta semana.
O grupo de pesquisadores espalhou câmeras de detecção de movimento pelo parque, para captar imagens dos tigres, de suas presas e das pessoas. Muitos habitantes dos arredores usam a floresta para conseguir lenha e alimentos, por exemplo. Os moradores circulam basicamente de dia, pelo registro das câmeras, assim como patrulhas militares em busca de caçadores ilegais de animais.
Analisando milhares de gravações, Liu e outro cientista, Neil Carter, ambos ligados à Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, chegaram à conclusão de que os tigres estão se tornando animais de hábito noturno. Em geral, os felinos deste tipo se movem tanto de dia quanto à noite.
Casal de tigres se encontram à noite em parque nepalês (Foto: Universidade Estadual de Michigan/Divulgação)Casal de tigres se encontra à noite em parque (Foto:
Universidade Estadual de Michigan/Divulgação)
A análise dos cientistas mostra que, mesmo com a mudança de hábito, a população de tigres segue estável. O acesso aos alimentos e a proteção dos animais não diminuiu, mesmo com o aumento do número de pessoas vivendo no entorno do parque.
Para Liu, o que está ocorrendo no Nepal é "muito interessante e pode dar pistas para como seres humanos e a natureza podem desenvolver-se juntos", disse ele no estudo. "A Sustentabilidade pode ser alcançada se nós tivermos uma compreensão das ligações complexas entre os dois mundos [humano e selvagem]."
Para Carter, as condições no parque são boas e a quantidade de caçadores é relativamente pequena para ameaçar os animais. "Pessoas de diferentes grupos, incluindo turistas, andam pela floresta de Chitwan. Os tigres precisam usar o mesmo espaço das pessoas, e parecem ter achado uma solução a longo prazo. Aprendemos que os tigres estão se adaptando", disse ele.
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'Perereca de vidro' pesquisada no AM chama atenção pela transparência

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Espécie foi encontrada em 2002 em Presidente Figueiredo, AM. Anfíbio pode chegar até a 24 mm e tem órgãos internos visíveis.


O pequeno anfíbio, que pode chegar até 24 milímetros de comprimento quando adulto, recebeu este nome devido à pele transparente (Foto: Marcelo Lima/Inpa)Pequeno anfíbio, que pode chegar até 24 milímetros de comprimento quando adulto, recebeu este nome devido à pele transparente (Foto: Marcelo Lima/Inpa)
Com apenas 24 milímetros de comprimento quando adulto, a Hyalinobatrachium iaspidiense, popularmente conhecida como ‘perereca de vidro’, vem chamando a atenção de pesquisadores no Amazonas, principalmente devido à sua transparência. A espécie foi descoberta por pesquisadores durante levantamentos noturnos na área da Cachoeira da Onça em Presidente Figueiredo, município do Amazonas, distante 170 km de Manaus, no ano de 2002.
De dorso verde-claro com pontos negros, ventre transparente, íris verde-amarelada, a perereca de vidro ainda é pouco conhecida no meio científico (Foto: Marcelo Lima/Inpa)De dorso verde-claro e ventre transparente, espécie
ainda é pouco conhecida (Foto: Marcelo Lima/Inpa)
De dorso verde-claro com pontos negros, ventre transparente, íris verde-amarelada e a ponta dos dedos em de ‘T’, a perereca de vidro ainda é pouco conhecida no meio científico. “Os homens não dão muita atenção para os anfíbios, os achando nojentos e que não servem para nada. Porém, desconhecem que esses animais possuem grande importância no equilíbrio do meio ambiente”, afirmou Marcelo Lima, biólogo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
Segundo ele, as pererecas de vidro são essenciais para a existência das cobras, pois são presas deles. Com um possível desaparecimento da espécie, faz com que os seus predadores também corram risco de extinção. “Pode-se afirmar que atitudes como a remoção de mata ciliar (vegetação próxima à margem dos rios) deixam a espécie mais vulnerável, pois ela é sensível às modificações ambientais e não podem ficar muito tempo exposta ao sol, correndo o risco de ter a pele ressecada e morrer”, explicou o biólogo.
Considerada uma espécie notívaga, ou seja, que prefere sair no período da noite, a perereca de vidro se alimenta de invertebrados, principalmente insetos, e tem como predadores as aranhas e serpentes, além do próprio homem, que a extingue sem se dar conta, segundo Marcelo Lima. Sobre o modo de reprodução, o pesquisador explica que todas as espécies de perereca de vidro conhecidas desovam sobre folhas acima da água.
“Em média, as fêmeas depositam cerca de 20 ovos no período chuvoso, entre dezembro e maio. Os ovos se desenvolvem por alguns dias ali. Depois, os girinos rompem a cápsula do ovo, caem na água e permanecem até completarem o desenvolvimento”, afirmou o biólogo, que ainda disse ser desconhecido o tempo de desenvolvimento do animal.
Em média, as fêmeas depositam cerca de vinte ovos no período chuvoso, entre dezembro e maio (Foto: Marcelo Lima/Inpa)Em média, as fêmeas depositam cerca de vinte ovos no período chuvoso, entre dezembro e maio (Foto: Marcelo Lima/Inpa
De dorso verde-claro com pontos negros, ventre transparente, íris verde-amarelada, a perereca de vidro ainda é pouco conhecida no meio científico (Foto: Reprodução / Inpa)Segundo pesquisador, as pererecas de vidro são essenciais para a existência de animais como a cobra. O desaparecimento desses anfíbios também coloca em risco a existência de seus predadores
(Foto: Reprodução / Inpa)
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Denúncia é falsa e não há evidências das mortes, disse ministra do país.

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Denúncia é falsa e não há evidências das mortes, disse ministra do país. ONGs haviam denunciado chacina de indígenas por garimpeiros brasileiros.

Fotos de arquivo da tribo ianomâmi feitas por organização de direitos dos indígenas (Foto: ONG Survival International)Imagem de arquivo de tribo ianomâmi (Foto: ONG
Survival International)
O governo venezuelano afirmou não ter encontrado evidências de que tenha ocorrido um massacre da aldeia ianomâmi denunciado por ONGs na semana passada, que poderia ter deixado até 80 indígenas mortos.
Em entrevista divulgada no domingo (2) pela televisão estatal do país, a VTV, Nicia Maldonado, ministra venezuelana do Poder Popular para os Povos Indígenas, disse que o governo da Venezuela "não encontrou evidências de nenhuma morte, nem evidência de casas incendiadas ou do suposto massacre de 80 irmãos ianomâmis" na região da floresta amazônica.
A ministra ressaltou que foram feitas várias expedições ao sul do país, nos locais onde foi denunciado o suposto massacre. A notícia da chacina mostrou-se falsa, disse ela à VTV.
Uma comissão formada por vários órgãos públicos venezuelanos, como as Forças Armadas, o Ministério Público, a Defensoria Pública, a Procuradoria-Geral da República e pelos ministérios das Relações Exteriores e dos Povos Indígenas visitou as comunidades onde ocorreram as denúncias.
G1 procurou a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Polícia Federal para comentarem os rumos da denúncia do massacre, mas não obteve resposta. Uma fonte da Funai afirmou "não ter conhecimento" de que o governo venezuelano havia constatado que a notícia do massacre era falsa. 
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Brasil retrocede em leis federais de proteção à Amazônia

.. sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Dos 168 escritórios do Ibama há anos, 91 foram fechados, dizem agentes. Governo federal diz que autoridades locais têm competência para fiscalizar.


Agente federal inspeciona toras de madeira confiscadas no Pará (Foto: Lunae Parracho/Reuters)Agente federal inspeciona toras de madeira confiscadas no Pará 
Ivo Lubrinna vem extraindo ouro há mais de 30 anos da floresta amazônica em Itaituba, no Pará. É uma atividade notoriamente suja, já que as equipes removem uma camada de solo da mata, ao longo de margens de rio, e usam mercúrio para retirar o metal precioso da lama.
Nos últimos anos, Lubrinna passou a ter um segundo emprego: secretário de Meio Ambiente do município, que é porta de entrada para o mais antigo parque nacional e seis reservas naturais na floresta. Por isso, é seu trabalho proteger a área da depredação de madeireiros, caçadores, posseiros e garimpeiros. De manhã, o secretário atua no poder público. À tarde, é garimpeiro. "Tenho de ser bonzinho de manhã", diz Lubrinna, de 64 anos, corpulento e calvo. "À tarde, eu preciso me defender."

Mas em dezembro de 2011, a presidente Dilma Rousseff sancionou uma lei que dá aos estados e Prefeituras autoridade ambiental sobre terras que não foram licenciadas pela União. A medida retira poderes do Ibama. Dos 168 escritórios regionais que o órgão possuía há alguns anos, 91 foram fechados, dizem funcionários da agência.
Até recentemente, o evidente conflito de interesses não teria importância nesta área livre do controle do poder estatal, palco de confrontos violentos por disputa de terra e recursos. Era tarefa do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais) policiar a Amazônia do melhor jeito que pudesse.
Para o governo federal, as autoridades locais estão mais bem posicionadas para garantir que madeireiros e outros que extraem recursos da floresta façam isso com as licenças apropriadas em áreas onde é permitido.
Poucas multas
Lubrinna afirma que agentes do Ibama costumavam multá-lo e a outros mineiros por violações da lei. Agora, ele lidera uma equipe que inspeciona áreas de mineração. Até o momento, diz ele, poucas multas foram aplicadas.
A transferência da inspeção para o controle local é uma das mudanças adotadas na gestão de Dilma, as quais, em conjunto, constituem um recuo na política ambientalista do governo federal adotada por quase 20 anos. Foram revertidas normas antigas que haviam contido o desmatamento e protegido milhões de quilômetros quadrados de bacias hidrográficas.
Por exemplo, uma medida provisória aprovada por Dilma encolheu ou redefiniu os limites de sete áreas de preservação ambiental, abriu caminho para a construção de barragens de usinas hidrelétricas e projetos de infraestrutura, e também permitiu a legalização da posse de terra por fazendeiros e garimpeiros.
A presidente também reduziu o ritmo do processo, ininterrupto durante os três governos anteriores, de preservar terras para parques nacionais, reservas de vida selvagem e outras unidades de conservação.
Desenvolvimento econômico
O governo federal quer incentivar o desenvolvimento econômico na região de floresta. A União pretende erguer 21 barragens na Amazônia em 2012, ao custo de R$ 96 bilhões. O investimento foi planejado quando Dilma ainda trabalhava como ministra no governo anterior, de Lula.
Criança assiste jogo de futebol em vilarejo que será inundado por barragem (Foto: Nacho Doce/Reuters)Criança assiste futebol em vilarejo que será
inundado por barragem 
As barragens são necessárias, de acordo com a presidente, para suprir a demanda de energia dos consumidores, que aumentam cada vez mais no Brasil. O país ainda tem 60 milhões de pessoas vivendo na pobreza, segundo ela declarou, em entrevistas anteriores. "Tenho de explicar para as pessoas como é que elas vão comer, como é que elas vão ter acesso à água e como é que elas vão ter acesso à energia", ressaltou a presidente num discurso em abril.
Ambientalistas questionam os investimentos. As políticas do governo, dizem eles, colocam em risco a maior floresta tropical do mundo, reserva de um oitavo da água doce do planeta, além de dezenas de milhares de indígenas nativos na região e várias espécies animais e vegetais.
O ganho econômico no curto prazo, segundo críticos de Dilma, não vale o custo potencial de longo prazo para o ambiente do planeta. "Este é um governo disposto a sacrificar os recursos de milhares de anos pelo lucro de algumas décadas", disse a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva.
Conflitos
A exploração da Amazônia já tem focos de conflito. O mais conhecido é a usina de Belo Monte, um projeto de R$ 26 bilhões para construir a terceira maior barragem do mundo no rio Xingu. Objeto de ações na Justiça e oposição de celebridades internacionais, como o cineasta James Cameron, Belo Monte deve deslocar milhares de indígenas de suas terras.
No Acre, o estado mais a oeste no Brasil, a retirada de agentes do Ibama abriu as portas para investidas e disputas entre madeireiros e traficantes de drogas provenientes do Peru, ameaçando o parque da Serra do Divisor, criado uma década atrás.
No Maranhão, fazendeiros, madeireiros e a população com frequência entram em confronto no entorno da reserva biológica do Gurupi. Lá, a extração ilegal de madeira afetou cerca de 70% da floresta da reserva, processo que os cientistas dizem estar acelerando a expansão do semi-árido no Nordeste.
Faixa de floresta tropical devastada próximo ao Parque Nacional da Amazônia (Foto: Nacho Doce/Reuters)Faixa de floresta devastada próximo ao Parque
Nacional da Amazônia 
As políticas do governo federal também foram prejudiciais no Parque Nacional da Amazônia, uma porção de floresta do tamanho da Jamaica na margem oeste do Rio Tapajós. Criado em 1974 pela ditadura militar, o parque foi o primeiro na região da floresta.
Em 2006, o governo federal criou uma zona-tampão de seis reservas em terras próximas, uma área mais de seis vezes o tamanho do parque, na qual a atividade poderia ser regulada. Já no início de 2010, rumores começaram a circular de que uma barragem seria construída dentro da reserva, no rio Tapajós.
Agentes do parque encontraram e multaram funcionários de uma companhia estatal de eletricidade realizado uma pesquisa não-autorizada na área, alguns meses depois dos boatos. A chefe do Parque Nacional da Amazônia, Maria Lucia Carvalho, deu declarações contra o projeto para a imprensa, na época, e foi chamada a dar explicações pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes e Conservação da Biodiversidade), órgão que administra unidades de conservação no país.
“Me disseram que este é um plano do governo e que eu sou governo e, portanto, eu não poderia criticar o projeto", disse ela. O ICMBio não quis fazer comentários sobre o encontro.

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Espécie de pássaro consegue mais fêmeas se dorme menos, diz estudo

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Pilrito-peitoral acasala no Ártico, quando há luz 24h e intensa competição. Pesquisa contraria visão de que falta de sono reduz o desempenho geral.


O pássaro macho da espécie pilrito-peitoral ou maçarico-de-colete (Calidris melanotos peitorais) acasala com mais fêmeas e tem mais filhotes quando dorme menos, aponta um novo estudo feito em conjunto pelas universidades de Zurique, na Suíça, e do Oeste da Austrália, e pelo Instituto de Ornitologia Max Planck, na Alemanha.

Esses resultados, publicados na revista "Science" desta semana, contrariam uma visão comum de que a privação do sono leva a uma redução no desempenho geral, inclusive sexual.
Amplas evidências têm sugerido que dormir economiza energia, favorece a fixação da memória e "restaura" o cérebro e os tecidos para o período em que ficamos acordados. Além disso, nos homens, o sono aumenta a massa muscular e libera o hormônio do crescimento (GH).
Pilrito-peitoral acasalamento (Foto: Bart Kempenaers/ Wolfgang Forstmeier/MPIO/Science)Pilrito-peitoral dorme menos e acasala mais (Foto: Bart Kempenaers/ Wolfgang Forstmeier/MPIO/Science)
A pesquisa sugere, porém, que o aumento do tempo de vigília, sem danos à saúde, pode ser uma questão adaptativa do processo de evolução, após demandas ecológicas.
Os pilritos-peitorais cruzam em meados do verão no Ártico, onde há luz solar por 24 horas e uma intensa competição entre os machos. A equipe mostrou que os indivíduos que dormiam menos tinham um maior sucesso reprodutivo em comparação com os concorrentes que apresentavam um sono regular.
O pesquisador John Lesku, da Alemanha, e seus colegas estudaram a atividade cerebral dessas aves durante o acasalamento de machos e fêmeas. Foi usada uma tecnologia de monitoramento remoto por GPS.

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