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Pontas de cigarro usadas em ninhos protegem aves de ácaros, diz estudo

.. quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Aves que vivem em áreas urbanas podem usar objeto para fazer o ninho. Autor considerou o resultado 'inesperado'.


As pontas de cigarro usadas pelas aves na Cidade do México para tecer seus ninhos servem para protegê-los de parasitas, diz uma pesquisa chefiada pelo mexicano Constantino Macías García, publicada esta quarta-feira (5) pela revista científica "Biology Letters".
O estudo foi realizado na cidade universitária da Universidade Autônoma do México (Unam) pela equipe de Macías García, que explicou à AFP que o ponto de partida do estudo foram "informes que indicavam que as aves utilizavam pontas de cigarro coletadas nas ruas para tecer seus ninhos".
Pássaros que vivem em áreas urbanas podem improvisar objetos criados por humanos em seus ninhos (Foto: Jérôme Gorin / AltoPress / PhotoAlto / AFP)Pássaros que vivem em áreas urbanas podem improvisar objetos criados por humanos em seus ninhos 
"A pesquisa concluiu que as pontas dos cigarros reduzem o número de parasitas ácaros, como piolhos, que chupam o sangue ou comem as penas dos pássaros", disse em entrevista por telefone com a AFP o cientista mexicano, que está atualmente na Universidade de Saint Andrews, na Escócia, em um ano sabático.
"Examinamos os materiais que as aves estão utilizando para tecer seus ninhos na Cidade do México", explicou. "Mas suspeito que este fenômeno vai mais além do México", assegurou Macías, indicando que o resultado do estudo tinha sido "inesperado".
O pesquisador do Departamento de Ecologia da Unam admitiu que não se determinaram com certeza as "razões exatas pelas quais as aves usam as pontas de cigarros" para fabricar seus ninhos.
"Talvez lembrem as penas que usam para tecer seus ninhos ou também os pelos de animais que às vezes juntam", disse.
"Mas embora não saibamos porque o fazem, o que determinamos é que estas pontas contêm substâncias que são produto do cigarro depois de fumado e que estas substâncias parecem repelir os ácaros", enfatizou.
"Também pode ser que isto é uma consequência fortuita e que as aves usem as pontas por razões térmicas", para manter os ninhos aquecidos, acrescentou.
"Ainda não sabemos exatamente porquê de as aves usarem as pontas. Mas com experimentos, esperamos poder saber qual é a razão para que as aves recolham estas pontas das ruas para fazer seus ninhos, disse.
No entanto, "vimos consequências positivas no uso das pontas de cigarro: a redução dos parasitas nos ninhos. Isto é uma boa notícia", concluiu.
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Modelo de computador da Nasa mostra aerossóis cobrindo a Terra

.. sábado, 17 de novembro de 2012

Suspensões de partículas atingem a camada de ozônio e afetam a saúde. Cores simulam poeira, sal marinho, fumaça e sulfato de combustível fóssil.


Uma imagem de alta resolução criada pelo supercomputador Discover, da agência espacial americana (Nasa), mostra um modelo atmosférico da Terra repleto de aerossóis – suspensões de partículas sólidas ou líquidas, como os inseticidas, que atingem a camada de ozônio e podem prejudicar a saúde.
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Aerossois (Foto: William Putman/Nasa/Goddard)Brasil tem alta concentração de fumaça de incêndios, segundo modelo (Foto: William Putman/Nasa/Goddard)
A simulação foi feita no Centro Espacial Goddard, em Greenbelt, Maryland, e fornece uma ferramenta única para estudar o papel do tempo no sistema climático do planeta. O sistema GEOS-5 é capaz de simular o tempo ao redor do globo em resoluções de 3,5 a 10 quilômetros.
Na imagem acima, a poeira vermelha é a que se levanta da superfície, em azul está o sal marinho que acaba dentro de ciclones, em verde aparece a fumaça emitida por incêndios, e em branco são partículas de sulfato que saem de vulcões e emissões de combustíveis fósseis.
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Pesquisadores brasileiros estudam enzimas de baratas para obter etanol

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Substâncias no sistema digestivo dos insetos podem ajudar a criar álcool. Resultados obtidos são promissores, afirma professor da UFRJ.


Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) está estudando como usar baratas - mais precisamente enzimas especializadas no sistema digestivo delas - para ajudar na obtenção do etanol.
A ideia é usar as enzimas para degradar bagaço de cana e com isso obter açúcares, que podem ser usados para produzir etanol, aponta o professor Ednildo de Alcântara Machado, do Instituto de Biofísica da UFRJ. O álcool é obtido pela fermentação destes açúcares, realizada por fungos conhecidos como leveduras.
A barata 'Nauphoeta cinerea', nativa da América Central segundo o pesquisador da UFRJ (Foto: Divulgação/Universidade de Queensland)A barata 'Nauphoeta cinerea', uma das espécies estudadas (Foto: Divulgação/Universidade de Queensland)
Dois tipos de baratas estão sendo pesquisados: a Periplaneta americana, espécie comum e encontrada em esgotos e escondidas nas casas; e a Nauphoeta cinerea, um tipo de barata da América Central, mas que hoje é encontrada em vários lugares do globo. Alimentados com bagaço de cana, os insetos se adaptaram e tornaram-se capazes de digeri-lo, produzindo enzimas especializadas para isso, diz o pesquisador.
"Os resultados são bastante promissores. Essa adaptação que o inseto faz ao bagaço tem sinalizado que dele podem vir novas fontes de enzimas", afirma Machado. As baratas foram capazes de sobreviver por mais de 30 dias somente com o bagaço de cana, ressalta o cientista.
Ele afirma que a pesquisa, por enquanto, encontra-se nas etapas de condicionar as baratas para consumir o bagaço e de identificação das enzimas especializadas. O etanol ainda não foi obtido. "Não é uma coisa distante [a produção do etanol]", diz Machado, "mas as etapas têm que ser trabalhadas em conjunto. Não sei dizer quando [vai ser produzido]".
Fáceis de criar
O grupo de pesquisadores também estuda a degradação da biomassa usando cupins, o que ocorre com relativo sucesso, segundo Machado. "Mas as baratas são mais fáceis de criar em laboratório. Elas se adaptam com facilidade", afirma. Ele ressalta que os dois insetos têm fisiologia parecida.
A ideia para o futuro é isolar as enzimas produzidas pelas baratas e tentar criar um "kit enzimático" que permita retirar o açúcar do bagaço da cana em laboratório, diz Machado. "Um dos desafios é o custo, a produção destas enzimas em escala industrial ainda é muito cara. O nosso modelo tem apelo porque é uma fonte nova de enzimas, pode ajudar a ter enzimas mais eficientes", diz ele.
a barata comum, da espécie 'Periplaneta americana', é estudada por pesquisadores da UFRJ (Foto: Divulgação/Palomar Community College)Barata 'Periplaneta americana', uma das estudadas na UFRJ (Foto: Divulgação/Palomar Community College)
Novas etapas
Pesquisar as enzimas é uma etapa importante para produzir o etanol, mas não é a única, diz o pesquisador. Outros pontos importantes são o tratamento do bagaço da cana, para que ele seja facilmente degradado, e a fermentação. O próximo desafio do grupo, de acordo com Machado, é aumentar a escala de produção das enzimas. "Se elas continuarem com a eficiência [encontrada], acredito que podem ajudar."
As baratas "moldam" sua digestão a outras fontes de biomassa, como restos de papel, diz o cientista. "O que parece ser interessante é que quando você muda a biomassa usada como comida, ela se adapta. Em dez dias, em média, ela começa a produzir uma série de enzimas especializadas para quebrar o alimento", afirma.
Diante da mudança de fonte de comida, a barata adapta também a sua microbiota, a "fauna" de micróbios que vivem em seu sistema digestivo, relata Machado. "São microorganismos de alto interesse tecnológico, eles produzem uma série de enzimas."
'Periplaneta americana', barata muito comum nas grandes cidades; espécie é estudada por pesquisadores da UFRJ (Foto: Divulgação/Universidade Texas A&M)Baratas da espécie 'Periplaneta americana'
Manipulação genética
Algumas enzimas do sistema digestivo da barata já foram identificadas, segundo o pesquisador. Um dos próximos passos é estudar como retirar partes do DNA dos insetos que definem a produção destas substâncias, para inseri-los em bactérias por manipulação genética.
Os micróbios "transgênicos" poderiam então produzir as enzimas e degradar a biomassa em escala industrial.
O pesquisador aponta um ganho ambiental com a produção do etanol desta maneira: a diminuição da necessidade de se plantar cana-de-açúcar. "Em vez de plantar mais cana, você aproveitaria o corpo das células da planta. Você aumentaria a produção do álcool sem plantar mais", diz Machado.
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Austrália cria rede de proteção para preservar biodiversidade marinha

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País anunciou proteção para área de 2,3 milhões de km². 
Indústria da pesca é contra e teme perda na produtividade e de empregos.


A Austrália criou oficialmelmente nesta sexta-feira (16) uma rede de reservas marinhas que protege mais de 2,3 milhões de km² de oceano ao redor do país, apesar da ira do setor pesqueiro, que teme redução de postos de trabalho e prejuízos às comunidades costeiras.


O sistema de proteção, já considerado o maior do mundo, conta com seis regiões marinhas e terá o objetivo de preservar animais ameaçados de extinção como a baleia-azul, tartarugas-verdes, tubarões-touro e o dugongo, uma espécie de mamífero herbívoro que vive no mar.
Segundo o ministro do Meio Ambiente do país, Tony Burke, os oceanos estão seriamente ameaçados e, por isso, ações para restaurar a saúde dos mares têm de ser feitas, entre elas, a criação de parques nacionais.
Em outubro, a Austrália admitiu sua negligência na preservação da Grande Barreira de Corais após a publicação de estudo revelando que o ecossistema perdeu mais da metade de seus corais em apenas três décadas, resultado de tempestades, depredação e aquecimento das águas (consequência da mudança climática).
Coral encontrado na Grande Barreira, localizado no litoral da Austrália (Foto: Cortesia/Carlos Sanchez)Coral encontrado na Grande Barreira, localizado no litoral da Austrália (Foto: Cortesia/Carlos Sanchez)
Setor pesqueiro não concorda com plano
O anúncio do governo provocou reclamações do setor pesqueiro. Segundo representantes, ao menos 60 comunidades costeiras vão ser afetadas pela nova reserva e a indústria teme perder 36 mil postos de trabalho distribuídos em até 80 empresas.
Em maio, a revista especializada “Biology” publicou investigação científica afirmando que áreas de preservação e perímetros ao redor delas permitem a reconstituição progressiva da biodiversidade – uma teoria que sempre foi criticada pela indústria da pesca.
Para acalmar os ânimos, o governo australiano divulgou que a nova reserva afetará apenas 1% da pesca comercial e anunciou ainda um fundo de ajuda de US$ 100 milhões.
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Cientistas apontam existência de dentes em peixe pré-histórico

.. quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Estudo na 'Nature' indica que até vertebrados primitivos possuíam dentes. Peixe placodermo é um dos mais antigos vertebrados a ter mandíbula.


Cientistas analisaram fósseis de um tipo de peixe pré-histórico, conhecido como placodermo, para estudar as origens de dentes e das mandíbulas nos vertebrados. O estudo, publicado na edição online da revista "Nature" desta quarta-feira (17), foi realizado pela Universidade de Bristol, pelo Museu de História Natural de Londres (ambos na Grã-Bretanha), pela Universitade de Curtin, na Austrália, e pela Universidade de Zurique, na Suíça.
O peixe, da classe Placodermi, é um dos mais antigos vertebrados conhecidos a ter mandíbula, de acordo com o estudo. Os cientistas, no entanto, confirmaram no estudo que estes animais deveriam possuir dentes verdadeiros, com dentina e cavidade para a polpa. Até agora, pesquisadores acreditavam que eles possuíam estruturas que imitavam dentição ou, até, não possuíam dentes de forma alguma.
Escultura reconstrói como seria um peixe da classe 'Placodermi' (Foto: Divulgação/Esben Horn/"Nature")Escultura mostra como seria um peixe da classe 'Placodermi' (Foto: Divulgação/Esben Horn/"Nature")



























Apesar da descoberta, o estudo aponta que as mandíbulas dos Placodermi eram primitivas em comparação com outros vertebrados e que sua forma de substituição dos dentes perdidos era diferente de outros animais.
O estudo aponta que os dentes estiveram presentes até nos vertebrados mais primitivos, ao contrário do que se imaginava. "Ossificações dentais superiores e inferiores ocorrem nos placodermos", disseram os cientistas na pesquisa publicada na "Nature". Estes peixes, avaliam os pesquisadores, "são cruciais para entender a evolução dos dentes e mandíbulas".
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Cientistas afirmam ter encontrado novas espécies de animais no Peru

.. quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Foram identificados 8 novos mamiferos e 3 novos anfíbios, diz pesquisador. Área onde animais foram encontrados fica próxima à fronteira com Equador.


Cientistas da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) afirmam ter encontrado novas espécies de animais em um santuário ao norte do Peru. Foram identificados um macaco de hábitos noturnos, um novo marsupial, várias espécies de roedores e um porco-espinho, além de três espécies de anfíbios. Apenas os anfíbios já foram descritos cientificamente.
A região onde os animais foram encontrados fica próxima à fronteira com o Equador, dentro do Santuário Nacional Tabaconas-Namballe, segundo relato do pesquisador Gerardo Ceballos González, do Instituto de Ecologia da Unam, publicado no site da universidade.
Macaco (à esquerda) e marsupial (à direita) descobertos em santuário ao norte do Peru (Foto: Divulgação/Alexander Pari/Kateryn Pino/Unam)Macaco (à esq.) e marsupial (à di.) descobertos em santuário ao norte do Peru (Foto: Divulgação/Alexander Pari/Kateryn Pino/Unam)
O "diário de bordo" de González relata terem sido encontradas oito novas espécies de mamíferos, além de três anfíbios. "Esta é uma das mais importantes descobertas da biodiversidade dos últimos anos, porque todas as espécies foram encontradas em uma área muito pequena", disse o cientista ao site da Unam.
Espécies similares ao primata descoberto no Peru recebem o nome popular, no Brasil, de macaco-da-noite. Ao menos duas espécies - o macaco-da-noite andino e o colombiano - são classificadas como vulneráveis na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
A expedição foi realizada entre 2009 e 2011, mas só agora o resultado foi divulgado, de acordo com González. A espécie de porco-espinho chama a atenção por seu grande tamanho e por possuir longos espinhos negros nas pontas, aponta o cientista.
O pesquisador indica que outro animal encontrado pode representar o espécime de raposa cinzenta mais ao sul já registrado nas Américas. "É provável que seja uma nova espécie", disse González ao site da Unam.
Porco-espinho encontrado por pesquisadores em santuário (Foto: Divulgação/Alexander Pari/Unam)Porco-espinho encontrado por pesquisadores no
Peru (Foto: Divulgação/Alexander Pari/Unam)
O pesquisador indica que os cientistas tiveram que seguir 18 horas por estradas no Peru desde áreas de selva até os Andes, além de andar duas horas a pé, antes de chegar ao santuário. O parque mede 32 mil hectares e fica em uma região de grande altitude, com trechos entre 1,8 mil e 3,2 mil metros acima do nível do mar, diz o cientista.
González ressaltou, em seu relato, que a expedição foi acompanhada por pesquisadores peruanos. O santuário, aponta ele, exige atenção especial de ONGs e entidades que atuam contra a extinção de animais pelo planeta, "já que há várias espécies que parecem ser encontradas apenas ali".
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Atual emissão de gases deve elevar oceano em mais de 1 m, diz estudo

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Previsão de cientistas é que nível do mar suba 1,1 m até o ano 3.000. Maior parte do gelo derretido deve ser proveniente da Groenlândia.


Estudo publicado nesta terça-feira (2) no jornal científico “Environmental Research Letters” afirma que as atuais emissões de gases causadores do efeito estufa já poderão provocar um aumento irreversível da temperatura, que fará o nível do mar subir por milhares de anos.
De acordo com a investigação científica conduzida por um grupo de pesquisadores europeus, os gases liberados até agora na atmosfera por atividades humanas será responsável pela elevação do mar em 1,1 metro até o ano 3.000.

Entretanto, para os pesquisadores os danos podem ser ainda piores se o cenário atual de emissões (chamado de A2) prosseguir nos próximos anos.
De acordo com especialistas do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês), se nada for feito para mudar o ritmo de poluição e lançamento de gases impactantes, poderá ocorrer um aumento de temperatura entre 2 °C e 5,4° C até 2100 e a elevação do mar em 6,8 metros nos próximos mil anos.
Toda ação tem uma reação
Segundo o professor Philippe Huybrechts, um dos autores do estudo, a atual inércia da sociedade vai impactar a longo prazo as camadas de gelo e o nível do mar.

Em todos os cenários pesquisados – alguns com aumento de temperatura maior, outros com um aquecimento em menor magnitude – o gelo derretido na Groenlândia será responsável por mais da metade da subida do nível do mar.
O artigo diz ainda que é preciso limitar a concentração de gases causadores do efeito estufa rapidamente, já que é a única opção realista para mitigar o impacto da mudança do clima. “Quanto menor o aquecimento, menos grave será a consequência para o planeta”, conclui o professor.
Estudos recentes afirmam que espécies que vivem no Ártico, como o urso polar, focas e crustáceos, precisam se adaptar ao constante degelo ou podem desaparecer para sempre devido ao aumento da temperatura do planeta. (Foto: Danile Beltra/Greenpeace/AFP)Embarcação de ONG navega por icebergs do Ártico.
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'Perereca de vidro' pesquisada no AM chama atenção pela transparência

.. terça-feira, 4 de setembro de 2012

Espécie foi encontrada em 2002 em Presidente Figueiredo, AM. Anfíbio pode chegar até a 24 mm e tem órgãos internos visíveis.


O pequeno anfíbio, que pode chegar até 24 milímetros de comprimento quando adulto, recebeu este nome devido à pele transparente (Foto: Marcelo Lima/Inpa)Pequeno anfíbio, que pode chegar até 24 milímetros de comprimento quando adulto, recebeu este nome devido à pele transparente (Foto: Marcelo Lima/Inpa)
Com apenas 24 milímetros de comprimento quando adulto, a Hyalinobatrachium iaspidiense, popularmente conhecida como ‘perereca de vidro’, vem chamando a atenção de pesquisadores no Amazonas, principalmente devido à sua transparência. A espécie foi descoberta por pesquisadores durante levantamentos noturnos na área da Cachoeira da Onça em Presidente Figueiredo, município do Amazonas, distante 170 km de Manaus, no ano de 2002.
De dorso verde-claro com pontos negros, ventre transparente, íris verde-amarelada, a perereca de vidro ainda é pouco conhecida no meio científico (Foto: Marcelo Lima/Inpa)De dorso verde-claro e ventre transparente, espécie
ainda é pouco conhecida (Foto: Marcelo Lima/Inpa)
De dorso verde-claro com pontos negros, ventre transparente, íris verde-amarelada e a ponta dos dedos em de ‘T’, a perereca de vidro ainda é pouco conhecida no meio científico. “Os homens não dão muita atenção para os anfíbios, os achando nojentos e que não servem para nada. Porém, desconhecem que esses animais possuem grande importância no equilíbrio do meio ambiente”, afirmou Marcelo Lima, biólogo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
Segundo ele, as pererecas de vidro são essenciais para a existência das cobras, pois são presas deles. Com um possível desaparecimento da espécie, faz com que os seus predadores também corram risco de extinção. “Pode-se afirmar que atitudes como a remoção de mata ciliar (vegetação próxima à margem dos rios) deixam a espécie mais vulnerável, pois ela é sensível às modificações ambientais e não podem ficar muito tempo exposta ao sol, correndo o risco de ter a pele ressecada e morrer”, explicou o biólogo.
Considerada uma espécie notívaga, ou seja, que prefere sair no período da noite, a perereca de vidro se alimenta de invertebrados, principalmente insetos, e tem como predadores as aranhas e serpentes, além do próprio homem, que a extingue sem se dar conta, segundo Marcelo Lima. Sobre o modo de reprodução, o pesquisador explica que todas as espécies de perereca de vidro conhecidas desovam sobre folhas acima da água.
“Em média, as fêmeas depositam cerca de 20 ovos no período chuvoso, entre dezembro e maio. Os ovos se desenvolvem por alguns dias ali. Depois, os girinos rompem a cápsula do ovo, caem na água e permanecem até completarem o desenvolvimento”, afirmou o biólogo, que ainda disse ser desconhecido o tempo de desenvolvimento do animal.
Em média, as fêmeas depositam cerca de vinte ovos no período chuvoso, entre dezembro e maio (Foto: Marcelo Lima/Inpa)Em média, as fêmeas depositam cerca de vinte ovos no período chuvoso, entre dezembro e maio (Foto: Marcelo Lima/Inpa
De dorso verde-claro com pontos negros, ventre transparente, íris verde-amarelada, a perereca de vidro ainda é pouco conhecida no meio científico (Foto: Reprodução / Inpa)Segundo pesquisador, as pererecas de vidro são essenciais para a existência de animais como a cobra. O desaparecimento desses anfíbios também coloca em risco a existência de seus predadores
(Foto: Reprodução / Inpa)
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Espécie de pássaro consegue mais fêmeas se dorme menos, diz estudo

.. sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Pilrito-peitoral acasala no Ártico, quando há luz 24h e intensa competição. Pesquisa contraria visão de que falta de sono reduz o desempenho geral.


O pássaro macho da espécie pilrito-peitoral ou maçarico-de-colete (Calidris melanotos peitorais) acasala com mais fêmeas e tem mais filhotes quando dorme menos, aponta um novo estudo feito em conjunto pelas universidades de Zurique, na Suíça, e do Oeste da Austrália, e pelo Instituto de Ornitologia Max Planck, na Alemanha.

Esses resultados, publicados na revista "Science" desta semana, contrariam uma visão comum de que a privação do sono leva a uma redução no desempenho geral, inclusive sexual.
Amplas evidências têm sugerido que dormir economiza energia, favorece a fixação da memória e "restaura" o cérebro e os tecidos para o período em que ficamos acordados. Além disso, nos homens, o sono aumenta a massa muscular e libera o hormônio do crescimento (GH).
Pilrito-peitoral acasalamento (Foto: Bart Kempenaers/ Wolfgang Forstmeier/MPIO/Science)Pilrito-peitoral dorme menos e acasala mais (Foto: Bart Kempenaers/ Wolfgang Forstmeier/MPIO/Science)
A pesquisa sugere, porém, que o aumento do tempo de vigília, sem danos à saúde, pode ser uma questão adaptativa do processo de evolução, após demandas ecológicas.
Os pilritos-peitorais cruzam em meados do verão no Ártico, onde há luz solar por 24 horas e uma intensa competição entre os machos. A equipe mostrou que os indivíduos que dormiam menos tinham um maior sucesso reprodutivo em comparação com os concorrentes que apresentavam um sono regular.
O pesquisador John Lesku, da Alemanha, e seus colegas estudaram a atividade cerebral dessas aves durante o acasalamento de machos e fêmeas. Foi usada uma tecnologia de monitoramento remoto por GPS.

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Borboleta rara se beneficia do aquecimento global e se multiplica

.. sexta-feira, 25 de maio de 2012

Espécie era considerada rara até a década de 1980. Fugindo do calor, ela encontrou mais alimento.


As mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global já causam impacto em uma espécie de borboleta, que era considerada rara até os anos 1980. E esse impacto, para ela, é positivo. A conclusão é de um estudo publicado na edição desta sexta-feira (25) da revisa “Science”.
Marrom e com pintas laranjas, a borboleta da espécie "argo marrom" (Aricia agestis) está procurando novos locais para viver, por causa dos verões mais quentes no Reino Unido. Segundo os pesquisadores, ela está indo cada vez mais para o Norte em busca de climas mais frescos (no Hemisfério Norte, quanto mais pra cima, mais frio).
Nessa região, a flor gerânio é bem comum e é exatamente essa planta que as lagartas da espécie usam para se alimentar. Com mais alimento disponível, a argo marrom passa agora por um verdadeiro “baby boom”. 
Borboleta argos marrom antes rara, agora se beneficia do aquecimento global (Foto: Science/AAAS)Borboleta argos marrom antes rara, agora se beneficia do aquecimento global 
De acordo com os pesquisadores da Universidade de York, a espécie já avançou 79 quilômetros nos últimos 20 anos e atualmente é encontrada com facilidade no interior do país.
“Haverá vencedores e perdedores da mudança climática. É importante que comecemos a entender como essas complexas interações entre espécies afetam suas habilidades de se adaptar às mudanças para que possamos identificar as que podem estar sob risco e onde devemos focar os esforços de conservação”, disse uma das co-autoras do trabalho, Jane York.
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Espécie de tartaruga marinha nada diferente no Pacífico e no Atlântico

.. segunda-feira, 21 de maio de 2012

Estilos de nado da tartaruga-de-couro influem na sua alimentação. Espécie está ameaçada de extinção.


Cientistas descobriram que a tartaruga-de-couro, uma espécie marinha ameaçada de extinção, tem estilos diferentes de natação de acordo com a região do mundo em que vive.

O estudo feito por uma equipe internacional e publicado pela revista científica “PLoS One” comparou a locomoção dessas tartarugas no norte do Oceano Atlântico e no leste do Oceano Pacífico.
As tartarugas do Atlântico conseguem uma variação maior nas formas de nadar. Elas conseguem alternar entre nados lentos e velozes, enquanto as do Pacífico não reduzem a velocidade. Além disso, as tartarugas do Atlântico também conseguem mergulhar mais fundo que suas irmãs.
Segundo o estudo, essas diferenças fazem com que as tartarugas do Pacífico estejam mais ameaçadas. Em altas velocidades, elas não conseguem selecionar o alimento com a mesma qualidade que as do Atlântico, nem buscam comida nas águas mais profundas. Essa tartaruga se alimenta de zooplâncton – organismos que vivem na água, desde protozoários até animais muito pequenos.
Filhotes da tartaruga-de-couro na Malásia, em 2004 (Foto: AFP/Arquivo)Filhotes da tartaruga-de-couro na Malásia, em 2004 
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Tartaruga 'bate uma bolinha' em aquário de Munique, na Alemanha

.. quinta-feira, 17 de maio de 2012

Gonzales, uma tartaruga-verde, deu algumas 'cabeçadas' em bola de futebol. Aquário promove final da Liga dos Campeões da Europa, que ocorre sábado.


Nesta quinta-feira (17), um exemplar de tartaruga-verde (Chelonia mydas) batizado de Gonzales brinca com uma bola de futebol debaixo d’água no aquário SeaLife, em Munique.
A cidade vai sediar no próximo sábado a final da Liga dos Campeões da Europa, com a partida entre o time alemão Bayern de Munique e o Chelsea, da Inglaterra.
A "bate-bola subaquático" ocorreu como prévia da final da Liga dos Campeões da Europa, que vai acontecer na cidade alemã neste sábado. A partida será entre o Bayen de Munique e o Chelsea. (Foto: Michaela Rehle/Reuters)O "bate-bola subaquático" ocorreu como prévia da final da Liga dos Campeões da Europa, que vai acontecer na cidade alemã neste sábado. A partida será entre o Bayen de Munique e o Chelsea. 
Gonzales, exemplar de tartaruga-verde, mostra habilidade com a bola de futebol em aquário de Munique, na Alemanha. (Foto: Michaela Rehle/Reuters)Gonzales, exemplar de tartaruga-verde, mostra habilidade com a bola de futebol em aquário de Munique, na Alemanha. 
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Santuário marinho celebra 10 anos de porta-aviões transformado em recife

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Navio de 155 metros foi afundado e agora é atração para mergulhadores. Fotos mostram que corais tomaram conta da estrutura do Spiegel Grove.


O Santuário Marinho Nacional de Flórida Keys, nos Estados Unidos, celebra nesta quinta-feira (17) o aniversário de 10 anos desde que colocou em prática uma operação impressionante.
Em maio de 2002, o porta-aviões Spiegel Grove, da Marinha americana, foi afundado com o intuito de transformá-lo em um recife artificial de corais para mergulho.
As imagens feitas nesta quarta-feira (16) mostram que o tempo fez com que os corais de fato tomassem conta da estrutura do navio, de 155 metros de comprimento.
Mergulhadora explora a estrutura do Spiegel Grove nesta quarta (16) (Foto: Reuters/Stephen Frink/Florida Keys News Bureau)Mergulhadora explora a estrutura do Spiegel Grove nesta quarta (16) 
Corais tomaram conta da parte externa do navio (Foto: Reuters/Stephen Frink/Florida Keys News Bureau)Corais tomaram conta da parte externa do navio 
Imagem de arquivo mostra o navio de 155 metros de extensão sendo afundado, em 17 de maio de 2002 (Foto: Reuters/Andy Newman/Florida Keys News Bureau)Imagem de arquivo mostra o navio de 155 metros de extensão sendo afundado, em 17 de maio de 2002 
Imagem de arquivo mostra o navio de 155 metros de extensão sendo afundado, em 17 de maio de 2002 (Foto: Reuters/Sergio Garcia/Florida Keys News Bureau)Imagem de arquivo mostra o navio de 155 metros de extensão sendo afundado, em 17 de maio de 2002 
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Animal marinho anda como os humanos, diz pesquisa

.. quinta-feira, 10 de maio de 2012

Apesar de não ter cérebro, estrela-quebradiça se move de forma simétrica. Mecanismo depende de um ponto central para criar o movimento.


Um biólogo da Universidade Brown, em Providence, nos Estados Unidos, descobriu que um tipo de animal marinho, conhecido como ofiuroide e popularmente chamado de estrela-quebradiça, se locomove de forma semelhante aos humanos. Os resultados foram publicados na revista científica “Journal of Experimental Biology”, nesta quinta-feira (10).
Ao estudar esses animais marinhos, que possuem cinco braços bem finos, longos e frágeis, o biólogo evolucionista Henry Astley, observou que, apesar da espécie não ter cérebro, ela consegue se mover de forma simétrica, assim como fazem os humanos.
A estrela-quebradiça não se move como a maioria dos animais. Ele simplesmente designa outro de seus cinco membros como sua nova frente e continua avançando. (Foto: Henry Astley/Universidade Brown)A estrela-quebradiça não se move como a maioria dos animais. Ela simplesmente designa outro de seus cinco membros como sua nova frente e continua avançando.
O endoesqueleto dos ofiuroides é composto por minúsculos ossos de carbonato de cálcio, fundidos no disco central e articulados entre si nos braços. Essa composição faz com que as braços se desintegrem com facilidade, por isso o nome de “estrelas quebradiças”.
Muitos animais e os humanos são bilateralmente simétricos, isto é, o corpo é dividido em metades correspondentes, a partir de uma linha no centro, que é o que dá a sensação de equilíbrio. Em contraste, os ofiuroides têm cinco lados simétricos, mas mostraram poder se locomover como os que possuem apenas duas metades.
Enquanto os humanos precisam mover seus corpos para mudar de direção, os ofiuroides escolhem outro braço como “comandante” e criam o movimento. “Com eles é assim: agora essa é a frente. Eu não preciso rodar meu corpo para fazer um outro movimento”, diz Astley.
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USP reúne em site 1.300 teses com soluções para uma 'economia verde'

.. sábado, 5 de maio de 2012

Trabalhos abordam temas debatidos na Rio+20, que acontece em junho. Coordenador do projeto diz que ciência tem que ser ouvida na discussão.


Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) disponibilizaram em um site mais de 1.300 dissertações e teses que abordam assuntos relacionados com a Rio+20, Cúpula da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre Desenvolvimento Sustentável.
O objetivo é facilitar o entendimento da sociedade civil sobre os temas debatidos na conferência, que deve reunir mais de 130 chefes de Estado em junho, no Rio de Janeiro, para tratar de políticas sociais, econômicas e ambientais.
O projeto batizado de “USP Rio+20” expõe ao público documentos que tratam de temas como biodiversidade, mudanças climáticas, Agenda 21 e governança ambiental, além de economia verde, principal tema de negociação entre os 190 países ligados às Nações Unidas. Os estudos foram feitos entre 1992, época da Rio 92, e setembro de 2011.
De acordo com Wagner Costa Ribeiro, professor titular do departamento de geografia da USP e um dos coordenadores do projeto USP Rio+20, os trabalhos apresentam possíveis alternativas que podem ser aplicadas pelo poder público e que analisam as condições ambientais do planeta.
“A grande missão da Rio+20 é arrumar os erros que cometemos no século passado. Diante disso, os trabalhos oferecem diagnósticos detalhados de várias partes do Brasil, com análises sobre o que é possível modificar nessas regiões”, explica o professor.
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Pássaro caramancheiro 'cultiva' plantas para decorar seu ninho

.. segunda-feira, 23 de abril de 2012

Macho mantém o ambiente colorido para atrair as fêmeas.
É o primeiro registro de cultivo sem fins alimentícios no mundo animal.


Uma pesquisa publicada nesta segunda-feira (23) pela revista “Current Biology” registrou pela primeira vez no mundo animal o cultivo de plantas para um fim que não seja alimentar.

O caramancheiro é um pássaro nativo da Oceania com um hábito curioso. Os machos constroem verdadeiros ninhos de amor, decorados com plantas e frutas. Quanto mais colorido é o ambiente, mais atraente ele fica aos olhos da fêmea.
Como o nome já diz, o caramancheiro vive próximo a uma árvore chamada caramanchão. Nas regiões que o pássaro habita, outro tipo de planta cresce em volta, em maior número. Esta planta, da mesma família que a berinjela, tem flores roxas e frutas verdes, especialmente atrativas para as fêmeas.
Caramancheiro decora o ninho com frutas verdes (Foto: University of Exeter/Divulgação)Caramancheiro decora o ninho com frutas verdes
O estudo concluiu que os machos não escolhem o local em que estas plantas existem em maior quantidade. Na verdade, eles as cultivam.
Primeiro, eles colhem as frutas, mas depois de murchas, essas frutas são descartadas. Como o caramancheiro também retira a grama e pequenas ervas das redondezas, as condições ficam ideais para que a planta cresça – e mantenha o ninho bonito aos olhos da fêmea.
“Não achamos que os caramancheiros estejam cultivando estas plantas intencionalmente, mas esse acúmulo de objetos preferidos perto de um local de habitação é, seguramente, a forma como todo cultivo começa”, argumentou Joah Madden, líder do estudo, em material divulgado pela Universidade de Exeter, na Inglaterra.
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Clarear superfícies das cidades pode reduzir aquecimento global, diz estudo

.. domingo, 15 de abril de 2012

Telhados e ruas mais claros refletiriam raios do Sol e reduziriam temperatura. Menor uso do ar condicionado também diminuiria emissões de CO2.


Mudar a cor dos telhados e da pavimentação das ruas de todo o mundo pode reduzir o aquecimento global e, por consequência, também nível de poluição. A conclusão é de um estudo canadense publicado nesta sexta-feira (13) pela revista científica “Environmental Research Letters”, que simulou o efeito que a medida teria em longo prazo.

A ideia dos cientistas é deixar a superfície das cidades mais claras para aumentar o reflexo dos raios solares. Quanto mais escuro é um objeto, mais ele absorve o calor. Cidades mais claras seriam, portanto, também mais frescas para seus habitantes.
Se os prédios passarem a ter temperaturas mais amenas, a tendência é que o uso do ar condicionado diminua. Com isso, cairia o consumo de energia elétrica. Como a maior parte da eletricidade do mundo é produzida por usinas termoelétricas a carvão e a gás, as emissões de CO2 também diminuiriam.
Os autores acreditam que é possível reduzir as emissões de CO2 em até 150 bilhões de toneladas. O número corresponde à poluição produzida por todos os carros do mundo ao longo de 50 anos.
Naturalmente, seria muito complicado mudar todos os telhados e a cobertura de todas as ruas do mundo de uma vez só. No entanto, os pesquisadores ressaltaram que os telhados são trocados a cada 20 ou 30 anos, e que as ruas precisam ser repavimentadas, em média, a cada dez anos. Seria possível, assim, aproveitar as trocas para aplicar superfícies mais claras, que trariam o resultado desejado.
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Nasa mapeia em 3D tornados que atingiram cidade do Texas, nos EUA

.. segunda-feira, 9 de abril de 2012

Ao menos 18 alertas de tornados foram registrados na última terça-feira (3). Segundo a Nasa, tempestades alcalçaram até 13 km de altura.


A agência espacial americana (Nasa) conseguiu mapear em três dimensões (3D) as tempestades que atingiram a região de Dallas, no Texas, na última terça-feira (3), causando grandes estragos materiais.
As duas imagens divulgadas, feitas com a ajuda do sistema "Missão de Medição de Precipitação Tropical" (TRMM, na sigla em inglês), mostram a altura das nuvens de tempestade as taxas de precipitação registradas. Esse tipo de tempestade pode alcançar até 13 km de altura, de acordo com a Nasa.
De acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), na terça feira foram emitidos 18 alertas de tornados sobre o nordeste do Texas. Nessas tempestades, segundo a NOAA, caíram granizos do tamanho de bolas de beisebol.
Imagens das TVs locais, difundidas pela rede CNN nesa terça, mostraram carros, caminhões e trens virados nos campos.
Um estacionamento de caminhões em Dallas foi atingido, e duas carrocerias tombaram com a força do vento, disse o motorista de caminhão Michael Glennon, que gravou a destruição em sua câmera de vídeo. "A segunda carroceria ficou em pedaços e voou entre 50 e 100 pés (15 a 30 metros) no ar".
Casas e árvores foram destruídas, segundo a imprensa local. Todos os voos do aeroporto internacional de Dallas-Fort Worth ficaram no chão por questão de segurança, segundo um porta-voz da American Airlines.
Tempestades captadas por sistema da Nasa na última terça-feira (3), nos arredores de Dallas, nos Estados Unidos (Foto: Hal Pierce/NASA/SSAI )Tempestades captadas em 3D por sistema da Nasa na última terça-feira (3), por volta das 20h33, hora local, nos arredores de Dallas, nos Estados Unidos. 
Tempestades captadas por sistema da Nasa na última terça-feira (3), nos arredores de Dallas, nos Estados Unidos (Foto: Hal Pierce/NASA/SSAI)Tornados destruíram casas e desabrigaram famílias na região do Texas. Além do estado, a tempestade atingiu também o Arkansas e parte de Oklahoma. 
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Carcaça de mamute com 10 mil anos tem marcas de 'ataque' humano

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Filhote foi encontrado na Sibéria por caçadores e entregue a cientistas. Após ser morto por um leão, ele pode ter sido aberto por humanos antigos.


Uma carcaça de um filhote de mamute, conservada no gelo da Sibéria por 10 mil anos, tem marcas que podem indicar que o animal foi atacado por um leão e, em seguida, aberto por humanos antigos, segundo reportagem do jornal "Daily Mail". A descoberta pode ser uma evidência de que seres humanos caçavam e se alimentavam da espécie.

Apelidada de Yuka, a carcaça do animal foi encontrada por caçadores da Sibéria e entregue a uma organização dedicada aos mamutes. Ela está muito bem preservada, com ossos, peles e pelos do corpo inteiro, algo muito raro.
Além disso, Yuka chamou a atenção dos cientistas porque tem pelos loiros. Antes dele, os cientistas já especulavam que alguns mamutes poderiam ter apresentado pelos nesta coloração, mas ainda não havia nenhuma evidência direta.
Carcaça de filhote de mamute está muito bem conservada, com ossos, pele e pelos. (Foto: Reprodução / Daily Mail)Carcaça de filhote de mamute está muito bem conservada, com ossos, pele e pelos. 
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