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Morre baleia que encalhou em praia do Espírito Santo

.. quarta-feira, 20 de julho de 2011

A baleia da espécie Jubarte mede aproximadamente 11 metros, diz biólogo.
Instituto Orca afirma que foi o primeiro encalhe registrado no ES em 2011.


Baleia Jubarte encalha em praia do Espírito Santo (Foto: Reprodução/TV Gazeta)Baleia Jubarte encalha em praia do Espírito Santo.
A baleia da espécie Jubarte que encalhou na Praia de Nova Almeida, no Espírito Santo, morreu na madrugada desta quarta-feira (20). Segundo o biólogo Alexandre Sharpinel, do Instituto Orca, o animal já estava bastante debilitado quando encalhou e não resistiu. Uma equipe está no local, avaliando como será a remoção da carcaça de forma a preservar o ambiente e a saúde pública.
A baleia mede aproximadamente 11 metros, de acordo com informações do Instituto Orca. Ela ficou presa em um banco de arenito, conhecido popularmente como coral, a cerca de 15 metros da areia da praia. O local é de difícil acesso. Biólogos do instituto afirmam que o que pode ter trazido a baleia para as proximidades das margens da praia é algum problema de saúde.
Segundo o Instituto Orca, este foi o primeiro encalhe registrado no Espírito Santo no ano de 2011.
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Caminhões de serraria de Nova Ipixuna são flagrados em Tucuruí

.. terça-feira, 12 de julho de 2011

Eles participavam de uma exploração de madeira ilegal.
Madeireira foi desmontada em município do PA alvo de operação do Ibama.


O Ibama apreendeu no município de Tucuruí, no Pará, dois caminhões transportando toras ilegais que pertencem a uma das madeireiras fechadas recentemente em Nova Ipixuna (PA), onde aconteceram os assassinatos dos líderes extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo.
A apreensão aconteceu na última sexta-feira (9). Além dos dois caminhões, foram encontrados pelos agentes um terceiro veículo para transporte de toras, 25 metros de madeira, um trator e uma motosserra. De acordo com o órgão ambiental, foi interrompida uma exploração ilegal de 200 mil metros quadrados de floresta na região conhecida como Cururuí.
A madeireira tem um longo histórico de infrações ambientais – entre 2007 e 2010 foi multada dez vezes pelo Ibama.
Um dos caminhões da madeireira apreendidos  (Foto: Eduardo Lameira - Ibama/Divulgação)Um dos caminhões da madeireira apreendidos.
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Experimento identifica sinal de autoconsciência em macaco-rhesus

.. quinta-feira, 7 de julho de 2011

Primata move cursor com joystick e entende que está no controle.
Resultado surpreende porque espécie sequer se reconhece em espelho.



Os macacos-rhesus são originários do sul da Ásia - o da foto foi fotografado na Índia. (Foto: J.M.Garg / Creative Commons)Os macacos-rhesus são originários do sul da Ásia - o da foto foi fotografado na Índia.
Um experimento feito com quatro macacos-rhesus mostrou que esse animal é capaz de perceber que suas ações têm determinados efeitos, uma importante característica da autoconsciência. O resultado é surpreendente porque esses primatas geralmente não passam em testes com espelhos – eles demonstram que não compreendem que a imagem refletida é deles próprios e não de um outro macaco.
Para mostrar que os rhesus compreendem que seus atos têm efeito sobre o mundo externo, o pesquisador Justin Couchman, da Universidade Estadual de Nova York, nos EUA,  treinou os macacos para mover um cursor numa tela usando um joystick, percorrendo determinado trajeto em troca de uma recompensa. Em seguida, acrescentava um segundo cursor que não acompanhava os comandos dos animais. Os primatas demonstraram perceber que somente um determinado cursor respondia a seus comandos.
De acordo com o cientista, essa constatação pode ser importante no estudo de distúrbios em humanos, já que alguns deles, como autismo, mal de Alzheimer e esquizofrenia, também podem levar a que uma pessoa não passe no teste do espelho. Determinando uma outra forma de testar a autoconsciência, pode ser possível buscar formas diferentes de analisar essas doenças. O artigo foi publicado nesta quarta-feira (6) na “Biology Letters”.
O macaco-rhesus é uma espécie das mais usadas para experiências. Nela foram testadas vacinas contra raiva, sarampo e pólio, e medicamentos contra a AIDS, além de terem sido feitos testes relacionados ao uso de células-tronco.
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Jacaré aparece em córrego e assusta moradores de Campina Grande

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Bombeiros tentaram capturar o animal, mas ele desapareceu na água.
Crianças brincavam na vegetação ao redor do córrego quando viram o réptil.


Jacaré aparece e assusta moradores de Campina Grande (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)Jacaré aparece e assusta moradores de Campina
Grande.
Um jacaré apareceu em um córrego no Bairro da Catingueira, em Campina Grande (PB), nesta quarta-feira (6). Segundo o Corpo de Bombeiros, o animal foi visto por crianças que brincavam na vegetação ao lado da água.
Houve correria e a preocupação de um possível ataque feito pelo réptil. Ninguém ficou ferido.
Uma equipe de bombeiros tentou capturar o animal para levá-lo às autoridades ambientais da região, mas não conseguiu localizá-lo no córrego.
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Devastação da Amazônia Legal em Rondônia aumentou 64% em maio

.. sexta-feira, 1 de julho de 2011

Dados do Inpe mostram ainda que MT continua líder no desmatamento.



O desmatamento da região amazônica em Rondônia aumentou 64,4% no mês de maio, se comparado com o bimestre de março/abril, e o estado ficou atrás apenas de Mato Grosso no ranking dos que mais devastaram a Amazônia Legal.
As informações são do sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A instituição divulgou nesta quinta-feira (30) o índice referente ao mês passado, mas que já havia sido antecipado com exclusividade  no último dia 22.
De acordo com o relatório de avaliação, Rondônia desmatou em março/abril o total de 41,3 km². Em maio, a área de floresta devastada subiu para 67,9 km². Isso significa que o estado perdeu no mês passado uma quantidade de mata nativa que é quase quatro vezes maior ao tamanho da ilha de Fernando de Noronha.
Mato Grosso teve 93,7 km² de florestas devastadas em maio, número que é 77% menor ao registrado em abril, quando o estado perdeu 405,5 km² de floresta, mas, ainda assim continua sendo o principal responsável pela degradação da Amazônia Legal.
Ao todo, o Inpe, ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, identificou na Amazônia Legal
267,9 km² de desmatamento em diversos estágios - número 44% menor que em abril de 2001 e
144 % maior que em maio de 2010. A área equivale a 166 vezes a extensão do Parque Ibirapuera, em São Paulo, ou mais de quatro vezes o Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Alerta
As áreas de mata nativa que foram derrubadas nos dois estados são motivos de preocupação para o Prevfogo, sistema nacional de prevenção aos incêndios florestais, ligado ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
O motivo é que poderá ocorrer uma 'explosão' de queimadas nessas regiões de desmatamento ilegal, no intuito de limpar terrenos para dar espaço à agricultura. Rondônia, por exemplo, já aponta um crescimento de 10% nos casos de queimada entre janeiro e junho deste ano. Durante o período  foram registrados 306 focos de calor no estado.
Apesar do alerta, o presidente do Ibama, Curt Trennepohl, disse  que o gabinete de crise criado pelo governo contra a devastação na região amazônica está fazendo efeito. “Conseguimos estancar a hemorragia, mas ainda não podemos dizer que estamos em saúde perfeita”, observou.
Na análise do Deter, a cobertura de nuvens, geralmente intensa na região, atrapalha os técnicos do Inpe. No mês de maio, ela impediu que 32% do território amazônico fosse avistado. O instituto espacial sempre ressalva que seu sistema de avaliação mensal do desmatamento não é voltado à aferição precisa de áreas, mas mais focado na emissão de alertas para que as autoridades ambientais possam verificar focos de derrubada de mata em terra.
Mato Grosso é motivo de preocupação por causa da alta no desmatamento registrada ali desde março. O governo federal reforçou a fiscalização na região. A secretaria do Meio Ambiente do estado chegou a divulgar nota, no fim de maio, afirmando que a situação no estado retornou a patamares considerados “normais”.
Madeira derrubada ilegalmente é apreendida no norte de Mato Grosso. (Foto: Divulgação/Ibama)Madeira derrubada ilegalmente é apreendida no norte de Mato Grosso. (Foto: Divulgação/Ibama)
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Produção em área de preservação é 'inaceitável', diz ministra

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Izabella Teixeira pediu ajuste no Código Florestal aprovado pela Câmara.
Ministra do Meio Ambiente participou de audiência em comissão do Senado.


A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, debate o Código Florestal no Senado (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira,
debate o Código Florestal no Senado.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou nesta quinta-feira (30), durante audiência pública conjunta das comissões de Agricultura e de Meio Ambiente do Senado sobre o Código Florestal, que a manutenção da atividade agrícola em áreas de preservação permanente (APP) induz ao desmatamento e é “inaceitável”.
“A proposta enseja o fim das APPs nas propriedades rurais. Isso é inaceitável. A APP é quem assegura a água e o solo. Sem isso não há produção sustentável. APP é vida”, disse a ministra.
O texto aprovado pela Câmara em 25 de maio traz uma emenda, a 164, que permitiria a produção em APPs. A emenda divide entre União e estados a responsabilidade de criar regras sobre a produção agrícola em áreas de preservação permanente já ocupadas.
As APPs são locais como margens de rios, topos de morros e encostas considerados frágeis e que por isso devem ter a vegetação original protegida. “Precisamos ter uma visão estratégica sobre isso, sobre as APPs”, disse a ministra.
Izabella Teixeira também disse ser contra a anistia a desmatadores. “Não concordamos com a anistia [a desmatadores]. Quem cumpriu a lei não pode ser colocado no mesmo patamar de quem não cumpriu”, afirmou.“Quem cumpriu a lei tem que ter seu benefício. Quem não cumpriu deve ser punido”, concluiu.
Para a ministra, os produtores que respeitaram as regras devem ser beneficiados pelas políticas do governo, mas os agricultores que desrespeitaram a lei e desmataram devem ter a oportunidade de regularizar sua situação de acordo com os mecanismos a serem previstos em lei.
Negociação
A ministra disse aos senadores que, no projeto do Código Florestal aprovado pela Câmar,a a situação está “desbalanceada” e pediu alguns ajustes. Ela disse que o governo deseja promover no Senado um debate “sem exagero e sem fundamentalismo, com a visão objetiva de que para produzir é preciso meio ambiente”.
Segundo ela, é uma “bobagem” a divisão entre ruralistas e ambientalistas. A ministra afirmou que o objetivo do governo é buscar o consenso no Senado e aprovar o código com os ajustes necessários.
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Até 60% da madeira tirada da Amazônia é desperdiçada, diz MMA

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Ministério do Meio Ambiente pede mais eficiência das madeireiras.
Por ano, 17 milhões de árvores da região são beneficiadas em serrarias.


Um representante do ministério do Meio Ambiente pediu nesta quarta-feira (29) que empresários do setor madeireiro reduzam o desperdício no beneficiamento de madeira extraída da floresta amazônica, com perda de até 60% do total da tora durante o processo de serragem.



Durante evento que divulgou balanço do programa ‘Madeira é Legal’, liderado pelo governo paulista e organizações ligadas à construção civil no estado, Hélio Pereira, gerente do Programa Nacional de Florestas do MMA, afirmou que a perda durante o beneficiamento das toras é alta. O processo é necessário para se chegar ao produto serrado, matéria-prima para construtoras.
Pereira disse que o combate ao desperdício poderia reduzir a derrubada de árvores voltada para abastecer o mercado interno e externo de madeira. 
Por ano, 17 milhões de metros cúbicos de árvores (cerca de 17 milhões de exemplares de diversas espécies) são retirados da região de floresta. No estado de São Paulo, que consome 15% do total vindo da Amazônia, a perda durante o beneficiamento chega a um milhão de toras.
“É necessária uma conscientização do consumidor e do madeireiro. Este último deveria se preocupar mais com o grau de tecnologia em sua empresa para combater o desperdício”, afirmou.
Replantio
Ainda segundo ele, devido ao aquecimento da economia nacional e, consequentemente, aumento da demanda por madeira, será necessário investir em mais áreas de florestas plantadas. O objetivo é evitar o aumento da derrubada de árvores, que poderia afetar políticas nacionais voltadas ao combate do desmatamento e à redução de emissões de CO2.
“Hoje temos 6,3 milhões de hectares de florestas plantadas (63 mil km², uma área que é quase três vezes o tamanho do estado do Sergipe) com destinação definida, como produção de papel e celulose. Mas ao longo dos próximos dez anos, devido às oportunidades e demandas, será necessário aumentar em três vezes essa área de plantio. Espaço nós temos, que são os locais onde a floresta já foi degradada. Somente assim não será necessário derrubar mais mata nativa”, disse Pereira.
De acordo com Dimitrius Palegogos, vice-presidente do Sindicato do Comércio Atacadista de Madeiras do Estado de São Paulo (Sindimasp), o desperdício é necessário, entretanto ele fica apenas na ‘teoria’. “Acaba acontecendo (o desperdício), mas essa madeira ‘perdida’ é reaproveitada em subprodutos voltados ao setor de energia, por exemplo”, disse.
Madeira LegalPalegogos e outros representantes divulgaram no encontro o balanço de dois anos do programa “Madeira é Legal”, iniciativa da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA) que combate em São Paulo a venda de madeira extraída de forma ilegal na Amazônia.
Madeiras encontradas em estabelecimento durante operação feita pela Polícia Ambiental de São Paulo (Foto: Divulgação/Polícia Ambiental de SP)Madeiras encontradas em estabelecimento durante operação feita pela Polícia Ambiental de São Paulo no início de junho, dentro do programa "Madeira Legal" (Foto: Divulgação/Polícia Ambiental de SP)
Criado em 2009, o sistema conta com 300 madeireiras cadastradas, além de fiscalização reforçada pela polícia nas serrarias e nas estradas que cortam o estado, evitando o transporte clandestino. “Nesses dois anos, houve uma redução de aproximadamente 70% nos flagrantes de venda e transporte ilegais”, disse Palegogos.
Uma das formas de aumentar a participação das empresas no programa foi obrigar o governo do estado e as prefeituras a comprar matéria-prima somente de quem cumprisse requisitos do “Madeira Legal”.  “Alguns municípios criaram legislações voltadas para isso”, disse Carlos Eduardo Beduschi, do Departamento de Desenvolvimento Sustentável da SEMA.
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