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Área atingida por queimadas no DF cresce 255% em relação a 2010

.. domingo, 18 de setembro de 2011

Em 2010, foram 9 mil hectares; este ano, aproximadamente 32 mil.
Em apenas uma semana, fogo devastou 21 mil hectares, diz bombeiro.


As queimadas registradas no Distrito Federal entre o dia 16 de maio deste ano, data do primeiro incêndio na estação de seca, até esta quinta-feira (15) destruíram uma área de 32 mil hectares de cerrado, segundo o Corpo de Bombeiros. A área destruída é 255,5% maior que a afetada por incêndios no ano passado, quando 9 mil hectares d ecerrado foram queimados.
Imagens de satélite mostram áreas queimadas na Floresta Nacional, área da Aeronáutica, Fazenda Água Limpa e Estação Águas Emendadas (no sentido horário, a partir da foto superior esquerda) (Foto: Divulgação)Imagens de satélite mostram áreas queimadas na Floresta Nacional, área da Aeronáutica, Fazenda Água Limpa e Estação Águas Emendadas (no sentido horário, a partir da foto superior esquerda) (Foto: Divulgação)
De acordo com os bombeiros, a devastação deste ano se intensificou após o dia 7 de setembro, quando as grandes queimadas começaram a acontecer. Em uma semana, aproximadamente 21 mil hectares foram perdidos.
Os bombeiros dividiram os incêndios de grande porte em duas áreas. Um delas, onde o fogo alcançou 15 mil hectares, é formada pela região da Base Aérea, Jardim Botânico, Fazenda Água Limpa e Reserva do IBGE.
A Floresta Nacional de Brasília (Flona) foi outra área bastante afetada. Entre os dias 8 e 13 de setembro, teve 6 mil hectares devastados.
Para o major Mauro Sérgio, do Corpo de Bombeiros, o aumento no alcance das queimadas não se deve à falta de equipamentos, homens ou planejamento. “Com a temperatura alta, umidade baixa e ventos fortes, a propagação foi muito rápida. Essas são ocorrências muito difíceis de combater, a vegetação queima muito rápido.”
De acordo com o major, o trabalho de prevenção é feito com a realização de aceros (queimada controlada) e divulgação de informação entre a população que mora em áreas próximas às unidades de preservação. Segundo ele, porém, o trabalho precisa ser intensificado.
“Fala-se em combustão espontânea, o fenômeno existe, mas é bastante raro. Verificamos que o fogo geralmente é causado pelo homem, de forma acidental ou não.”
Reforço de equipamentos
O Corpo de Bombeiros já se prepara para a seca de 2012 com a compra de duas aeronaves Air Tracktor 802F. Vindas dos Estados Unidos, elas foram customizadas paras as demandas de combate a incêndios no DF e custaram US$ 1,9 milhão cada. A primeira já está no hangar da corporação; a segunda está prevista para chegar em novembro.
O modelo, que atinge velocidade de até 250 km/h, pode carregar 3,1 mil litros de água e voar ininterruptamente por até sete horas. O major Helon Florindo contou que pistas de terra com cacimbas d’água serão construídas em pontos considerados críticos, como o Parque Nacional e a Reserva do IBGE.
“Com os aviões, o DF vai estar todo coberto com voos de até cinco minutos. Com isso, a possibilidade de grandes incêndios como os que vimos este ano vão diminuir muito”, falou o sargento Florindo.
Atualmente, os bombeiros trabalham com dois aviões de monitoramento que sobrevoam o Distrito Federal e avisam as equipes em terra dos focos de incêndio. O fogo é combatido por terra. Dois helicópteros auxiliam no transporte dos militares. Há ainda uma avião equipado com UTI móvel.
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Macaco foge de parque e resgate chega ao terceiro dia no Recife

.. quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Chico, como é chamado, tem 17 anos e escapou nesta segunda-feira (12).
Grupo de veterinários, bombeiros e policiais ambientais tentam recapturá-lo.


Macaco-prego Chico fugiu de parque na segunda-feira, no Recife (Foto: Reprodução/TV Globo Nordeste)Macaco-prego Chico fugiu de parque na segunda, no
Recife.
O macaco-prego conhecido como Chico, 17 anos, está mobilizando policiais ambientais, bombeiros e veterinários de vários órgãos e instituições desde que fugiu do Parque 13 de Maio, na tarde desta segunda-feira (12), na região central do Recife. Dócil, esta é a primeira vez que o animal fugiu do cativeiro.
O risco da operação de resgate é a proximidade do "esconderijo" escolhido por Chico após a fuga. Ele está no telhado de um galpão, perto da copa de uma árvore, que tem aproximadamente seis metros de altura. É pelo meio desta árvore que passa a fiação elétrica da Rua do Sossego.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a corporação está aguardando orientações dos veterinários do parque para resgatar o animal, que fica arisco e mais agitado quando as pessoas se aproximam dele. Os funcionários do parque, que tinham mais contato com Chico estão na linha de frente para tentar chamar a atenção do macaco-prego.
Macaco Chico come banana com sedativo após fuga no Recife (Foto: Reprodução/TV Globo Nordeste)Macaco Chico come banana com sedativo após fuga
no Recife.
De acordo com a Secretaria de Serviços Públicos da capital pernambucana, responsável pelo parque, dois veterinários estão alimentando o macaco-prego com frutas com sedativos, mas ele parece que está recusando a maior parte destes alimentos, ficando pouco sonolento, o que impossibilita uma ação mais contundente para capturá-lo.
Os bombeiros informaram que a astúcia típica do macaco-prego dificulta ainda mais a ação de resgate. Moradores da Rua do Sossego também tentam ajudar oferecendo bananas para Chico, mas ele não sai da copa da árvore.
A prefeitura informou que pediu o desligamento da energia elétrica da rua para que a vida do animal não seja colocada em risco. A estratégia de sedá-lo por dardos chegou a ser cogitada, mas descartada em seguida por conta do risco de o macaco-prego cair sobre a fiação elétrica.
Também participam da operação de resgate veterinários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Universidade Federal Rural de Pernambuco e de zoológicos da capital pernambucana.
Xará mineiro
Em 2007, outro macaco-prego e também chamado Chico, movimentou a cidade Uberaba (MG). Ele vivia no Parque da Mata do Ipê e chegou a atacar cerca de 40 pessoas. Em um dos ataques, ele chegou a arrancar o pedaço de orelha de uma mulher.
Além dos ataques aos visitantes do parque, Chico tinha o hábito de pegar chaves, celulares e bebidas alcoólicas das pessoas.
O Chico mineiro morreu em Araxá (MG), após ser transferido para outro parque ambiental.
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Cientistas pedem 'cinturões verdes' para proteger florestas primárias

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Biodiversidade em regiões tropicais nunca se recupera após degradação.
Artigo com brasileiro co-autor será publicado na Nature nesta quinta-feira.


Estudo que será publicado nesta quinta-feira (15) na revista "Nature" alerta sobre a necessidade de se criar mais áreas de proteção a florestas tropicais primárias (aquelas que não sofreram degradação e são praticamente intactas), no intuito de preservar a biodiversidade local.
De acordo com o documento, elaborado por 11 pesquisadores, entre eles o brasileiro Carlos Peres, que é docente da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, o impacto do ser humano tem reduzido o valor da biodiversidade.
A rápida conversão da floresta tropical em áreas destinadas à agricultura, produção de madeira e outros usos fazem com que a vegetação não se regenere mais, extinguindo espécies de animais residentes nessas localidades.
A pesquisa reuniu informações de 28 países, incluindo dados de desmatamento na região da Amazônia brasileira. Foram feitas 2.220 comparações em 92 tipos de paisagens diferentes. Apesar da conhecida devastação do maior bioma do país, com dados divulgados pelo ministério do Meio Ambiente, os cientistas constataram que a cobertura florestal da Ásia é a que mais perde com a exploração humana.
Alta densidade demográfica
“A mudança do uso do solo nesta região e sua degradação ocorrem principalmente pela alta densidade demográfica. Tem muita gente. Além disso, as florestas são muito antigas e os bichos sensíveis a essas alterações. Em países como Indonésia e Malásia são produzidos o óleo de palma para o mundo inteiro nessas áreas devastadas”, disse Carlos Peres.
As aves são as principais espécies afetadas por essas mudanças, afirma o estudo, principalmente quando o solo é utilizado para agricultura. Já as queimadas afetam a recomposição vegetal.
Outro ponto citado no artigo é que a abertura de estradas florestais facilitaria a migração humana para fronteiras da mata nativa, desencadeando a exploração madeireira ilegal. Ambientalistas brasileiros temem esta possibilidade em uma região que compreende os estados do Mato Grosso e Pará, em decorrência da construção da BR-163, estrada federal que liga Cuiabá a Santarém e que corta uma grande área da Amazônia.
Foco de incêndio em área da floresta amazônica que está em regeneração. Desde o começo do ano, Pará registrou 4.039 focos de queimada, segundo o Inpe (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)Foco de incêndio em área da floresta amazônica que está em regeneração no Pará. Degradação de vegetação primária em áreas tropicais afeta a biodiversidade. Solução é criar cinturões de proteção, sem reduzi-la posteriormente por interesses econômicos.
Impacto no Brasil
Segundo Peres, o processo de perturbação na Amazônia, pela derrubada e aumento da caça, afeta sistemas naturais da floresta que podem impactar no cotidiano de outras regiões.
"Apesar de falarem que o bioma perdeu apenas de 18% de seu total, há estragos que não são constatados. Essa penetração no interior da floresta quebra o ciclo de preservação. Com as secas constantes que têm sido registradas, se perde biomassa e o processo de evapotranspiração (forma pela qual a água da superfície terrestre passa para a atmosfera no estado de vapor). Tais fatos reduzem as chuvas, que alimentam boa parte do Brasil”, diz o pesquisador.
“Se colocar na ponta do lápis e quantificar os serviços ambientais da Amazônia e suas bacias hidrológicas, os contribuintes brasileiros não conseguiriam pagar nunca. Mas como é tudo de graça, ninguém liga para o que está ocorrendo”, complementa.
De acordo com Peres, é importante “cercar” as áreas protegidas constituindo unidades de conservação para “segurar” a degradação por prazo indeterminado. “O que não se pode fazer é reduzir os níveis de proteção em razão de interesses econômicos”, disse.
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Suspeito de tráfico de animais é preso com 141 filhotes de papagaio em MS

.. segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Aves, sem penas ainda, estavam em caixas no porta-malas de um veículo.
Suspeito foi multado em R$ 70,5 mil e autuado pelo crime ambiental.



Suspeito de tráfico de animais é preso com 141 filhotes de papagaio em MS (Foto: Divulgação/PM)Filhotes de papagaio ainda não têm nem penas
A Polícia Militar do distrito de Casa Verde, município de Nova Andradina, região leste de Mato Grosso do Sul, prendeu na manhã deste sábado (10), em uma estrada vicinal, um homem de 24 anos que transportava ilegalmente 141 filhotes de papagaio. As aves, sem penas ainda, estavam em caixas no porta-malas de um veículo. Um filhote foi encontrado morto.
Segundo a PM, o suspeito de tráfico de animais disse que comprou as aves por R$ 30 cada uma e que pretendia vendê-las em São Paulo. Após o flagrante, o homem foi autuado pela Polícia Militar Ambiental (PMA), que aplicou a multa de R$ 500 por animal, totalizando R$ 70,5 mil, pelo crime ambiental.
Suspeito de tráfico de animais é preso com 141 filhotes de papagaio em MS (Foto: Marcos Donzeli/Nova Notícias)Filhotes estavam sendo em caixas no porta-malas
de um carro.
Os animais foram recolhidos e transferidos para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), de Campo Grande. O suspeito foi preso e encaminhado a Delegacia de Polícia Civil da cidade, onde foi autuado. Segundo a polícia, ele já foi preso outras vezes pelo mesmo crime ambiental.
Apreensões
De acordo com a PMA, os últimos quatro meses do ano representam um período crítico para o combate ao tráfico de filhotes de papagaio, já que a reprodução das aves ocorre justamente entre setembro e dezembro. Neste período, a unidade revela que reforça o trabalho preventivo nas propriedades rurais.

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Jacaré é abandonado em terreno em Ribeirão Preto

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Moradores viram quando uma pessoa que estava em carro jogou animal.
Biólogo afirma que bicho está ferido; jacaré corre risco de morte.


Jacaré abandonado (Foto: Reprodução/EPTV)Bombeiro resgata jacaré de terreno em Ribeirão
Preto neste sábado.
Um jacaré com cerca de 80 centímetros foi abandonado em um terreno baldio na Rua Bragança Paulista, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, na tarde deste sábado (10). Segundo moradores, uma pessoa que estava em um carro jogou o réptil e foi embora. O Corpo de Bombeiros foi chamado e resgatou o animal, que estava em uma caixa de papelão.
O bicho foi encaminhado para o Bosque Municipal Fábio Barreto, onde passa por avaliação. Ele tem um afundamento na cabeça e um corte profundo no pescoço, de acordo com o biólogo Pedro Favaretto. O jacaré corre risco de morte. Os responsáveis pelo abandono e maus-tratos de animais silvestres podem ser multados e responder na Justiça por crime ambiental. A pena pode chegar a um ano de prisão.
 
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ONG espalha 1.600 bonecos de urso-panda em praça da Suíça

.. sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Ação foi homenagem de ambientalistas aos 50 anos da organização WWF.
Feitos artesanalmente, 'ursos' chamaram a atenção nesta sexta-feira.


Moradores de Genebra, na Suíça, foram surpreendidos nesta sexta-feira (2) ao encontrarem em uma praça da cidade cerca de 1.600 bonecos de ursos-panda, feitos artesanalmente.
Os "animais" foram distribuídos por diversas partes do local e atraíram a atenção de quem passava pelo parque, principalmente a das crianças, que corriam ao redor dos bonecos.
A surpresa é uma homenagem feita por membros da organização ambiental WWF, que tem o urso-panda como logotipo, em comemoração aos 50 anos da instituição completados em 2011.
panda wwf (Foto: Sebastien Feval/AFP)Os bonecos de urso-panda em praça de Genebra, na Suíça, foi homenagem à organização ambiental WWF, que no logotipo um animal da espécie e completa 50 anos em 2011.
panda2 (Foto: Sebastien Feval/AFP)As crianças foram as que mais se divertiram com os bonecos nesta sexta-feira
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Zoo da Austrália registra nascimento de macaco de espécie rara

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Filhote fez sua primeira aparição nesta quinta-feira (1º), em Sydney.
Atualmente existem no mundo apenas 1.000 exemplares desta espécie.


Tam Dao, um filhote de macaco da espécie Trachypithecus francoisi com duas semanas de vida, fez sua primeira aparição nesta quinta-feira (1º) no zoológico de Taronga, em Sydney,Austrália. É o segundo exemplar da espécie que nasce em cativeiro neste zoológico.
O filhote aproveitou o dia abraçado à mãe, Meili. A espécie Trachypithecus francoisi é proveniente de partes da China e do Vietnã. Sua alimentação é basicamente de folhas. De acordo com um comunicado do zoo de Sydney, atualmente existem apenas 1.000 espécimes deste macaco distribuídos pelo mundo.
macaco1 (Foto: Daniel Munoz/Reuters)Tam Dao, macaco da espécie Trachypithecus francoisi que tem duas semanas de vida, não desgrudou da mãe nesta quinta-feira.
macaco2 (Foto: Daniel Munoz/Reuters)O zoológico de Sydney divulgou comunicado informando que era o segundo nascimento da espécie no local. Além disso, foi divulgado que existem atualmente no mundo apenas 1.000 exemplares do animal.
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