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Animal marinho anda como os humanos, diz pesquisa

.. quinta-feira, 10 de maio de 2012

Apesar de não ter cérebro, estrela-quebradiça se move de forma simétrica. Mecanismo depende de um ponto central para criar o movimento.


Um biólogo da Universidade Brown, em Providence, nos Estados Unidos, descobriu que um tipo de animal marinho, conhecido como ofiuroide e popularmente chamado de estrela-quebradiça, se locomove de forma semelhante aos humanos. Os resultados foram publicados na revista científica “Journal of Experimental Biology”, nesta quinta-feira (10).
Ao estudar esses animais marinhos, que possuem cinco braços bem finos, longos e frágeis, o biólogo evolucionista Henry Astley, observou que, apesar da espécie não ter cérebro, ela consegue se mover de forma simétrica, assim como fazem os humanos.
A estrela-quebradiça não se move como a maioria dos animais. Ele simplesmente designa outro de seus cinco membros como sua nova frente e continua avançando. (Foto: Henry Astley/Universidade Brown)A estrela-quebradiça não se move como a maioria dos animais. Ela simplesmente designa outro de seus cinco membros como sua nova frente e continua avançando.
O endoesqueleto dos ofiuroides é composto por minúsculos ossos de carbonato de cálcio, fundidos no disco central e articulados entre si nos braços. Essa composição faz com que as braços se desintegrem com facilidade, por isso o nome de “estrelas quebradiças”.
Muitos animais e os humanos são bilateralmente simétricos, isto é, o corpo é dividido em metades correspondentes, a partir de uma linha no centro, que é o que dá a sensação de equilíbrio. Em contraste, os ofiuroides têm cinco lados simétricos, mas mostraram poder se locomover como os que possuem apenas duas metades.
Enquanto os humanos precisam mover seus corpos para mudar de direção, os ofiuroides escolhem outro braço como “comandante” e criam o movimento. “Com eles é assim: agora essa é a frente. Eu não preciso rodar meu corpo para fazer um outro movimento”, diz Astley.
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Vistos do alto, deltas de rios viram 'arte moderna'

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Imagens feitas por satélite de estuários mais parecem obras de pintores contemporâneos.


Algumas destas imagens mais parecem obras de arte de pintores modernos, mas elas são fotografias, tiradas de satélite, do delta de diversos rios famosos no mundo. Vistos do espaço, esses rios também lembram veias de sangue, que cruzam diversos continentes até chegarem ao mar.
Cerca de 500 milhões de pessoas moram ao redor destes famosos rios - ou uma em cada 15 no planeta.
Delta do estuário Betsiboka, em Madagascar (Foto: SPL/Barcroft Media/BBC)Delta do estuário Betsiboka, em Madagascar 
"Estas imagens mostram a variedade de formatos dos deltas dos rios", diz Helene Burningham, da University College London, especialista em geografia física.
"Os deltas oferecem uma série de ambientes valiosos, como terras alagadas que geram ecossistemas", diz a especialista.
"O delta do rio Ganges-Brahmaputra se estende por vastas áreas do sul de Bangladesh e do leste da Índia, e é uma das regiões mais populosas do mundo".
Imagem de satélite do rio Colorado, no México (Foto: SPL/Barcroft Media/BBC)Imagem de satélite do rio Colorado, no México 
Mas ela destaca que o grande acúmulo de povoados ao redor de alguns destes deltas é perigoso, já que estes vilarejos e cidades passam a ser suscetíveis a inundações. Erosão e aquecimento global também são ameaças constantes nessas paisagens, que vistas de satélites não parecem tão perigosas assim.
Delta do rio Ganges, em Bangladesh (Foto: SPL/Barcroft Media/BBC)Delta do rio Ganges, em Bangladesh
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Pesquisadores se vestem de panda e ajudam ursos a se adaptar à natureza

.. sábado, 5 de maio de 2012

Cena foi registrada em centro de pesquisa de Sichuan, na China. Dois espécimes de panda passam por processo de adaptação.


Pesquisadores do Centro de Conservação de pandas gigantes, que funciona em Sichuan, naChina, se vestiram nesta quinta-feira (3) de urso panda durante processo de introdução à natureza de dois exemplares de ursos.
De acordo com a agência Reuters, Tao Tao, um espécime de 21 meses, e sua mãe, Cao Cao, foram levados em caixotes para uma área maior, porém com terreno mais íngrime e altitude superior. As características do local fazem parte do treinamento de introdução desses mamíferos à vida selvagem. O centro chinês é conhecido por reproduzir pandas em cativeiro.
Já as roupas especiais, vestidas pelos pesquisadores, são uma forma de evitar a influência humana durante o processo de adaptação. De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na tradução do inglês), os ursos pandas estão ameaçados de extinção.
Pesquisadores carregam caixote com o urso panda Tao Tao, de 21 meses, que participa de processo de reintrodução da espécie na natureza.  (Foto: Reuters/China Daily)Pesquisadores carregam caixote com o urso panda Tao Tao, de 21 meses, que participa de processo de reintrodução da espécie na natureza. 
Tao Tao, que sai da caixa nesta imagem, foi colocado junto com sua mãe, a panda Cao Cao, em uma nova área em Sichuan, na China. (Foto: Reuters/China Daily)Tao Tao, que sai da caixa nesta imagem, foi colocado junto com sua mãe, a panda Cao Cao, em uma nova área em Sichuan, na China.
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USP reúne em site 1.300 teses com soluções para uma 'economia verde'

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Trabalhos abordam temas debatidos na Rio+20, que acontece em junho. Coordenador do projeto diz que ciência tem que ser ouvida na discussão.


Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) disponibilizaram em um site mais de 1.300 dissertações e teses que abordam assuntos relacionados com a Rio+20, Cúpula da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre Desenvolvimento Sustentável.
O objetivo é facilitar o entendimento da sociedade civil sobre os temas debatidos na conferência, que deve reunir mais de 130 chefes de Estado em junho, no Rio de Janeiro, para tratar de políticas sociais, econômicas e ambientais.
O projeto batizado de “USP Rio+20” expõe ao público documentos que tratam de temas como biodiversidade, mudanças climáticas, Agenda 21 e governança ambiental, além de economia verde, principal tema de negociação entre os 190 países ligados às Nações Unidas. Os estudos foram feitos entre 1992, época da Rio 92, e setembro de 2011.
De acordo com Wagner Costa Ribeiro, professor titular do departamento de geografia da USP e um dos coordenadores do projeto USP Rio+20, os trabalhos apresentam possíveis alternativas que podem ser aplicadas pelo poder público e que analisam as condições ambientais do planeta.
“A grande missão da Rio+20 é arrumar os erros que cometemos no século passado. Diante disso, os trabalhos oferecem diagnósticos detalhados de várias partes do Brasil, com análises sobre o que é possível modificar nessas regiões”, explica o professor.
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Nova Zelândia tenta reduzir gás metano em flatulência de ovelhas

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País investe R$ 77 milhões em pesquisas na área.
Animais são responsáveis por 18% das emissões de gases do efeito estufa.


Para reduzir as emissões de CO2 atribuídas ao gado, cientistas neozelandeses estudam uma maneira de purificar as flatulências das ovelhas, suprimindo o metano que os ovinos expelem para a atmosfera.

Os cientistas tentam principalmente compreender por que algumas espécies poluem mais do que outras e se alguns regimes alimentares são mais ecológicos.
"O aumento da atenção para a mudança climática e as novas tecnologias nos permitem esperar conseguir o que antes era impossível", explicou Peter Janssen do Centro de Pesquisas sobre o Gás com Efeito Estufa de origem agrícola.
Num laboratório de Palmerston North, na ilha do Norte do arquipélago neozelandês, os animais são fechados um por um, durante dois dias, em caixas herméticas onde há filtros que medem a frequência de suas flatulências e seus conteúdos.
Laboratório mede os gases emitidos pela flatulência das ovelhas (Foto: AFP/Neil Sands)Laboratório mede os gases emitidos pela flatulência das ovelhas 
Os cientistas esperam, graças à genética, elaborar uma vacina que impedirá os ruminantes de gerar gás metano (CH4), uma hipótese possível dentro dos próximos 15 anos.
"Agora podemos identificar esses organismos e designá-los especificamente para trabalhar em vacinas a partir de moléculas inibidoras que atacam apenas os micróbios que produzem o metano", explicou Peter Janssen.
Os ruminantes digerem seus alimentos parcialmente, fazendo-os fermentar no estômago antes de devolvê-lo -- junto com uma importante quantidade de metano -- para poder mastigá-lo mais facilmente.
As Nações Unidas estimam que 18% das emissões com efeito estufa no mundo se devam aos animais de gado. Mas a proporção é claramente mais elevada -- da ordem de 50% -- na Nova Zelândia, onde pastam 35 milhões de ovelhas e oito milhões de vacas.
Investimento
O arquipélago investe 50 milhões de dólares neozelandeses (em torno de R$ 77 milhões) em um programa de redução das emissões poluentes de origem agrícola.
Os agricultores, antes alheios aos problemas ecológicos, agora estão associados a estes trabalhos.
Em 2003, o governo criou um imposto para favorecer a investigação científica, mas teve de voltar atrás ante a pressão dos agricultores denunciando "o imposto dos peidos" (apesar de 90% das emissões, na realidade, serem oriundas de arrotos).
"Nem mesmo o grande público havia compreendido. Na Nova Zelândia é provavelmente correto dizer que somos céticos em relação à mudança climática", admitiu Rick Pridmore, diretor de desenvolvimento sustentável da Federação de Produtores de Leite.
"Mas isso mudou nos últimos cinco anos. Acho que agora os agricultores chegaram a um acordo", acrescentou.
A vacina pesquisada poderá melhorar as capacidades digestivas dos animais, e reduzir assim suas rações alimentares.
O metano (CH4) é emitido pelas zonas úmidas, a extração do carvão, a indústria do gás e do petróleo, as flatulências dos ruminantes e a decomposição dos dejetos orgânicos nos lixões.
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Pássaro caramancheiro 'cultiva' plantas para decorar seu ninho

.. segunda-feira, 23 de abril de 2012

Macho mantém o ambiente colorido para atrair as fêmeas.
É o primeiro registro de cultivo sem fins alimentícios no mundo animal.


Uma pesquisa publicada nesta segunda-feira (23) pela revista “Current Biology” registrou pela primeira vez no mundo animal o cultivo de plantas para um fim que não seja alimentar.

O caramancheiro é um pássaro nativo da Oceania com um hábito curioso. Os machos constroem verdadeiros ninhos de amor, decorados com plantas e frutas. Quanto mais colorido é o ambiente, mais atraente ele fica aos olhos da fêmea.
Como o nome já diz, o caramancheiro vive próximo a uma árvore chamada caramanchão. Nas regiões que o pássaro habita, outro tipo de planta cresce em volta, em maior número. Esta planta, da mesma família que a berinjela, tem flores roxas e frutas verdes, especialmente atrativas para as fêmeas.
Caramancheiro decora o ninho com frutas verdes (Foto: University of Exeter/Divulgação)Caramancheiro decora o ninho com frutas verdes
O estudo concluiu que os machos não escolhem o local em que estas plantas existem em maior quantidade. Na verdade, eles as cultivam.
Primeiro, eles colhem as frutas, mas depois de murchas, essas frutas são descartadas. Como o caramancheiro também retira a grama e pequenas ervas das redondezas, as condições ficam ideais para que a planta cresça – e mantenha o ninho bonito aos olhos da fêmea.
“Não achamos que os caramancheiros estejam cultivando estas plantas intencionalmente, mas esse acúmulo de objetos preferidos perto de um local de habitação é, seguramente, a forma como todo cultivo começa”, argumentou Joah Madden, líder do estudo, em material divulgado pela Universidade de Exeter, na Inglaterra.
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SP marca 3º leilão de créditos de carbono e prevê levantar 86% menos

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Queda prevista é de R$ 37 milhões para 5 milhões. Leilão será em junho. Segundo prefeitura, valor menor é reflexo da crise na Europa.


A Prefeitura de São Paulo e a BM&FBovespa marcaram para o próximo 12 de junho leilão público para a venda de 530 mil créditos de carbono obtidos pelo município graças a ações que reduziram o lançamento de gases de efeito estufa do Aterro Bandeirantes, um dos maiores da América Latina.
Segundo a Secretaria de Finanças, o valor estimado de arrecadação é de R$ 5 milhões. A estimativa é bastante inferior ao que foi obtido nos dois leilões anteriores que arrecadaram, respectivamente, R$ 34 milhões (em 2007) e R$ 37 milhões (em 2008). Os recursos obtidos são, obrigatoriamente, investidos em projetos ambientais nas áreas próximas aos aterros.
De acordo com o governo paulistano, o valor mais baixo é reflexo da crise econômica na Europa, já que participam no leilão apenas instituições privadas de países desenvolvidos que são membros do Protocolo de Kyoto.
O edital, disponibilizado no site da Bovespa, já pode ser consultado pelas empresas interessadas. Elas devem solicitar habilitação até 7 de maio e estar com documentos e requisitos aptos para os lances.
A prática do leilão de créditos de carbono está prevista dentro do chamado "Mecanismo de Desenvolvimento Limpo" (MDL), um dos instrumentos do Protocolo, criado em 1997 para diminuir a emissão de gases de efeito estufa no planeta.
Dentro de Kyoto, países desenvolvidos, como os europeus por exemplo, têm obrigação de reduzir suas emissões de gases estufa. Países em desenvolvimento, como o Brasil, não são obrigados. No entanto, o MDL prevê que esse segundo grupo possa criar projetos que contribuam para essas reduções, gerando "créditos". Esses créditos podem ser comprados por países desenvolvidos, para serem descontados de suas metas obrigatórias dentro do Protocolo.
Inicialmente, Kyoto expiraria no fim deste ano, mas foi prorrogado para um novo período que vale a partir de 2013 e expira em 2017, conforme decisão tomada na última Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP 17, realizada na África do Sul.
Imagem aérea do aterro dos Bandeirantes, em São Paulo, considerado um dos maiores da América Latina. (Foto: Divulgação/Loga)Imagem aérea do aterro dos Bandeirantes, em São Paulo, considerado um dos maiores da América Latina.
Negociações
São Paulo faz parte do mercado de carbono desde 2007, após implantar tecnologias limpas nos dois principais aterros da cidade, o Bandeirantes e o São João, que evitam a liberação de gases causadores de efeito estufa.
De acordo com a prefeitura, o Bandeirantes, por exemplo, localizado na Rodovia dos Bandeirantes, na altura do bairro de Perus, consegue diminuir o impacto do tratamento do lixo por meio de uma usina térmica, sistema que capta os gases liberados durante a combustão dos resíduos, transformando-os em energia elétrica.
Cada crédito equivale a uma tonelada de CO2 não emitida -- portanto, 530 mil toneladas de CO2 deixaram de ser liberados na atmosfera com o aterro, segundo a prefeitura.
Leilões anteriores
Créditos de carbono gerados por aterros de São Paulo já foram leiloados anteriormente. Em 2007, no primeiro leilão deste tipo no Brasil, foram negociados créditos correspondentes a 808.450 toneladas provenientes do Aterro dos Bandeirantes.
De acordo com a Bovespa, o banco europeu NV/SA arrematou o lote por 16,20 euros a tonelada, pagando à prefeitura o equivalente a R$ 34 milhões na época.
A segunda negociação ocorreu no ano seguinte, quando foram leiloadas 713 mil toneladas por 19,20 euros a tonelada de carbono. Neste caso, o município recebeu R$ 37 milhões, com um ágio de 35,21% em relação ao preço mínimo da tonelada, estipulada inicialmente em 14,20.
Como funciona?
Países que devem cumprir as normas impostas por meio do Protocolo de Kyoto, criado em 1997, devem participar do mercado de créditos de carbono.
Na prática, a compra das toneladas de CO2 significam uma "permissão" para liberar gases de efeito estufa por indústrias de nações desenvolvidas do Hemisfério Norte que não conseguem cumprir as metas impostas no protocolo.
O documento prevê a redução de emissões de gases em 5,2% entre 2008 e 2012, em relação aos níveis de 1990. O tratado não compreende os Estados Unidos, um dos principais poluidores, e não obriga ações imediatas de países em desenvolvimento, como China, Índia e Brasil. Mesmo assim, empresas nacionais e a BM&FBovespa criaram um mercado voluntário de créditos de carbono.
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