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Governo anuncia acordo para reduzir preços de hotéis durante Rio+20

.. quinta-feira, 17 de maio de 2012

Nota da Casa Civil informa que tarifas vão diminuir em pelo menos 25%. Acordo foi assinado entre ministérios, operadora e entidade de hotéis do RJ.


O governo federal anunciou nesta quarta (16) um acordo com o setor hoteleiro do Rio de Janeiro para reduzir em pelo menos 25% as tarifas de hospedagem em junho, durante o período da conferência Rio+20, sobre desenvolvimento sustentável.
Após uma série de reuniões, que começaram na semana passada, a Casa Civil da Presidência da República divulgou nota em que afirma que o acordo deverá garantir redução de 25% até 60% no custo da hospedagem.
O termo foi firmado entre a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (Abih-RJ), a agência operadora do evento, a Terramar, representantes de várias redes hoteleiras e o governo – representado pela Casa Civil e pelos ministérios da Justiça, das Relações Exteriores e do Turismo.
“A decisão do governo federal de intermediar as negociações veio após o conhecimento e divulgação nacional e internacional dos altos valores cobrados e também das exigências da compra de pacotes fechados, com número mínimo de diárias”, informa a nota.
Segundo a nota, o acordo prevê o fim do comissionamento cobrado pela operadora sobre as diárias das comitivas e da obrigatoriedade de compra de pacotes com diárias mínimas entre 12 e 19 de junho e entre 12 a 23 de junho.
"A extinção da cobrança da comissão, além de um desconto adicional concedido por vários hotéis, garantirá uma redução de 25% a 35% no valor das diárias. Além disso, o fim da venda dos pacotes fechados permitirá uma economia dos custos de estadia de 30% a 40%. Somadas, as medidas podem superar 60% de desconto em relação aos valores anteriormente praticados", informa a nota.
De acordo com a Casa Civil, as delegações que já efetuaram o pagamento das diárias receberão de volta os valores excedentes.
Segundo o governo, os hotéis concordaram em comercializar, a partir desta quinta (17), os apartamentos bloqueados e que ainda não foram vendidos.
Embratur
O presidente da Embratur, Flavio Dino, explicou que o custo total da hospedagem poderá ser reduzido em até 60% por conta da quebra dos pacotes.
Um cliente que fechou um pacote de, por exemplo, dez dias, mas que só poderá ficar cinco dias terá redução de 50% no custo da hospedagem. Isso porque, até o acordo de hoje, os hotéis só aceitavam trabalhar com pacotes fechados durante o período da conferência.
O desconto valerá para os participantes da Rio+20 que adquiriram pacotes com a operadora oficial, a Terramar, agência oficial contratada pelo Itamaraty para vender pacotes para delegações internacionais, por exemplo.
O acordo prevê também a quebra dos pacotes mínimos de sete dias. Os hotéis só aceitavam trabalhar com pacotes fechados durante o período da conferência, exigência que foi retirada a partir de agora, segundo Dino.

Com as medidas do acordo, o governo espera que os demais turistas – e não somente aqueles que negociaram com a Terramar – possam ser beneficiados pelo “efeito dominó”.
“Nós acreditamos num efeito dominó. Ou seja, por uma questão lógica, os hotéis que hoje estão concedendo descontos de 10%, 20%, alguns até mais, com segurança vão também para os demais consumidores transferir esse impacto positivo da redução das tarifas”, afirmou Dino.

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Brasil tem que 'assegurar resultado' da Rio+20, diz ministra do Ambiente

.. quinta-feira, 10 de maio de 2012

País preside conferência da ONU e tem o papel de mediar negociação. Embaixador reitera que Brasil não quer criação de 'agência ambiental'.


A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, destacou, nesta quinta-feira (10), que o Brasil, além de ser um bom anfitrião e defender seus interesses como um dos países envolvidos, tem que "assegurar resultado" na Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que o Rio de Janeiro sedia no próximo mês.
"Quem preside conferência tem que assegurar resultado. Isso é uma regra básica, porque você tem que fazer com que todos tenham engajamento, e que todos se vejam na declaração, naquilo que é o compromisso da conferência", disse a ministra. Ela lembrou como funciona uma negociação multilateral desse tipo, em que o documento final é aprovado por consenso de todos os países, e, por isso, precisa contemplar interesses muito distintos.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, durante evento realizado nesta quinta-feira (10) no Rio de Janeiro (Foto: Dennis Barbosa/G1)A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, durante evento realizado nesta quinta-feira (10) no Rio de Janeiro.
As negociações do rascunho do documento final da conferência, que vem ocorrendo desde o início do ano, mostraram a dificuldade de se chegar a um texto que agrade a todos.
A Organização das Nações Unidas (ONU) marcou para a semana entre 29 de maio e 2 de junho uma nova rodada de discussão para reduzir a quantidade de indefinições do documento antes do último debate no nível diplomático, que vai acontecer no Brasil de 13 a 15 de junho, noRio de Janeiro. Ela antecede o segmento de alto nível, que reúne chefes de Estado.
Pnuma
Uma das indefinições é a elevação da importância do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) para o nível de agência, como é a Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo. O Brasil se opõe, como explicou o negociador-chefe brasileiro, André Corrêa do Lago.
Embaixador brasileiro André Corrêa do Lago confirmou que o Brasil é contra a criação de uma agência ambiental da ONU. (Foto: Dennis Barbosa/G1)Embaixador brasileiro André Corrêa do Lago
confirmou que o Brasil é contra a criação de
uma agência ambiental da ONU.
Segundo ele, a criação de uma agência mundial de meio ambiente isolaria o tema das outras questões do desenvolvimento sustentável. "Há quarenta anos nas negociações ambientais, nós estamos integrando meio ambiente e desenvolvimento", disse.
O país apoia um fortalecimento do Pnuma, com maior injeção de recursos, mas sem que ganhe status de agência.

Para Corrêa do Lago, é compreensível que os países africanos, por exemplo, defendam que o Pnuma se tranforme em agência, pois isso valorizaria o único órgão da ONU sediado em seu continente.
Sobre a confirmação de que o presidente eleito da França, François Hollande, e o líder russo Vladimir Putin, virão à Rio+20, ao contrário da chanceler alemã Angela Merkel, o negociador-chefe brasileiro disse que isso mostra a importância da reunião.
"Nunca houve uma tendência de que os chefes de Estado não viessem. É uma conferência que todo mundo reconhece que é da maior importância, por isso que já estamos com mais de cem chefes de Estado confirmados".
Logística no Rio de Janeiro
Segundo a ministra Izabella Teixeira, o transporte e o deslocamento durante a conferência não deverão ser um problema, já que um esquema de logística foi desenhado para receber os participantes.
"Nós estamos assegurando isso, que as pessoas que virão ao Rio de Janeiro podem participar dos seus eventos, quem vai para os eventos oficiais, quem vai para os eventos da sociedade civil, quem vem participar dos debates específicos de desenvolvimento sustentável, tudo isso está sendo assegurado. Eu tenho plena convicção de que a cidade do Rio de Janeiro saberá receber todos que virão para a Rio+20", disse Izabella.
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Animal marinho anda como os humanos, diz pesquisa

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Apesar de não ter cérebro, estrela-quebradiça se move de forma simétrica. Mecanismo depende de um ponto central para criar o movimento.


Um biólogo da Universidade Brown, em Providence, nos Estados Unidos, descobriu que um tipo de animal marinho, conhecido como ofiuroide e popularmente chamado de estrela-quebradiça, se locomove de forma semelhante aos humanos. Os resultados foram publicados na revista científica “Journal of Experimental Biology”, nesta quinta-feira (10).
Ao estudar esses animais marinhos, que possuem cinco braços bem finos, longos e frágeis, o biólogo evolucionista Henry Astley, observou que, apesar da espécie não ter cérebro, ela consegue se mover de forma simétrica, assim como fazem os humanos.
A estrela-quebradiça não se move como a maioria dos animais. Ele simplesmente designa outro de seus cinco membros como sua nova frente e continua avançando. (Foto: Henry Astley/Universidade Brown)A estrela-quebradiça não se move como a maioria dos animais. Ela simplesmente designa outro de seus cinco membros como sua nova frente e continua avançando.
O endoesqueleto dos ofiuroides é composto por minúsculos ossos de carbonato de cálcio, fundidos no disco central e articulados entre si nos braços. Essa composição faz com que as braços se desintegrem com facilidade, por isso o nome de “estrelas quebradiças”.
Muitos animais e os humanos são bilateralmente simétricos, isto é, o corpo é dividido em metades correspondentes, a partir de uma linha no centro, que é o que dá a sensação de equilíbrio. Em contraste, os ofiuroides têm cinco lados simétricos, mas mostraram poder se locomover como os que possuem apenas duas metades.
Enquanto os humanos precisam mover seus corpos para mudar de direção, os ofiuroides escolhem outro braço como “comandante” e criam o movimento. “Com eles é assim: agora essa é a frente. Eu não preciso rodar meu corpo para fazer um outro movimento”, diz Astley.
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Vistos do alto, deltas de rios viram 'arte moderna'

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Imagens feitas por satélite de estuários mais parecem obras de pintores contemporâneos.


Algumas destas imagens mais parecem obras de arte de pintores modernos, mas elas são fotografias, tiradas de satélite, do delta de diversos rios famosos no mundo. Vistos do espaço, esses rios também lembram veias de sangue, que cruzam diversos continentes até chegarem ao mar.
Cerca de 500 milhões de pessoas moram ao redor destes famosos rios - ou uma em cada 15 no planeta.
Delta do estuário Betsiboka, em Madagascar (Foto: SPL/Barcroft Media/BBC)Delta do estuário Betsiboka, em Madagascar 
"Estas imagens mostram a variedade de formatos dos deltas dos rios", diz Helene Burningham, da University College London, especialista em geografia física.
"Os deltas oferecem uma série de ambientes valiosos, como terras alagadas que geram ecossistemas", diz a especialista.
"O delta do rio Ganges-Brahmaputra se estende por vastas áreas do sul de Bangladesh e do leste da Índia, e é uma das regiões mais populosas do mundo".
Imagem de satélite do rio Colorado, no México (Foto: SPL/Barcroft Media/BBC)Imagem de satélite do rio Colorado, no México 
Mas ela destaca que o grande acúmulo de povoados ao redor de alguns destes deltas é perigoso, já que estes vilarejos e cidades passam a ser suscetíveis a inundações. Erosão e aquecimento global também são ameaças constantes nessas paisagens, que vistas de satélites não parecem tão perigosas assim.
Delta do rio Ganges, em Bangladesh (Foto: SPL/Barcroft Media/BBC)Delta do rio Ganges, em Bangladesh
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Pesquisadores se vestem de panda e ajudam ursos a se adaptar à natureza

.. sábado, 5 de maio de 2012

Cena foi registrada em centro de pesquisa de Sichuan, na China. Dois espécimes de panda passam por processo de adaptação.


Pesquisadores do Centro de Conservação de pandas gigantes, que funciona em Sichuan, naChina, se vestiram nesta quinta-feira (3) de urso panda durante processo de introdução à natureza de dois exemplares de ursos.
De acordo com a agência Reuters, Tao Tao, um espécime de 21 meses, e sua mãe, Cao Cao, foram levados em caixotes para uma área maior, porém com terreno mais íngrime e altitude superior. As características do local fazem parte do treinamento de introdução desses mamíferos à vida selvagem. O centro chinês é conhecido por reproduzir pandas em cativeiro.
Já as roupas especiais, vestidas pelos pesquisadores, são uma forma de evitar a influência humana durante o processo de adaptação. De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na tradução do inglês), os ursos pandas estão ameaçados de extinção.
Pesquisadores carregam caixote com o urso panda Tao Tao, de 21 meses, que participa de processo de reintrodução da espécie na natureza.  (Foto: Reuters/China Daily)Pesquisadores carregam caixote com o urso panda Tao Tao, de 21 meses, que participa de processo de reintrodução da espécie na natureza. 
Tao Tao, que sai da caixa nesta imagem, foi colocado junto com sua mãe, a panda Cao Cao, em uma nova área em Sichuan, na China. (Foto: Reuters/China Daily)Tao Tao, que sai da caixa nesta imagem, foi colocado junto com sua mãe, a panda Cao Cao, em uma nova área em Sichuan, na China.
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USP reúne em site 1.300 teses com soluções para uma 'economia verde'

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Trabalhos abordam temas debatidos na Rio+20, que acontece em junho. Coordenador do projeto diz que ciência tem que ser ouvida na discussão.


Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) disponibilizaram em um site mais de 1.300 dissertações e teses que abordam assuntos relacionados com a Rio+20, Cúpula da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre Desenvolvimento Sustentável.
O objetivo é facilitar o entendimento da sociedade civil sobre os temas debatidos na conferência, que deve reunir mais de 130 chefes de Estado em junho, no Rio de Janeiro, para tratar de políticas sociais, econômicas e ambientais.
O projeto batizado de “USP Rio+20” expõe ao público documentos que tratam de temas como biodiversidade, mudanças climáticas, Agenda 21 e governança ambiental, além de economia verde, principal tema de negociação entre os 190 países ligados às Nações Unidas. Os estudos foram feitos entre 1992, época da Rio 92, e setembro de 2011.
De acordo com Wagner Costa Ribeiro, professor titular do departamento de geografia da USP e um dos coordenadores do projeto USP Rio+20, os trabalhos apresentam possíveis alternativas que podem ser aplicadas pelo poder público e que analisam as condições ambientais do planeta.
“A grande missão da Rio+20 é arrumar os erros que cometemos no século passado. Diante disso, os trabalhos oferecem diagnósticos detalhados de várias partes do Brasil, com análises sobre o que é possível modificar nessas regiões”, explica o professor.
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Nova Zelândia tenta reduzir gás metano em flatulência de ovelhas

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País investe R$ 77 milhões em pesquisas na área.
Animais são responsáveis por 18% das emissões de gases do efeito estufa.


Para reduzir as emissões de CO2 atribuídas ao gado, cientistas neozelandeses estudam uma maneira de purificar as flatulências das ovelhas, suprimindo o metano que os ovinos expelem para a atmosfera.

Os cientistas tentam principalmente compreender por que algumas espécies poluem mais do que outras e se alguns regimes alimentares são mais ecológicos.
"O aumento da atenção para a mudança climática e as novas tecnologias nos permitem esperar conseguir o que antes era impossível", explicou Peter Janssen do Centro de Pesquisas sobre o Gás com Efeito Estufa de origem agrícola.
Num laboratório de Palmerston North, na ilha do Norte do arquipélago neozelandês, os animais são fechados um por um, durante dois dias, em caixas herméticas onde há filtros que medem a frequência de suas flatulências e seus conteúdos.
Laboratório mede os gases emitidos pela flatulência das ovelhas (Foto: AFP/Neil Sands)Laboratório mede os gases emitidos pela flatulência das ovelhas 
Os cientistas esperam, graças à genética, elaborar uma vacina que impedirá os ruminantes de gerar gás metano (CH4), uma hipótese possível dentro dos próximos 15 anos.
"Agora podemos identificar esses organismos e designá-los especificamente para trabalhar em vacinas a partir de moléculas inibidoras que atacam apenas os micróbios que produzem o metano", explicou Peter Janssen.
Os ruminantes digerem seus alimentos parcialmente, fazendo-os fermentar no estômago antes de devolvê-lo -- junto com uma importante quantidade de metano -- para poder mastigá-lo mais facilmente.
As Nações Unidas estimam que 18% das emissões com efeito estufa no mundo se devam aos animais de gado. Mas a proporção é claramente mais elevada -- da ordem de 50% -- na Nova Zelândia, onde pastam 35 milhões de ovelhas e oito milhões de vacas.
Investimento
O arquipélago investe 50 milhões de dólares neozelandeses (em torno de R$ 77 milhões) em um programa de redução das emissões poluentes de origem agrícola.
Os agricultores, antes alheios aos problemas ecológicos, agora estão associados a estes trabalhos.
Em 2003, o governo criou um imposto para favorecer a investigação científica, mas teve de voltar atrás ante a pressão dos agricultores denunciando "o imposto dos peidos" (apesar de 90% das emissões, na realidade, serem oriundas de arrotos).
"Nem mesmo o grande público havia compreendido. Na Nova Zelândia é provavelmente correto dizer que somos céticos em relação à mudança climática", admitiu Rick Pridmore, diretor de desenvolvimento sustentável da Federação de Produtores de Leite.
"Mas isso mudou nos últimos cinco anos. Acho que agora os agricultores chegaram a um acordo", acrescentou.
A vacina pesquisada poderá melhorar as capacidades digestivas dos animais, e reduzir assim suas rações alimentares.
O metano (CH4) é emitido pelas zonas úmidas, a extração do carvão, a indústria do gás e do petróleo, as flatulências dos ruminantes e a decomposição dos dejetos orgânicos nos lixões.
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