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Macaco mandril cria ferramenta para pedicure no Reino Unido

.. sexta-feira, 22 de julho de 2011

Pesquisadores conseguiram filmar animal afinando galho para limpar sujeira acumulada debaixo da unha em zoológico britânico.


Pesquisadores da Universidade de Durham, na Grã-Bretanha, conseguiram filmar um macaco mandril manipulando um pequeno galho para construir uma ferramenta para tirar a sujeira debaixo de suas unhas.
Os cientistas acreditam que o feito, observado no zoológico de Chester, no centro da Grã-Bretanha, sugere que os macacos são capazes de usar ferramentas mais avançadas do que se pensava anteriormente.
O mandril fazendo o pé (Foto: BBC)O mandril fazendo o pé.













A gravação é parte de uma pesquisa publicada na última edição da revista científica 'Behavioural Processes'.
Os macacos mandris são a quinta espécie de primatas da família Cercopithecidae, também conhecidos como macacos do velho mundo, a ser observada modificando deliberadamente materiais para produzir ferramentas.
Outros primatas não-humanos como chimpanzés e orangotangos também são capazes de adaptar ferramentas para tarefas específicas.
Um exemplo bastante conhecido desse comportamento é a pesca de cupins entre os chimpanzés, na qual os animais desfiam folhas de grama para produzir uma espécie de vara de pesca com a qual cutucam os cupinzeiros para recolher os insetos.
Habilidade exclusiva
'Essa é uma habilidade que, até alguns anos atrás, se acreditava ser exclusiva dos humanos', diz o coordenador do estudo, Riccardo Pansini.
Segundo ele, as novas descobertas indicam que a inteligência dos macacos também pode ter sido subestimada.
'A diferença entre os macacos e os grandes primatas não é tão grande quanto pensávamos em termos de uso de ferramentas e modificações de materiais', disse Pansini à BBC.
O pesquisador conseguiu captar a imagem do mandril fazendo 'pedicure' durante um estudo sobre comportamento relacionado ao estresse entre os mandris de zoológicos.
O vídeo mostra um mandril macho manipulando um pequeno galho para torná-lo mais fino. Ele então usa o galho modificado para tirar a sujeira acumulada debaixo de suas unhas.
Sem surpresa
Apesar de Pansini se dizer animado com a descoberta, ele diz que não ficou totalmente surpreso com ela.
'Os mandris já foram vistos na natureza limpando seus ouvidos com ferramentas modificadas', disse ele à BBC. 'Acredita-se que isso os ajuda a prevenir infecções de ouvido e por isso pode ser um comportamento importante em termos de higiene', afirmou.
Ele acredita que a situação dos animais em cativeiro pode ter ajudado no desenvolvimento do comportamento observado.
'Os animais em cativeiro têm mais tempo para executar tarefas que não têm o objetivo de procurar comida ou copular', disse. 'Então nos zoológicos é possível ocasionalmente identificar comportamentos que são um pouco estranhos.'
'Na natureza, esse trabalho de pedicure seria considerado banal, mas a limpeza dos ouvidos com as mesmas ferramentas modificadas dá aos animais algum alívio para a dor em seus ouvidos', comenta Pansini.
'Então estamos observando o mesmo comportamento que é usado em tarefas bem importantes sendo adaptado para tarefas menos importantes', observa.
Para a bióloga Amanda Seed, da Universidade de St. Andrews, na Grã-Bretanha, as imagens não deixam claro se o mandril está deliberadamente modificando ou não o galho para a tarefa específica ou se tem um comportamento mais próximo a outras espécies que usam galhos para limpeza.
'Essas definições são sempre complicadas. É possível dizer que assim que um animal tira um galho de uma árvore, está modificando aquele galho', observa.
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Câmeras comprovam a existência das últimas onças-pintadas do ES

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Projeto monitora os nove animais restantes na Mata Atlântica no estado.
Conservação inclui proteção de espécies das quais os felinos se alimentam.


Câmeras instaladas no interior da Reserva Natural Vale, uma das poucas áreas de Mata Atlântica ainda preservadas no Espírito Santo, comprovaram a presença no local de um grupo de nove onças-pintadas, sendo três machos e seis fêmeas.
Os felinos são monitorados há cinco anos e a confirmação da existência de nove diferentes indivíduos é animadora e ao mesmo tempo preocupante: os pesquisadores afirmam que estes exemplares podem ser os últimos da espécie ainda presentes no estado.
Consideradas “indicadores de qualidade ambiental” por causa do grande espaço que demandam para circular e se alimentar, as onças-pintadas podem sofrer com a interferência humana ou mesmo desaparecer devido a falta de ações de conservação.
“Não sabemos a quantidade de onças-pintadas que existiam no estado antes. Entretanto, esses animais encontrados e classificados como população residente da reserva são os últimos existentes na Mata Atlântica no Espírito Santo”, afirmou Ana Carolina Srbek, bióloga e coordenadora do Projeto Felinos, que monitora as espécies presentes na reserva.
Onça-pintada é flagrada por câmera noturna na Reserva Natural da Vale, no Espírito Santo (Foto: Divulgação/Projeto Felinos)Onça-pintada é flagrada por câmera automática na Reserva Natural Vale, no Espírito Santo.
Genética
Ana Carolina e sua equipe capturaram imagens e identificaram os animais que vivem na área de floresta. Eles agora vão analisar a variabilidade genética das onças e organizar um conjunto de informações que pode ajudar na estruturação de planos para a proteção da espécie.
“Serão mostrados os primeiros indicativos de que a espécie está entrando em colapso, como ela tem se adaptado às mudanças naturais do clima, às doenças e também como está a sua alimentação. Quanto a isso, paralelamente é feito um trabalho de manutenção das populações de outros animais que fazem parte da cadeia alimentar das onças-pintadas”, disse a bióloga. Os primeiros dados começam a ser divulgados em setembro.
Segundo ela, projetos de conscientização são feitos com moradores próximos à reserva para combater ações de caça de animais como veados, cutias, pacas e quatis, que fazem parte do regime alimentar das onças-pintadas. “Se nada for feito, até 2100 esta espécie poderá ter desaparecido”, afirma Ana Carolina.
Em outra parte da reserva, câmera registra outro exemplar da espécie. Os nove animais são consideradas as últimas onças-pintadas que vivem em ambiente natural no Espírito Santo (Foto: Divulgação/Projeto Felinos)Em outra parte da reserva, câmera registra outro exemplar da espécie. Os nove animais são consideradas as últimas onças-pintadas que vivem em ambiente natural no Espírito Santo.
Preservação
A reserva, localizada em Linhares (ES) e pertencente à companhia Vale, faz parte de um sistema natural composto ainda pela Reserva Natural de Sooretama, administrada pelo Instituto Chico Mendes Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
A área tem cerca de 46 mil hectares de mata nativa (460 km²), um espaço maior que a Ilha de Santa Catarina, e representa 10% de toda cobertura original do bioma no Espírito Santo.
O local é cortado pela rodovia federal BR-101, que liga o Sul do país ao Nordeste. Com a estrada atravessando as duas reservas, com automóveis e caminhões em alta velocidade, existe o risco de os animais serem atropelados, diminuindo ainda mais a quantidade de espécimes no estado.
“O último caso de onça-pintada atropelada aconteceu em 2003. Mas sempre vai existir o risco de perda de animais se não existir uma solução palpável, como a implantação de redutores de velocidade nessa região”, aponta.
A Mata Atlântica é um dos biomas brasileiros que mais sofreu degradação, restando atualmente 7,5% da sua cobertura original. Segundo informações do Projeto Felinos, outros exemplares ainda não quantificados de onças-pintadas estão distribuídos por parques estaduais existentes em Minas Gerais, São Paulo e Paraná.
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Barco de pesca com 357 tubarões é encontrado nas Ilhas Galápagos

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Prática criminosa foi divulgada nesta sexta-feira pelo governo do Equador.
Matança seria a maior dos últimos anos e 26 pessoas foram detidas.


Uma operação realizada nas Ilhas Galápagos, a 1.000 km da costa do Equador, encontrou em uma embarcação 357 tubarões que foram pescados ilegalmente na área protegida. A apreensão seria a maior dos últimos anos e teria ocorrido na última quarta-feira (20), porém, divulgada pelas autoridades do país apenas nesta sexta-feira (22).
De acordo com Rosa León, porta-voz do parque, durante a ação policial foram detidas 26 pessoas consideradas responsáveis pela matança, entre elas dois menores de idade. Os detidos poderão ser condenados à prisão, multas e confisco do navio e dos equipamentos de pesca.
Galápagos (Foto: Rede Globo)Parte de Galápagos, conjunto de ilhas que fica a 1.000 km de distância da costa do Equador.
Na pesca, o grupo utilizava o espinhel, um longo fio de nylon repleto de ganchos, prática proibida na reserva marinha. León afirmou que os tubarões estavam nos porões do navio equatoriano Fer Mary I quando foi interceptado pela polícia na última quarta-feira.
Foram encontrados 286 exemplares de tubarão-raposa, 22 animais do tipo azul, 40 espécimes de tubarão-de-Galápagos e outros seis tubarões-martelo.
A ilha de Galápagos é uma reserva marinha onde é proibida a captura e comercialização de espécies. O local é considerado patrimônio natural desde 1979.
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Leão depressivo e solitário em MS pode ganhar novo lar em SP

.. quarta-feira, 20 de julho de 2011

Desde 2005, felino vive em zoológico desativado em Ivinhema.
Animal entrou em depressão após morte de companheira, no ano passado.


O zoológico onde morava o leão Simba, em MS, foi desativado. Após 6 anos de espera, ele deve ser transferido para SP. (Foto: Reprodução/TV Morena)Zoo onde morava o leão Simba, foi desativado em
Ivinhema.
O leão Simba, que há seis anos vive em um zoológico desativado em Ivinhema, a 297 quilômetros de Campo Grande, pode ganhar um novo lar em São Paulo. Uma organização não-governamental entrou em contato esta semana com a prefeitura da cidade para oferecer habitat adequado em um rancho em Cotia, na região metropolitana de São Paulo.
O caso do felino ganhou repercussão em uma rede social na Internet, onde uma comunidade formada por mais de mil seguidores se mobilizou para encontrar um novo lar para Simba. A psicóloga paulista Fátima Nogueira, organizadora da comunidade, conta que o grupo tenta angariar recursos para fazer o traslado do felino. "A gente envelopa a jaula com o nome da pessoa que doou. Se não conseguir patrocínio a gente vai tentar que cada um vá contribuindo até conseguir o valor", diz.
A administradora do Rancho dos Gnomos, Sílvia Pompeu, disse que há um recinto para felinos que ficou vago após a morte de uma tigresa. No local vivem 14 leões. Segundo ela, a entidade não tem condições de arcar sozinha com as despesas da transferência, e a ação depende de incentivos. "Precisamos de parceiros para ajudar a pagar as despesas do envio de veterinário, biólogo e um caminhão-guincho com motorista até o local. Além disso, um novo animal no rancho é uma boca a mais, precisa de comida, tratamento, medicamentos. Boa vontade sozinha não funciona", conta.
Simba, que segundo os tratadores está depressivo desde o ano passado, quando perdeu sua companheira, é um dos remanescentes do zoológico da cidade que foi fechado por falta de condições de funcionamento. A coordenadora de fauna do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), Paula Mochel, explica que a remoção de Simba depende de aval do órgão, que atesta as condições sanitárias do local de destino e emite uma guia de transferência.
Leão solitário e depressivo está em zoológico desativo em Ivinhema (Foto: Divulgação/Ivinotícias)Animal ficou solitário após morte de companheira
em 2010. 
O diretor da Fundação de Meio Ambiente de Ivinhema, Paulo César Tamanini, disse que na última semana a prefeitura recebeu vários contatos com sugestões de locais de destinação ao leão, mas aguarda um posicionamento do instituto. "Quem libera é o Ibama. Algumas pessoas estão tentando remover o animal, mas nada concreto", afirma.
Sílvia espera que o poder público demonstre boa vontade em auxiliar na liberação de Simba. "O Ibama cuida da parte burocrática. Como o animal está sob os cuidados da prefeitura, o município está tendo despesas. É preciso que haja interesse em resolver a questão", afirma.
O zoológico onde morava o leão Simba, em MS, foi desativado. Após 6 anos de espera, ele deve ser transferido para SP. (Foto: Reprodução/TV Morena)Após seis anos de espera, Simba deve ser transferido para SP.
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Pesquisadores utilizam água de coco a favor da ciência

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A água de coco substitui material importado como conservante. Em forma de pó, basta misturar com água para aproveitar benefícios.


Combina com praia, com sossego e tem tudo a ver com saúde.“Tem tudo o que você pode esperar: tem sais minerais. É uma fruta natural, barata ainda”, afirma o aposentado Gilberto Borges.

Esta última vantagem fez da água de coco matéria-prima também para a ciência. Pesquisadores da Universidade Estadual do Ceará (UECE) descobriram que o material genético de animais como peixes ameaçados de extinção pode ser conservado durante um longo tempo se estiver diluído em água de coco, o que dispensa o uso de materiais importados e caros.

“Quando você usa água de coco, a relação custo-benefício cai 1.000%. Temos a chance de colocar isso no mercado de uma forma bem prática, mesmo porque o Nordeste é muito abundante em coco”, conta o pesquisador José Ferreira Nunes.

Na forma de gel a água de coco ainda tem outra aplicação para a preservação de espécies. Mas, neste caso, depois que os animais nasceram, serve, por exemplo, para diminuir a mortalidade dos pintinhos durante o transporte.
“É um processo que pode demorar horas, dias. Este produto à base de gel com água de coco é colocado dentro da caixa de pintinhos no momento da saída dele para a viagem, e ele vai ter à disposição os nutrientes da água de coco e também a capacidade que ela tem de mantê-los hidratados, diminuindo a mortalidade do transporte até chegar à granja”, afirma a pesquisadora Márcia Helena Sobral.

Mesmo longe da praia, é possível experimentar a água de coco assim: na forma de pó. Basta acrescentar água. Ainda tem as opções com sabores de frutas. Tudo sem conservantes, para manter a característica principal do fruto que é tão bom para a ciência quanto para o paladar dos consumidores mais exigentes. "É mais saudável", diz uma mulher.
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Morre baleia que encalhou em praia do Espírito Santo

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A baleia da espécie Jubarte mede aproximadamente 11 metros, diz biólogo.
Instituto Orca afirma que foi o primeiro encalhe registrado no ES em 2011.


Baleia Jubarte encalha em praia do Espírito Santo (Foto: Reprodução/TV Gazeta)Baleia Jubarte encalha em praia do Espírito Santo.
A baleia da espécie Jubarte que encalhou na Praia de Nova Almeida, no Espírito Santo, morreu na madrugada desta quarta-feira (20). Segundo o biólogo Alexandre Sharpinel, do Instituto Orca, o animal já estava bastante debilitado quando encalhou e não resistiu. Uma equipe está no local, avaliando como será a remoção da carcaça de forma a preservar o ambiente e a saúde pública.
A baleia mede aproximadamente 11 metros, de acordo com informações do Instituto Orca. Ela ficou presa em um banco de arenito, conhecido popularmente como coral, a cerca de 15 metros da areia da praia. O local é de difícil acesso. Biólogos do instituto afirmam que o que pode ter trazido a baleia para as proximidades das margens da praia é algum problema de saúde.
Segundo o Instituto Orca, este foi o primeiro encalhe registrado no Espírito Santo no ano de 2011.
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Caminhões de serraria de Nova Ipixuna são flagrados em Tucuruí

.. terça-feira, 12 de julho de 2011

Eles participavam de uma exploração de madeira ilegal.
Madeireira foi desmontada em município do PA alvo de operação do Ibama.


O Ibama apreendeu no município de Tucuruí, no Pará, dois caminhões transportando toras ilegais que pertencem a uma das madeireiras fechadas recentemente em Nova Ipixuna (PA), onde aconteceram os assassinatos dos líderes extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo.
A apreensão aconteceu na última sexta-feira (9). Além dos dois caminhões, foram encontrados pelos agentes um terceiro veículo para transporte de toras, 25 metros de madeira, um trator e uma motosserra. De acordo com o órgão ambiental, foi interrompida uma exploração ilegal de 200 mil metros quadrados de floresta na região conhecida como Cururuí.
A madeireira tem um longo histórico de infrações ambientais – entre 2007 e 2010 foi multada dez vezes pelo Ibama.
Um dos caminhões da madeireira apreendidos  (Foto: Eduardo Lameira - Ibama/Divulgação)Um dos caminhões da madeireira apreendidos.
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